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O que é a Terapia Comportamental dialética (DBT)?

Terapia Comportamental Dialética (DBT) – Uma Visão Abrangente

A Terapia Comportamental Dialética, mais conhecida pela sigla em inglês DBT, é uma abordagem terapêutica que tem ganhado destaque e reconhecimento no campo da psicologia e psiquiatria. Desenvolvida inicialmente para tratar indivíduos com comportamentos autodestrutivos e transtorno de personalidade borderline, a DBT se expandiu e hoje é aplicada em uma variedade de contextos clínicos.

1. Visão geral da DBT

A DBT é uma forma de terapia cognitivo-comportamental que combina princípios tradicionais de terapias cognitovo e comportamentais com conceitos de aceitação e mindfulness. Ela foi criada pela Dra. Marsha Linehan na década de 1980, com o objetivo de ajudar pacientes que apresentavam comportamentos suicidas e não respondiam bem às terapias tradicionais. A abordagem se destaca por sua ênfase no equilíbrio entre aceitação e mudança, ajudando os pacientes a desenvolverem habilidades para lidar com emoções intensas e melhorarem seus relacionamentos.

2. A Desregulação Emocional e a Teoria Biossocial da DBT

A Terapia Comportamental Dialética (DBT) foi concebida inicialmente para tratar indivíduos com elevadas tendências suicidas e, posteriormente, para aqueles que satisfazem os critérios para TPB. Para um tratamento eficaz, é essencial uma teoria coerente. A teoria biossocial da DBT foi desenvolvida com três critérios em mente: orientar a implementação do tratamento, gerar compaixão e embasá-la em dados de pesquisas científicas. Esta teoria postula que tanto o suicídio quanto o TPB são transtornos da desregulação emocional.

Desregulação Emocional e Seus Efeitos

A desregulação emocional é vista em indivíduos com TPB como uma instabilidade na regulação das emoções, controle de impulsos, relacionamento interpessoal e autoimagem. Essa desregulação também está associada a outros problemas de saúde mental.

Principais consequências da desregulação emocional:

  • Instabilidade na regulação das emoções.
  • Dificuldade no controle de impulsos.
  • Problemas no relacionamento interpessoal.
  • Distúrbios na autoimagem.
  • Associação com transtornos relacionados ao uso de substâncias e transtornos alimentares.
  • Padrões comportamentais destrutivos.

Vulnerabilidades Biológicas

A dimensão “bio” da teoria biossocial refere-se às predisposições biológicas para a desregulação emocional. Isso inclui hereditariedade, fatores intrauterinos e danos físicos ao cérebro. Crianças com risco de desregulação emocional global tendem a apresentar baixo controle com esforço e alta emocionalidade negativa.

Ambiente de Cuidados e Invalidação

A dimensão “social” da teoria biossocial destaca a influência do ambiente. Ambientes invalidantes, que podem ser tanto o ambiente familiar mais próximo quanto outros ambientes que a criança entra em contato ao longo da vida, como escolas e outras instituições, frequentemente desconsideram ou minimizam as emoções e experiências de uma pessoa. Isso pode intensificar as emoções, pois a pessoa sente a necessidade de expressar-se mais veementemente para ser ouvida. Em contraste, ambientes validantes promovem uma regulação emocional mais adaptativa.

Ambientes invalidantes são caracterizados por responder de forma errática e inadequada a experiências privadas, como emoções e crenças. Isso pode levar a uma intensificação das emoções e reforçar padrões de desregulação emocional. Esses ambientes também tendem a restringir a expressão de emoções negativas e a punir a expressão emocional.

Trauma e Desregulação Emocional

Muitos indivíduos com TPB relatam experiências traumáticas na infância e continuam a enfrentar traumas na vida adulta. No entanto, ainda não está claro se o trauma por si só contribui para o desenvolvimento do TPB ou se ambos, trauma e TPB, são resultados de um ambiente familiar disfuncional e invalidante.

3. Níveis de Transtorno e Estágios, Objetivos e Alvos do Tratamento na DBT

A Terapia Comportamental Dialética (DBT) é meticulosamente estruturada para atender às necessidades variadas dos pacientes, reconhecendo que cada indivíduo apresenta desafios e circunstâncias únicas. A abordagem da DBT é segmentada em diferentes estágios, cada um com objetivos e alvos específicos.

Pré-tratamento: Esta fase inicial é fundamental para estabelecer a base do tratamento. Envolve um compromisso explícito e colaborativo entre o paciente e o terapeuta sobre as metas e métodos essenciais do tratamento. Embora um contrato escrito não seja mandatório, é crucial que haja um entendimento verbal mútuo sobre as expectativas e responsabilidades de ambas as partes.

