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#ComplemenPsi

Olá, tudo bem? Meu nome é Diego Souza, sou psicólogo clínico e atendo em Vitória e Vila Velha. Agora que consegui me estabilizar na profissão e na área em que eu desejava, chegou a hora de dar um passo em direção à outros sonhos.

Há cerca de 1 ano comecei a organizar alguns cursos para psicólogos e estudantes de Psicologia. Desde então organizei alguns eventos:

  • Psicofarmacologia para Psicólogos” com a Dra. Thalita Simão;
  • Viver da Clínica” comigo mesmo, que já está caminhando para a  3ª turma;
  • Intervenção Clínica com Pacientes em Risco de Suicídio“, com o Tiago  Zortea.
  • Intercâmbio em Psicoterapia. Tema: Depressão” em que reunimos psiquiatra, psicanalista, gestalt-terapeuta e psicóloga comportamental falando sobre a depressão com profissionais de diferentes áreas;
  • Capacitação para Atendimento a Mulheres em Situação de Violência” com a Arielle Scarpati e a Mirian Cortez.

Mas há algum tempo, enquanto ainda dava aula para alunos que trabalhavam diretamente com uma população financeiramente mais carente, pude perceber uma realidade que passou a me incomodar.

Psicólogos com menor poder aquisitivo muitas vezes acabavam trabalhando com uma população que também tinha menor poder aquisitivo, resultando em remuneração menor e uma possibilidade de atualização também menor. Além disso, os cursos de formação ou complementares acabavam vindo com preços não tão acessíveis.

Isso gerava e gera um ciclo não muito legal: profissionais já estabelecidos e capacitados tendo acesso aos melhores cursos e grande parte impossibilitada de participar por limitações financeiras. Ou você nunca percebeu que na maioria dos cursos encontramos quase sempre as mesmas carinhas?

O projeto #ComplemenPsi vem olhar para esta realidade! Uma maneira de aproximar profissionais estabelecidos, com grande bagagem teórica e prática de outros profissionais e estudantes que precisam e desejam aprender.

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A lógica é simples: barateando a formação continuada conseguimos capacitar mais profissionais, capacitando mais profissionais conseguimos impactar mais vidas e inserir o trabalho da Psicologia nos mais diversos locais e da maneira mais efetiva possível! Tudo isso com um objetivo: auxiliar as pessoas (profissionais e o público a ser atendido) a terem vidas mais valiosas e que valem a pena ser vividas!

 

Valores – Investimento

Os cursos da #ComplemenPsi obedecerão à uma regra com relação à valores. Cursos de 4 horas custarão R$80,00 para profissionais e R$60,00 para estudantes. Cursos de 7 horas custarão R$150,00 para profissionais e R$120,00 para estudantes.

Cursos com carga horária maior poderão ter preços diferenciados, acertados entre palestrante e organizadores, mas sempre buscando o mesmo objetivo: capacitação com preço justo e acessível para impactar mais e mais vidas.

Estes valores irão custear todo o evento, inclusive as vagas para estudantes e profissionais mais “carentes”! Ah sim! Precisamos falar sobre isso também!

Vagas reservadas

Ainda que possamos considerar estes valores baixos, sabemos que não é acessível a todos os profissionais. Afinal de contas, para algumas pessoas, escolher colocar dinheiro em formação é decidir tirar dinheiro de áreas relevantes da sua vida.

Diante disso, decidi colocar a porcentagem de 10% de vagas a serem sorteadas entre profissionais e estudantes considerados “carentes”. Estas pessoas deverão se enquadrar em alguns critérios (a serem divulgados) para participar do sorteio.

 

Agenda de Cursos

 

Já temos uma agenda de cursos iniciais programada! E os detalhes serão revelados em breve! Mas já posso adiantar os temas!

Em JULHO eu darei o pontapé inicial no projeto com um curso de “Introdução à Terapia Comportamental Dialética”. Nesse curso eu espero incentivar à todos nos estudos dessa abordagem aqui no estado, dando orientação suficiente para que as pessoas saibam como estudar, montar grupos de estudos e tudo o mais.

Em AGOSTO teremos a Elisa Pozzato dando um curso de “Introdução à Psicoterapia Comportamental Infantil. Ela vai trazer um pouquinho de tudo que aprendeu com o pessoal do Instituto Brasiliense de Análise do Comportamento, como as principais demandas desse público, diferenças entre atendimento infantil, atendimento às escolas, atendimento às famílias e um cadinho de coisa a mais.

Em SETEMBRO teremos a Luciana Messa nos ensinando protocolos de “Ativação Comportamental no tratamento da Depressão”. É o tipo de demanda que ela mais tem recebido em seu consultório e por isso tem estudando bastante sobre o que temos nessa área.

Em OUTUBRO teremos a nossa querida Fabiana Ramos trazendo o curso A Utilização de Técnicas na Clínica Comportamental. A programação do curso está sensacional! Queria fazer já no próximo final de semana só pra ter as aulas com ela. Logo, logo eu divulgo pra vocês também, viu?

Em NOVEMBRO teremos o Wagner Petri com seu curso sobre “Transtornos Alimentares. O cara está se especializando na área e tenho certeza que vai trazer coisa MUITO BOA! Aguardem!

Então é isso! Se você tem interesse e deseja receber notícias fresquinhas em primeira mão, como turmas, temas, sorteios e etc… Bem, já sabe, é só cadastrar seu e-mail clicando no link: http://eepurl.com/dqdtUj

Será possível ter uma vida equilibrada?

Desde pequeno contam pra gente uma historinha de que se você fizer tudo certo e se esforçar bastante… Plim! Sua vida está lá, equilibrada. E pronto: assim permanecerá. Você encontrou o tal do equilíbrio. E principalmente: se a sua vida não está equilibrada, alguma coisa está muito errada.

E aí nós tentamos fazer tudo certo, planejamos, executamos e em algum momento conseguimos alcançar aquilo desejávamos, esperando o tal do equilíbrio. E logo percebemos que a vida não está tão equilibrada quanto imaginávamos.

É como se o seu esforço em busca do equilíbrio fosse um cobertor curto. Se você puxa para um lado, outro fica descoberto.

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Por exemplo: você resolveu focar na sua saúde. Começa a se exercitar, gastar mais tempo preparando a sua comida e tantas coisinhas mais. Consegue equilibrar suas taxas, diminuir/aumentar o peso e passa a se sentir bem com isso porque chegou ao estágio que deseja. Mas ao olhar ao redor percebe que está passando menos tempo com os amigos ou com a família ou se dedicando menos ao trabalho.

Mas calma. Isso é normal.

Ao menos para a maior parte de nós, meros mortais. Focar em uma área da vida e alguma outra ficar (pelo menos um pouco) descoberta não é algo de outro mundo.

“Mas, Diego… Isso não é um problema?”

Continuando com o exemplo do cobertor. Imagine que você está em um lugar bem frio e com tal do cobertor curto. Se você deixar alguma parte do corpo para fora por algum tempo não é um problema, mas se deixar por muito tempo aquela parte do corpo pode congelar e cair (cobertor quase mágico que protege de te congelar, mas imagina aí).

Essa é a lógica que eu vejo com os esforços dedicados às diferentes áreas da vida: não focar em cobrir apenas uma parte, mas de tempos em tempos alternar o quanto cada área ficará (des)coberta. Ás vezes convém cobrir a cabeça e depois de um tempo cobrir os pés, mas nunca deixar nenhuma das partes exposta demais. Só passamos a ter problema quando alguma parte fica descoberta demais.

Em alguns momentos você terá que abrir mão de um tempo com os amigos e com a família para se dedicar mais aos estudos e ao trabalho, por exemplo. Para em seguida voltar a focar na família e amigos enquanto retira um pouco o foco dos estudos e do trabalho.

É como se fosse uma dança que só quem já dormiu com cobertor curto sabe como funciona. Você cobre os pés, passa um tempinho e acorda com frio no peito. Cobre o peito e descobre os pés. Volta a dormir. Passa um tempo e acorda com os pés gelados. Tenta mudar de posição, funciona por um tempo e logo depois fica incômoda. Volta a cobrir os pés. E assim vamos, mudando e equilibrando.equilibrio

 

E aí está um equilíbrio possível. Algo temporário. De vez em quando, em um momento ou outro, encontramos certa posição em que tudo está equilibrado. Como se naquela posição o corpo todo ficasse coberto… Até que…

Até que uma parte do corpo (ou da sua vida) começa a incomodar. E quando ela incomoda precisamos dar um pouco mais de atenção e mudar para que o incômodo diminua. E assim vamos, sucessivamente.