Estágio 1: O foco deste estágio é abordar os comportamentos mais severos e desestabilizadores do paciente. O objetivo é alcançar um controle comportamental básico e estabelecer uma conexão suficiente com o tratamento. As prioridades são estabelecidas da seguinte forma:

  1. Comportamentos que ameaçam a vida, como tentativas de suicídio.
  2. Comportamentos que interferem no tratamento, seja por parte do paciente ou do terapeuta.
  3. Comportamentos que comprometem gravemente a qualidade de vida do paciente, como problemas interpessoais, legais ou de saúde.
  4. Déficits nas habilidades comportamentais necessárias para implementar mudanças na vida.

Estágio 2: Uma vez que o paciente tenha alcançado um certo grau de controle comportamental, o Estágio 2 se concentra em ajudar o paciente a experimentar emoções sem trauma e a reconectar-se com seu ambiente. Muitos pacientes, apesar de terem controlado comportamentos extremos, ainda enfrentam emoções intensas ou traumas passados que os isolam de conexões significativas.

Estágio 3: Neste estágio, o paciente trabalha para integrar o que aprendeu e para resolver problemas da vida cotidiana. O foco se desloca para o desenvolvimento do autorrespeito, autoeficácia e uma qualidade de vida aceitável.

Estágio 4: Alguns pacientes, mesmo após resolverem problemas cotidianos, sentem um vazio ou sensação de incompletude. Este estágio é dedicado a abordar esses sentimentos, muitas vezes explorando questões espirituais ou existenciais para alcançar a liberdade, alegria ou realização espiritual.

É importante ressaltar que, embora os estágios sejam delineados de forma sequencial, o progresso terapêutico pode não ser linear. Os pacientes podem necessitar revisitar estágios anteriores ou abordar questões de múltiplos estágios simultaneamente. Além disso, a DBT é estruturada de forma que diferentes profissionais desempenham papéis específicos, garantindo uma abordagem integrada ao tratamento.

4. Estrutura e Modos da Terapia Comportamental Dialética (DBT)

A DBT foi desenvolvida inicialmente para pacientes de alto risco, que apresentavam desregulação emocional global grave e múltiplos diagnósticos. Dada a complexidade dos problemas clínicos desses pacientes, tornou-se evidente desde o início que a terapia deveria ser flexível. Em vez de adotar um protocolo rígido, a DBT foi fundamentada em princípios, permitindo adaptações conforme as necessidades individuais dos pacientes. Para equilibrar essa flexibilidade com uma estrutura clara, a DBT foi modelada como uma intervenção modular.

Funções do Tratamento

A DBT define claramente suas funções de tratamento, que são:

  1. Aprimoramento da Capacidade do Paciente: Isso envolve o aumento do comportamento habilidoso do indivíduo.
  2. Motivação do Paciente: O objetivo é melhorar e manter a motivação do paciente para mudar e se engajar no tratamento.
  3. Generalização da Mudança: Garante que as mudanças alcançadas durante o tratamento sejam aplicadas em diferentes contextos da vida do paciente.
  4. Motivação do Terapeuta: Visa aumentar a motivação do terapeuta para fornecer um tratamento eficaz.
  5. Reestruturação Ambiental: Auxilia o paciente a modificar ou adaptar seu ambiente para sustentar e reforçar o progresso alcançado, movendo-se em direção às metas estabelecidas.

Modos de Tratamento

Para cumprir eficazmente as funções acima, a DBT é administrada em diversos modos:

  • Terapia Individual ou Manejo de Casos: Foco no atendimento individualizado, abordando as necessidades específicas do paciente.
  • Treinamento de Habilidades: Pode ser realizado em grupo ou individualmente, ensinando ao paciente habilidades específicas para lidar com suas emoções e comportamentos.
  • Coaching de Habilidades Entre Sessões: Fornece suporte ao paciente fora das sessões de terapia, ajudando-o a aplicar as habilidades aprendidas em situações da vida real.
  • Equipe de Consultoria de Terapeutas: Uma equipe de profissionais que se reúne regularmente para discutir casos, compartilhar insights e garantir a eficácia do tratamento.

Cada modo de tratamento tem objetivos específicos e estratégias distintas para alcançá-los. O que é crucial não é o modo em si, mas sua capacidade de atender a uma função específica. Por exemplo, a generalização de novas habilidades pode ser alcançada através de diferentes abordagens, dependendo do contexto. O terapeuta individual, que é sempre o principal terapeuta na DBT padrão, trabalha em conjunto com o paciente para garantir que todas as funções do tratamento sejam atendidas.

5. Treinamento de Habilidades na Terapia Comportamental Dialética (DBT)

A Terapia Comportamental Dialética (DBT) é uma abordagem terapêutica multifacetada que se destaca, entre outras características, pelo seu módulo de treinamento de habilidades. Este módulo é essencial para aprimorar competências em áreas onde muitos indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) apresentam déficits comportamentais.

Estrutura e Duração do Treinamento: A DBT padrão dedica sessões semanais, com duração aproximada de duas horas, ao treinamento de habilidades. Este treinamento é estruturado em quatro módulos, abrangendo um período de cerca de seis meses. Assim, permite-se que todas as habilidades sejam abordadas duas vezes em um contexto ambulatorial padrão.

Recursos e Materiais: Os manuais escritos pela Linehan sob o nome de “Treinamento de Habilidades em DBT – Manual de Terapia Comportamental Dialética” para o Terapeuta e para o Paciente (2 manuais distintos e complementares) servem como um guia abrangente para terapeutas. Este manual oferece instruções detalhadas sobre como ensinar e praticar habilidades em DBT, além de fornecer uma variedade de fichas instrutivas e tarefas de casa para os pacientes.

Módulos de Treinamento:

  • Regulação Emocional: Este módulo ensina estratégias comportamentais e cognitivas para controlar e reduzir respostas emocionais indesejadas. Ele foca em identificar e descrever emoções, enfrentar emoções negativas, intensificar emoções positivas e alterar emoções aversivas.
  • Tolerância ao Mal-Estar: Aqui, os pacientes aprendem técnicas para controlar impulsos e autoacalmar-se, permitindo-lhes enfrentar crises sem recorrer a comportamentos disfuncionais, como uso de drogas ou tentativas de suicídio.
  • Eficácia Interpessoal: Este módulo ensina habilidades de assertividade, permitindo aos pacientes alcançar objetivos enquanto mantêm relacionamentos saudáveis e autorrespeito.
  • Mindfulness: As habilidades ensinadas neste módulo incluem focar a atenção na observação, descrição, participação, postura não julgadora, execução de uma tarefa por vez e foco na eficácia.

Generalização de Habilidades:  enquanto o treinamento e fortalecimento de habilidades são conduzidos principalmente em grupos, o terapeuta individual desempenha um papel crucial em ajudar os pacientes a aplicar essas habilidades em todos os contextos relevantes de suas vidas.A DBT coloca uma ênfase particular na generalização, garantindo que as habilidades aprendidas sejam aplicadas em diversos contextos da vida diária. Para facilitar essa generalização, uma das alternativas é utilizar o coaching telefônico. 

6. Coaching Telefônico na Terapia Comportamental Dialética (DBT)

O coaching telefônico é uma ferramenta essencial na Terapia Comportamental Dialética (DBT). Esta modalidade de interação tem funções específicas, dependendo de se a ligação é direcionada ao terapeuta primário ou a um terapeuta auxiliar.

1. Funções das Ligações ao Terapeuta Primário:

  • Intervenção em Comportamentos de Crise Suicida: A principal prioridade das ligações é avaliar e intervir em situações de risco suicida. O foco é avaliar o risco e empregar uma abordagem de solução de problemas para identificar comportamentos alternativos.

  • Generalização de Habilidades: Uma das principais razões para encorajar ligações telefônicas é ajudar os pacientes a aplicar as habilidades aprendidas na DBT em situações da vida real. Durante essas ligações, o terapeuta frequentemente questiona: “Que habilidades você poderia usar neste momento?”, incentivando o paciente a aplicar habilidades específicas à situação atual.

  • Resolução de Crises Interpessoais: Quando surgem conflitos ou crises interpessoais, especialmente em relação ao terapeuta, as ligações telefônicas oferecem uma oportunidade para fortalecer os vínculos interpessoais e abordar sentimentos de alienação ou distância. O objetivo é diminuir a sensação de alienação ou distância do paciente em relação ao terapeuta.

2. Hierarquia de Metas para Ligações Telefônicas:

A hierarquia de metas que organiza a DBT como um todo também se aplica para os contatos por telefone. Aqui a hierarquia se aplica da seguinte maneira:

  • Diminuição dos Comportamentos de Crise Suicida: A segurança do paciente é sempre a prioridade máxima.

  • Aplicação de Habilidades à Vida Cotidiana: O terapeuta ajuda o paciente a lembrar e aplicar habilidades específicas para lidar com situações atuais.

  • Resolução de Crises Interpessoais: Abordar sentimentos de alienação, raiva ou distância em relação ao terapeuta.

3. Considerações Adicionais:

  • Frequência e Duração: No início da terapia, as interações telefônicas podem ser frequentes e de duração mais longa. No entanto, à medida que a terapia avança e a confiança no relacionamento se fortalece, espera-se que a frequência e a duração das ligações diminuam.