A vida é momento e movimento. Momentos de equilíbrio, seguidos de momentos de desequilíbrio que exigem movimentos para um novo equilíbrio (talvez um pouco mais estável que o anterior).

Então calma, não é preciso se julgar tanto se você achou que tivesse encontrado o equilíbrio e agora já não está mais como era antes. Ou então porque parece que VOCÊ nunca encontra o equilíbrio. Nem sempre é você que perde o equilíbrio, às vezes a vida que forçou mais para um lado mesmo.

Nesses momentos em que a vida força muito para um lado, ficar parado é a receita para o fracasso. Então movimente-se, teste, sinta o frio na barriga que todo e qualquer desequilíbrio gera, mas movimente-se. A vida não é um eterno equilíbrio, mas sim um eterno movimento em busca do equilíbrio. ;)

CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA ATENDIMENTO A MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA

Dados recentes indicam que a cada 41 minutos uma mulher é agredida apenas no Espírito Santo. Fica fácil, portanto, perceber o quanto este é um problema grave em nosso estado. Mas a violência física não é o único problema! No consultório ou fora dele, não é difícil encontrar mulheres que estejam – ou já estiveram –  sofrendo em seus relacionamentos. Muitas vezes estão dominadas pela situação, sem saberem o que podem fazer. Raiva, culpa, vergonha e desesperança são sentimentos comuns nesses casos.

Mas e como a Psicologia pode atuar nesses casos? Como você, psicóloga(o), tem pensado as suas intervenções com este público?

Como profissionais da área da saúde muitas vezes nos deparamos com situações extremamente delicadas e somos convidados a oferecer respostas. Nesses momentos, precisamos aliar teoria e prática da melhor forma possível. É através da teoria que seremos capazes de (a) identificar a violência em seus estágios iniciais, (b) observar se aquela pessoa apresenta alguns fatores de vulnerabilidade e, principalmente, (c) gerar uma prática cuidadosa!

Uma prática que não afaste essa mulher que busca ajuda, que a acolha e que, ao mesmo tempo, consiga promover mudanças. Além disso, precisamos estar preparados para situações extremas, saber o que diz o nosso código de ética e quais dispositivos temos à nossa disposição para ampliar a rede de apoio dessa mulher.

Pensando nisso tudo, a Arielle Sagrillo Scarpati e a Mirian Beccheri Cortez (duas profissionais mais do que competentes! Currículo ao final da página) desenvolveram um “Curso de Capacitação para Atendimento a Mulheres em Situação de Violência”. Uma capacitação muito abrangente, que inclui teoria e aplicação prática em 24 horas de curso!

O curso será ministrado aos domingos (1 por mês) e abordará temas básicos e avançados para quem atua ou pretende atuar com a mulher em situação de violência. Ou seja: todos nós, desde quem trabalha em serviços públicos até quem atende em consultório particular . A programação do que será trabalhado é a seguinte:

CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA ATENDIMENTO A MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA

 

27/05 – MÓDULO 01: VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES – CONCEITOS FUNDAMENTAIS E BASES TEÓRICO-METODOLÓGICAS

  • Apresentação do curso/da proposta;
  • Introdução à temática da violência contra a mulheres;
  • Amplitude e diversidade da violência (variações nos contextos físicos, relacionais e topográficos das ocorrências);
  • Direitos humanos e violência contra a mulher (contextualização histórica);
  • Conceitos e terminologias fundamentais:
    • Objetificação sexual
    • Gaslighting
    • Fatores de risco
    • Naturalização
    • Invisibilização
    • Revitimização

 