  • Limites: É essencial que o terapeuta estabeleça e mantenha limites claros para evitar o esgotamento e garantir que o coaching telefônico seja eficaz e benéfico para o paciente.

Em resumo, o coaching telefônico na DBT desempenha um papel crucial em complementar a terapia presencial, permitindo intervenções imediatas em situações de crise, reforçando a aplicação de habilidades e fortalecendo o relacionamento terapêutico.

7. Equipe de Consultoria em DBT (Terapia Comportamental Dialética)

A Terapia Comportamental Dialética (DBT) reconhece a importância crucial de uma abordagem coletiva no tratamento. Esta perspectiva coletiva, inicialmente adotada para garantir a aderência ao protocolo terapêutico, revelou-se um pilar fundamental para a eficácia do tratamento.

Ao lidar com pacientes de alto risco e com desafios emocionais intensos, os terapeutas, por vezes, enfrentam desafios emocionais próprios. O medo do risco de suicídio, a sobrecarga emocional ao lidar com comportamentos interpessoais desafiadores e até mesmo questões pessoais podem influenciar a abordagem terapêutica. Neste contexto, a presença de uma equipe coesa e colaborativa torna-se vital.

A equipe de DBT não só oferece suporte emocional e técnico entre seus membros, mas também serve como um mecanismo de verificação e equilíbrio, garantindo que os profissionais mantenham a integridade e a eficácia do tratamento. Esta abordagem coletiva assegura que os terapeutas permaneçam alinhados ao método proposto, evitando desvios inadvertidos que possam comprometer o tratamento.

De forma resumida é importante lembrar que a equipe de DBT não é apenas um complemento ao tratamento, mas sim uma parte integrante e essencial do processo terapêutico, garantindo que o tratamento seja aplicado da forma mais eficaz e benéfica possível para o paciente.

FAQ – Perguntas Frequentes:

  1. O que é Terapia Comportamental Dialética (DBT)? R: A DBT é uma forma de terapia cognitivo-comportamental que combina princípios tradicionais de terapias cognitivas e comportamentais com conceitos de aceitação e mindfulness. Foi desenvolvida para tratar indivíduos com comportamentos autodestrutivos e transtorno de personalidade borderline.
  2. Como a DBT difere da TCC tradicional? R: Enquanto a TCC se concentra na identificação e modificação de pensamentos e comportamentos “negativos” ou “desadaptativos”, a DBT adiciona uma camada de aceitação e técnicas de regulação emocional. A DBT também enfatiza o equilíbrio entre aceitação e mudança.
  3. Para quem a DBT é indicada? R: Inicialmente, a DBT foi desenvolvida para tratar indivíduos com comportamentos suicidas e transtorno de personalidade borderline. No entanto, sua aplicação se expandiu e agora é usada em diversos contextos clínicos, principalmente para pessoas que apresentem o quadro de desregulação emocional.
  4. O que é a teoria biossocial da DBT? R: A teoria biossocial postula que o suicídio e o TPB são transtornos da desregulação emocional, influenciados tanto por vulnerabilidades biológicas quanto por ambientes invalidantes.
  5. Como a DBT é estruturada? R: A DBT é segmentada em diferentes estágios, cada um com objetivos e alvos específicos. Além disso, possui diferentes modos de tratamento, como terapia individual, treinamento de habilidades, coaching entre sessões e uma equipe de consultoria de terapeutas.
  6. O que é coaching telefônico na DBT? R: O coaching telefônico é uma ferramenta na DBT que permite intervenções imediatas em situações de crise, reforça a aplicação de habilidades e fortalece o relacionamento terapêutico.
  7. Como as habilidades de mindfulness são integradas à DBT? R: O mindfulness é um componente central da DBT, ajudando os pacientes a se tornarem mais conscientes de seus pensamentos, sentimentos e comportamentos no momento presente.
  8. Qual é a importância da equipe de consultoria em DBT? R: A equipe de DBT oferece suporte emocional e técnico entre seus membros, garantindo que os profissionais mantenham a integridade e a eficácia do tratamento. Ela é essencial para assegurar que o tratamento seja aplicado da forma mais eficaz e benéfica possível para o paciente.
  9. Existem recursos ou manuais recomendados para profissionais interessados em aprender mais sobre DBT? R: Sim, existem diversos livros já traduzidos para o português, como o Manual original e os manuais do treino de habilidades escritos pela criadora da DBT, Marsha Linehan. Além disso, existem outras obras de outras autoras importantes já traduzidas, além de cursos para formação em DBT.