24/06 – MÓDULO 02: VIOLÊNCIA SEXUAL E VIOLÊNCIA CONJUGAL: ESPECIFICIDADES E ASPECTOS RELEVANTES

  • Definições;
  • Estatísticas;
  • Mitos sobre o estupro e sobre a violência conjugal (o que são e porque precisam ser levados em consideração);
  • Identificação de fatores de risco para vitimização e revitimização de mulheres e “sinais de alerta”;
  • Consequências para vítima:
    • Violência como forma de trauma
    • Sintomas físicos e cognitivos
    • Falas recorrentes
  • Modelo explicativo sobre o Ciclo de violência (compreensão e possíveis utilizações)

 

08/07 – MÓDULO 03: ATUAÇÃO E RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL EM CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – ACOLHIMENTO E INTERVENÇÃO

  •  O psicólogo clínico e a rede de atenção a mulher em situação de violência;
  • Fluxo de atendimento dentro da rede;
  • Lei Maria da Penha e ações penais nos casos de violência contra mulheres;
  • Aspectos éticos da atuação do profissional da Psicologia;
  • Acolhimento e contato com a cliente e seus familiares,
  • Papel do profissional da psicologia como agente de proteção e garantia de direitos;
  • Orientações e nota técnica do Conselho Federal de Psicologia sobre quebra de sigilo.

 

Horários

O curso ocorrerá de 8:30 às 17:30. Com a seguinte divisão.

8:30: Início do Curso.

10:00: Intervalo para Coffee-break.

12:30-13:30: Intervalo para almoço.

13:30: Retorno do Almoço.

15:30: Coffee-break.

17:30: Encerramento.

 

Público-Alvo

Estudantes e profissionais da Psicologia e áreas afins. Não é preciso ter conhecimento prévio em Psicologia.

 

Local

O evento será realizado no Colégio São Gonçalo – Av. Carlos Moreira Lima, 236 – Bento Ferreira, Vitória – ES, 29060-650.

 

Investimento e Formas de Pagamento

Capacitação Completa – Módulos 1, 2 e 3

1º Lote

Inscrição até o dia 20/04:

Profissionais: R$440.

Estudantes de Graduação: R$350

Formas de Pagamento

– Á vista; ou

– Entrada + 2ª Parcela até o dia 18/05/18 e 3ª Parcela até o dia 18/06/18.

2º Lote

Inscrição até o dia 18/05:

Profissionais: R$480,00

Estudantes de Graduação: R$385

Formas de Pagamento

– Á vista; ou

– 2x:  entrada + 2ª parcela até o dia 18/06.

 

3º Lote

Inscrição até o dia 23/05:

Profissionais: R$530,00

Estudantes: R$425,00

Forma de Pagamento

– Á vista;

 

Capacitação Parcial – Módulos 1 e 2

1º Lote

Inscrição até o dia 30/04:

Profissionais: R$320,00.

Estudantes de Graduação: R$260,00

Formas de Pagamento

– Á vista; ou

– Entrada + 2ª Parcela até o dia 21/05/18.

2º Lote

Inscrição até o dia 20/05:

Profissionais: R$360,00

Estudantes de Graduação: R$290,00

Formas de Pagamento

– Á vista; ou

– 2x:  entrada + 2ª parcela até o dia 18/06.

 

Inscrição

Para se inscrever basta acessar o link https://goo.gl/forms/BFmVk3EQfY0WW9Xv1 e seguir as orientações! Vagas limitadas!

*Certificado incluso

 Currículos:

 

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Mirian Beccheri Cortez

Psicóloga pela Universidade Federal de São Carlos. Possui doutorado em Psicologia pelo Programa de Pós Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e pós doutorado por este mesmo programa. Atua com a temática da violência contra mulheres há 15 anos, orientando e coordenando pesquisas e ministrando aulas, cursos e palestras. Atuou como psicóloga no Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (NEVID/MPES), desenvolvendo junto com equipe técnica, formação de policiais sobre violência contra a mulher, entre outras ações. Atuou como gerente na Gerência de Proteção à Mulher da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social do Espírito Santo (GPM/SESP-ES), sendo responsável pelo acompanhamento e coordenação da Casa Abrigo Estadual para mulheres (CAES) e pelo acompanhamento e gerenciamento dos projetos de políticas públicas de segurança para mulheres desenvolvidos pelas Polícias Civil e Militar do Estado. Atualmente é consultora junto a gestores e equipes técnicas de instituições públicas e privadas e orientadora em projeto de extensão do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo. Trabalha com os seguintes temas: violência contra mulheres; assédio; gênero; políticas públicas e empoderamento feminino; masculinidades; intervenções para enfrentamento e prevenção de violências contra mulheres.