“Por Dentro da DBT”

SE A SUA CLIENTE TEM DIFICULDADE COM AS EMOÇÕES, A TERAPIA COMPORTAMENTAL DIALÉTICA VAI TE AJUDAR A NORTEAR E DESTRAVAR SEUS ATENDIMENTOS

Entenda como a maneira DBT de entender e trabalhar as emoções, comportamentos e cognições vai te dar segurança, e direcionamento ao atender pessoas que têm dificuldade em regular emoções (e as que não têm também).

Assista a aula ABAIXO e aprenda:

  1. Um exempo de como explicar um episódio emocional
  2. Uma forma simples e direta de falar sobre emoções que você conseguirá aplicar imediatamente ao final da aula.
  3. Aprender sobre as 3 funções das emoções que PRECISAM ser trabalhadas com toda paciente.

Se você quer aprender essa forma de trabalhar regulação emocional, clique no link agora.

seu caso está travado agora?

O que fazer quando a família está entrando em contato? Ou quando o caso não parece andar? E se você acha que sua cliente precisa participar de um treino de habilidades, mas não tem dinheiro? Sua cliente está em crise, o que fazer?

Você não é a única que passa por essas e muitas outras situações! Por isso eu criei a parte do “Diego, me socorre” em que eu faço uma “supervisão assíncrona”. O que isso quer dizer: eu pego temas repetidos que ouço em supervisões e dou orientações e indico quais partes do curso você pode focar naquele momento. Aqui estão alguns temas que já abordei por lá!

Pessoal que tem assistido tá de prova que são aulas pra você conseguir assistir e buscar fazer imediatamente.

Como o curso tem auxiliado as psicólogas(os)!

O Problema da Desregulação Emocional

O Brasil tem mais de 214 milhões de habitantes, sendo 80% adolescentes e adultos. O DSM sugere que pessoas com desregulação emocional grave (que fecham o diagnóstico para Transtorno de Personalidade Borderlinepodem representar até 5,9% da população, o que corresponderia a cerca de 10 milhões de pessoas.

Eu não acredito que esse tanto de pessoas fecharia o diagnóstico para borderline, mas acredito que se considerarmos os casos mais “leves” de desregulação (pessoas com desregulação leve a moderada de ciúme, raiva e outras emoções) esse número pode ser ainda maior

Então quais as chances de alguém alguém com desregulação emocional (severa ou leve) precisar da sua ajuda

A Terapia Comportamental Dialética (DBT) foi desenvolvida para lidar justamente com casos de desregulação emocional (grave ou não). Só que aprender sozinha é tarefa complicada (eu sei, eu tentei).

E aprender estudando por horas e horas não somente é inefetivo como pode te fazer desistir. Com o tempo eu percebi o seguinte:

O que te faz aprender Terapia Comportamental Dialética (DBT)  e Regulação Emocional não é estudar MUITO e durante muitas horas. É estudar de pouco em poucoAPLICAR e depois estudar mais um pouco.

O MÉTODO CME: APRENDA DE ACORDO COM O SEU NÍVEL.

Você já teve dificuldade de conectar o conteúdo de uma aula com a outra? Alguma professora já perguntou algo como “Vocês já aprenderam isso?” ou você até entendeu as intervenções de maneira isolada, mas na hora de passar para a sua prática teve dificuldade?

Na maior parte das vezes isso acontece porque a “estrutura” do ensino dificulta essa contextualização: várias aulas aqui e ali, nem sempre conectadasmisturando tudo e sem considerar o que você já sabe.

Isso te trava na hora de transformar aula em prática.

Pensando nisso eu tenho ensinado DBT com o que eu chamo de “Método “Começo-Meio-Entre”: um ensino baseado no que você já sabe, com o ritmo e sequência parecido com a psicoterapia.

 

Eu quebrei as etapas do aprendizado da DBT em passos menores e viáveis para que você saiba no que focar seus estudos de acordo com o que já sabe sobre desregulação emocional e DBT.

Assim fica mais fácil você saber o caminho que precisa seguir para trabalhar regulação emocional da sua cliente.

Mente de Principiante

Objetivo: entender a teoria que embasa os conceitos de regulação e a desregulação emocional.

Aqui você aprende a ler as dificuldades da sua cliente a partir da perspectiva da (des)regulação emocional. Se você veio da TCC, hora de ampliar o modelo cognitivo. Se você veio da análise do comportamento, hora de expandir o olhar sobre o modelo da tríplice contingência… É importante que você consiga tirar os “óculos” da sua abordagem por um tempo para perceber o que tem de novo e diferente na DBT. Em pouco tempo de aula você aprenderá os seguintes temas:

Modelo BiossocialAmbiente InvalidanteRegulação EmocionalDesregulação Emocional.

Até mais, protocolos

Objetivo: te libertar da visão “protocolar” da prática clínica..