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Arielle Sagrillo Scarpati

Formada em Psicologia pela Universidade de Vila Velha, Mestre em Psicologia Social pelo Programa de Pós Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e Doutora em Psicologia Forense pela University of Kent, Inglaterra. Tem experiência de atuação nas áreas social, clínica e jurídica, pesquisando principalmente os seguintes temas: violência (sexual, contra a mulher, crianças e adolescentes), direitos humanos, gênero, masculinidade e honra. No Brasil, atuou como psicóloga em um Centro de Referência em Assistência Social e desenvolveu atividades juntamente com Conselho Tutelares do interior do estado do Espírito Santo. Foi professora dos cursos de Direito e Psicologia em instituições públicas e privadas e membro do corpo docente no curso de formação pela Polícia Militar do Estado. Na Inglaterra, foi voluntária em um centro de atendimento a vítimas de violência sexual, coordenou Centro de Pesquisas em Psicologia Forense da University of Kent e conduziu pesquisas a respeito destes temas. Atualmente trabalha em colaboração com estudantes, profissionais e organizações públicas brasileiras na área de direitos humanos, feminismo e violência contra a mulher através da concessão de entrevistas e orientação técnica.

Turma Relâmpago – Viver da Clínica!

Viver da Clinica

Olá, pessoal!

Tudo bem? Espero que sim. Entrando em contato para informar que dessa vez o curso vai rolar!

Nas últimas semanas recebi alguns e-mails de pessoas perguntando quando o curso iria ocorrer novamente, pessoas que ficaram chateadas com o cancelamento da outra turma porque iriam se inscrever mais pra frente… Algumas pessoas mandando mensagem diretamente no Facebook ou WhatsApp. Enfim! Empolguei de novo! E quando eu empolgo, já era.

Apenas para explicar: a outra turma eu cancelei com antecedência porque algumas pessoas viriam de fora do estado ou da cidade e eu não queria que elas reservassem hotel, etc e tal e depois ficassem no prejuízo. Por mais que não seja minha responsabilidade, não queria que as pessoas ficassem no prejuízo da mesma forma.

Mas dessa vez vai rolar. Se tivermos até 8 pessoas inscritas o curso ocorrerá na minha sala em Vila Velha. Se passar disso, o curso ocorrerá no Colégio São Gonçalo. Mas vai rolar!

Diminui alguns conteúdos que nem todos se interessavam (edição de vídeos, por exemplo) e resolvi focar no essencial. O curso é pra ser aquele ponto de partida! Pra você olhar e falar “Ah sim! Então a partir de agora eu vou correr atrás desse jeito!”.

E diminui também o valor do curso. Tá chegando a hora de pagar IPTU, IPVA, Imposto de Renda,… Vamos pegar leve com todo mundo, né?

“Sei, Diego! Você só quer é pagar os boletos e comprar umas brusinha pra sua esposa”. Pagar boleto e comprar brusinha é bom (ela adora as brusinha), maaaaas….

Posso falar a verdade? Diminui o valor do curso porque eu já estou com o material pronto e, principalmente, porque gosto pra caramba de falar de Psicologia e se vocês animarem de passar um final de semana aprendendo comigo eu vou terminar o final de semana muito mais feliz e realizado por formar essa segunda turma.

Então chega de blablabla e vamos lá para as informações!

Data: 21/04/18 (das 08:30 – 18:00) e 22 de Abril de 2018 (09:00-12:00). 11 horas de duração.

Local: Caso tenhamos até 8 inscritos, o curso ocorrerá na minha sala em Vila Velha. Caso passe disso o curso ocorrerá no Colégio São Gonçalo, Av. Carlos Moreira Lima, 236 – Bento Ferreira, Vitória – ES.

Valor: R$200,00. Incluindo coffe break e certificado. Não tem almoço, ok? Meu sonho é qualquer dia desses ainda poder cozinhar para os alunos. Mas fica para uma próxima…

Quer fazer? Decidiu que vai fazer mesmo? Vamos passar o final de semana aprendendo? Então envia um e-mail para [email protected] que eu te envio a ficha de inscrição.