A DBT é uma terapia baseada em princípios e não em protocolos. Isso muda muita coisa: você passa a ter mais consciência de quais são os princípios que atuam a todo instante na terapia e assim decidir de forma intencional quando ser mais ou menos protocolar. Aqui é o pontapé inicial para deixar de lado a sensação de ser uma fraude ao conhecer o princípio da caixinha de ferramentas.

Princípios ComportamentaisPrincípios da AceitaçãoPrincípios da Dialética

Bons Começos

Objetivo: conduzir encontros iniciais que estruturam a terapia, sem deixar aquela sensação de estar perdida o tempo todo.

Aqui é mão na massa para os encontros iniciais. Você aprenderá a identificar valores de vida, metas de terapia, monitoramento de alvos e o principal: organizar o sofrimento da sua cliente na lógica de estágios. Para cada estágio você sabe se deve adicionar ou retirar intervenções e modos de tratamento. Já nessa fase você aprenderá como avaliar e conduzir situações de risco de suicídio. O mais interessante dessa parte é que você já deve fazer algumas coisas, o que você vai aprender é uma forma de estruturar e organizar os encontros iniciais.

Estágios de tratamentoValoresComportamentos alvosObjetivos e MetasComprometimentoPlano de SegurançaAvaliação e Manejo do Risco de Suicídio (L-RAMP)

Meio

Objetivo: conduzir uma sessão típica em DBT.

Aqui é o momento em que você terá uma das maiores curvas de aprendizado, ao mesmo tempo que ganha mais confiança. Nesse ponto você aprenderá sobre como organizar agenda de sessão com base na hierarquia de alvos, realizar análises em cadeia úteis (nem análises generalistas, nem detalhadas demais e que não servem pra nada) e propor soluções que seu cliente se comprometa. É só nessa fase que você vai se dedicar a aprender habilidades DBT e outras intervenções básicas para se sentir confiante em seus atendimentos. Temas principais:

Cartão diárioAnálise em CadeiaMissing LinkAnálise de SoluçõesHabilidades DBTExposição InformalModificação CognitivaManejo de Contingências

Entre

Objetivo: desenvolver seu cliente entre as sessões (e se cuidar).

A gente sabe que a terapia acontece mesmo entre as sessões: pode ser quando o cliente entra em crise e nos aciona por telefone ou quando tenta colocar “o que aprendeu” em prática na vida dele. Esse é o momento de aprender sobre grupo de habilidades (caso queira criar um grupo), coaching telefônico (contatos entre sessão para generalizar habilidades ou manejar crises) e também sobre como criar uma equipe de consultoria, que é um grupo de psicólogas que se reúne para apoio, cuidado e auxílio na condução dos casos que são difíceis.

Treino de habilidadesCoaching TelefônicoEquipe de ConsultoriaManejo de Crise ao Telefone

SUPORTE E AULAS EXTRAS

Todo mês você terá pelo menos uma aula ao vivo para tirar dúvidas ou para aprender sobre um tema complementar ao da DBT.

Isso significa que ao longo do seu tempo de acesso você terá pelo menos 18 encontros ao vivo.

Em alguns desses encontros também teremos momentos de role-play comentados das habilidades clínicas ensinadas.

Qual a diferença para um role-play comum? 

Não basta apenas assistir um role-play e achar que isso será suficiente para você aprender a lógica da intervenção e do raciocínio clínico. Como sempre falo: assistir programas de culinária todo dia não te torna um cozinheiro.

Se liga nas aulas que já estão na plataforma ou que já estão confirmadas e ocorrerão ao vivo:

  • O raciocínio clínico em DBT – Thiago Mácimo (gravação já disponível).
  • Evidências da DBT – Bernardo Mattos (gravação já disponível).
  • Transtorno por uso de substâncias: integrando tratamentos ao modelo DBT (em breve).
  • O modelo CAMS de intervenção em Risco de Suicídio – Juliana Massapust – Aula ao vivo no dia 16/03.
  • DBT e população negra – Meire Lima. Aula ao vivo no dia 20/04.
  • Intervenções cognitivas e DBT (ao vivo) – em breve.

Nesses encontros vamos COMPLEMENTAR tudo que você já terá aprendido nas aulas gravadas

Fora isso eu respondo todas as dúvidas deixadas na plataforma ou no nosso grupo de WhatsApp que é único.

QUEM SOU EU

Estou mergulhado na DBT desde 2015: comecei a estudar sozinho, passei por grupo de estudos, cursos de formação, formação do Behavioral Tech (o braço de formação do Instituto Linehan), conduzi grupos de habilidades presenciais para pacientes e profissionais, grupos online para pacientes e também para familiares.

Gostei tanto que comecei a dar aula sobre o tema em 2018 aqui no meu estado, trouxe grandes nomes da DBT pra cá porque queria que mais pessoas aprendessem o que eu estava aprendendo. Em 2021 fui coordernador de uma pós em DBT e entre 2020 e 2023 criei (em parceria) o projeto chamado “Tutoria em DBT” em que formamos 5 turmas.

Fora isso venho ensinando em diferentes instituições ao redor do Brasil: INTCC Rio, Instituto Continuum, Atitude Cursos, CAAESM, IBAC, Faesa, Emescam e por aí vai.

Cada aula dessa me ajudou a perceber as dúvidas mais frequentes e as dificuldades mais relatadas. Assim fui adaptando minha forma e estratégia de ensino.

Foi a partir dessa experiência que veio a lógica de construção do “Por Dentro da DBT”.

Para quem é o curso?

  • Quem nunca viu DBT na vida além de uma aula ou outra: o curso foi desenhado para te ensinar do conceito mais básico possível até as intervenções na prática.
  • Estudantes de Psicologia: na época da graduação é complicado demais a gente se você ainda é estudante, saiba que tenho estudantes que já estão se beneficiando. Só a parte gravada do curso já vai te auxiliar muito mesmo! Muito! Fora que você poderá levar o que aprender aqui para conversar com sua orientadora, por exemplo. Agora com os encontros ao vivo isso terá um impacto ainda mais absurdo. Lá no final tem o depoimento de um estudante. Confere lá.
  • Psicólogas comportamentais: se você é da terapia comportamental, behaviorista radical,  fã de Skinner como eu, adora uma análise funcional e fica com receio de aprender coisas fora do que tem base behaviorista radical (eu já fui desses), deixa eu falar especialmente com você. Eu fiquei quase 1 ano enrolando pra aprender a DBT porque tinha o nome “cognitivo” na capa do livro da Linehan. E que arrependimento por ter feito isso… Porque eu era muito bom em fazer análise funcional, mas quando tinha a análise funcional prontinha acabava ficando travado! E foi isso que encontrei na DBT: fiquei destravado. Se você sente falta de intervenções que já venham mais “prontinhas” para utilizar depois que fizer a análise funcional, ou de habilidades comportamentais fáceis de aprender e ensinar para seus clientes, só vem. Tá aqui a Larissa que não me deixa mentir.
  •  Psicólogas cognitivo-comportamentais: se você vem da TCC,  sabe reestruturar uma crença que é uma maravilha, mas sente que para muitas clientes isso não é o suficiente, vem comigo. Sabe aquela coisa da cliente entender que reestrutuar a crença faz sentido, mas que ainda assim a emoção não muda de jeito nenhum? Pois é. Além disso você vai entender de uma vez por todas os princípios básicos da Análise do Comportamento e isso fará toda diferença na sua prática. Tá aqui a Bianca que não me deixa mentir:
  • Quem já fez outras formações em DBT: com certeza. Não importa se você fez uma formação curta ou longa, eu tenho CERTEZA que o curso vai acrescentar MUITO para a sua prática. CERTEZA. Olha a Vanessa e a Thais falando aí embaixo que não me deixam mentir.

O que o pessoal tem falado sobre o curso

FAQ - PERGUNTAS FREQUENTES

1. Preciso saber TCC para entender DBT?

Não. De forma alguma. A base da DBT é a Análise do Comportamento. Saber TCC vai facilitar que você aplique algumas intervenções cognitivas, mas definitivamente não é necessário.

2. Não sei Análise do Comportamento. Consigo aprender?

Consegue porque eu ensino os princípios básicos de uma forma bem aplicada no curso. Te garanto: você vai aprender com as aulas gravadas ou nos plantões tira-dúvidas.

3. Serve apenas para casos graves?

Não. Definitivamente não. Você já atendeu que tinha desregulação com ciúme? Ou apenas com raiva? Ou com vergonha? O que isso tem em comum: é tudo EMOÇÃO. Então se você atende pessoas que têm dificuldade com uma ou outra emoção a DBT vai te ajudar.

4. Qual o tempo de acesso?

Você terá 18 meses para assistir as aulas e participar dos eventos ao vivo. 1 ano e meio. Isso quer dizer que se você pegar o valor do curso dividir pelo tempo de acesso, pagará menos de R$70 por mês para ter um curso completo em DBT + vários encontros ao vivo e aulas extras.

Tem alguma dúvida? Envie uma mensagem diretamente para o meu WhatsApp. É direto comigo, sem falar com equipe.

“Diego, Como Faz?” – Passos Iniciais

Vira e mexe alguém me pergunta algo sobre a prática clínica em Psicologia. Algo como “Diego, como faz quando…..”As perguntas passam por contato antes da terapia, aspectos básicos do primeiro encontro como cobrar ou não, estratégias para manejar pedidos de mudança de frequência, desconto… Eu respondo e logo em seguida outra pessoa aparece com a mesma dúvida. Normalmente são perguntas que algumas pessoas têm receio de perguntar porque parece que elas são “óbvias”, mas a verdade é que não são. 

E por qual motivo recebo tanta pergunta sobre esses temas? Um dos principais é que eu tenho o costume em falar as minhas dificuldades por aí e não somente aqueles casos de super sucesso. Estou há 12 anos no mercado da clínica em Psicologia, já saí da profissão, voltei e é aqui que eu estou há muitos anos!

Já dei aula em curso superior, já supervisionei estágio, fui coordernador de pós, dou supervisão particular e com tudo isso acabo conhecendo dificuldades básicas que enfrentamos no mundo da terapia e foi com base em um tanto dessas dificuldades que realizei e gravei esse encontro em Agosto/2022.

Aqui você não vai encontrar um monte de regra descontextualizada e sim possibilidades de lidar com um tanto de questões a partir da sua realidade!

As principais perguntas que respondo nesse curso/workshop são:

“Diego, como faz quando o cliente manda mensagem perguntando preço e essas coisas antes da sessão?” – O contato antes da sessão na era do WhatsApp.

“Diego, como você faz nas sessões iniciais? Usa alguma entrevista? Faz algo mais estruturado?” – Objetivos dos primeiros encontros, cuidados e orientações importantes já na primeira sessão.

“Diego, como faz quando o cliente não quer fazer sessão semanal? Ou pede desconto? E quando faz contato fora da sessão?” – Combinados de sessão: preço, frequência, redes sociais, contatos extra-sessão e outros combinados.

Diego, como faz quando a família entra em contato? Pode fazer sessão com eles? E quando eles pedem pra não falar pro(a) paciente?”. Contato com familiares.

Diego, como faz um contrato? Tem algum modelo? O que eu coloco?”. Elaborando seu contrato a partir do modelo fornecido.

Veja o que essas pessoas falaram sobre o curso (tem mais lá pro final!):

 Então vem comigo aprender um tanto de coisa que vai mudar sua prática já no dia seguinte ao curso! Isso aqui é o que você vai encontrar no curso:

  • O contato antes da sessão.
  • Primeiros encontros: objetivos, cuidados e ações necessárias.
  • Combinados iniciais que podem proteger a relação terapêutica.
  • Família: entendendo o sofrimento, estabelecendo limites, equilibrando orientação da família com desenvolvimento da(o) paciente/cliente.
  • Criando seu contrato terapêutico a partir do modelo fornecido.

Documentos que você terá acesso imediato (faz parte do curso, aqui não vai ter aquele "bônus" fake)

Esses serão os materiais que você terá acesso imediato. E se você me pedir mais no inbox e eu tiver eu vou te passar. 

  • Modelo de contrato terapêutico editável.
  • Documento modelo de avaliação de risco de suicídio (na aula não ensino sobre o manejo e sim uma orientação e disponibilização de documento para resguardar sua prática clínica).
  • Plano de Segurança do Paciente.
  •  Questionário para auxiliar a identificar características dos familiares.

GARANTIA

Já disse que transparência é algo muito importante pra mim, certo? Então não vou ficar inventando que EU VOU TE DAR GARANTIA TAL PORQUE EU SOU SUPER LEGAL! Não. Nossa relação já começaria errada, né?

Por lei você tem direito a 7 dias para se arrepender da compra e pedir o dinheiro de volta sem explicação e é isso que você terá aqui também. Se dentro de 7 dias você quiser o dinheiro de volta você pede pra Hotmart e ela te devolve. Simples assim.

Na verdade é o tipo de compra que só eu corro risco porque o meu curso tem cerca de 2 horas e 20 minutos . Então se você fizer o curso INTEIRO e não gostar pode pedir o dinheiro de volta e eu não tenho nem o que fazer. 

Mas essa é a outra parte que eu prezo: confiança de que você vai gostar e que se gostar não vai pedir dinheiro de volta porque o curso realmente te auxiliou. E quando isso acontecer eu vou te pedir apenas pra me enviar uma mensagem no Instagram (fsouzadiego) ou nos vídeos falando como ele te auxiliou, porque vai te auxiliar.

Na verdade eu acredito que você vai querer até que eu faça uma segunda edição com outros temas. Tá aí a Petra e a Isabela que não me deixam mentir.

Então se você chegou até aqui eu sei que é porque está interessada(o) no curso. Então vou colocar um último feedback que eu tive de uma pessoa que assistiu a gravação pra você tirar a sua dúvida se vale a pena ou não!