Ao final do curso eu espero que você:

  • Escolha o seu público-alvo, se optar por essa estratégia (é possível dar certo sem escolher isso)!
  • Identifique meios de construir e estabelecer a sua imagem profissional!
  • Saiba como atrair clientes para o seu consultório!
  • Identifique parcerias em potencial!
  • Estabeleça qual tipo de material é mais a sua cara e como você irá produzi-lo!
  • Elabore o seu contrato pessoal!
  • Saiba quando largar seu emprego fixo!
  • Saiba como cobrar e reajustar o valor da sua sessão!
  • E muito mais! Muito mesmo!

Obs.¹: dessa vez não consigo dividir em 3 vezes (o curso já é mês que vem). Então se tiver dificuldade para fazer o pagamento à vista me fala como você pretende fazer que a gente conversa.

Obs.²:  vai ter isso de lote 1 e lote 2 e lote sei lá quanto não. Tô na confiança que vocês que me procuraram vão fazer o curso independente disso de lote daqui e dali. Então corre, faz a inscrição e me deixa feliz! :P

Abraço!

COMUNICADO – I Intercâmbio de Psicoterapias do Espírito Santo

Olá a todos e todas!

Antes de mais nada, gostaria de dizer que estou muito, muito feliz por saber a repercussão boa que o evento teve. Eu realmente não fazia ideia que a repercussão seria essa e recebi muita mensagem legal sobre o evento.

Mas gostaria de esclarecer alguns questionamentos e dúvidas que surgiram.

 

Sobre a Ideia do Projeto

Eu expliquei como surgiu a ideia de realizar este evento por aqui na outra postagem, mas o que eu fiquei sabendo depois é que já tentaram fazer algo semelhante, era um projeto que se chamava Papeando, organizado pela psicóloga Angelita Scardua.

Até onde fiquei sabendo, a Angelita teve a iniciativa de realizar encontros no próprio consultório. Então percebam que essa ideia já vem sendo trabalhada há algum tempo. A vontade de dialogar já existe há algum tempo! O “Papeando” acabou há 7 anos, mas aparentemente a ideia original pode estar contida aqui.

Espero que este encontro que se aproxima possa mostrar que essa vontade ainda existe!

 

Sobre Inscrições e Aumento da Quantidade de Vagas

Recebi várias mensagens de turmas inteiras querendo participar do evento e…. Eu não consegui atender à todos. Como disse, fui pego de surpresa com esse interesse. Eu sabia que existia a vontade de dialogar, mas não sabia que essa vontade estava desse jeito. Principalmente entre os estudantes (muita esperança ao perceber isso)!

As vagas de estudantes acabaram e eu abri mais vagas para estudantes. Acabaram novamente e eu abri mais vagas. Mas não posso aumentar indefinidamente. Estou aguardando algumas confirmações para ver se vou abrir mais umas 5 vagas.

“Diego, sua anta bípede! Aumenta e ganha mais dinheiro, faz um eventão e pans e tal”. Poderia aumentar consideravelmente a quantidade de vagas e pegar um lugar maior, aumentando tudo e mais um pouco. Mas….

Eu estou prezando pela qualidade do evento em primeiro lugar e sei que se eu saltar de uma hora para a outra de 85 pessoas para 160, 170… Posso colocar a qualidade do evento a perder e isso não é algo que eu desejo. É o primeiro. TEM que ser bom para poder ocorrer novamente e o diálogo continuar. Dar “errado” por falta de organização minha não é uma opção.

Mas calma! Antes de me xingar porque você não conseguiu uma vaga…..

Novos Eventos e Escolha de Palestrantes

Este é o primeiro do que eu espero que seja uma série de encontros. O próximo ainda não tem data marcada, mas provavelmente será com outros palestrantes e outras abordagens.

Me questionaram sobre a escolha de participantes, abordagens, pediram para incluir outra abordagem… Eu também queria, gente. Eu queria ver mais um monte de abordagem conversando e poder aprender com elas, mas o tempo é limitado.

Sendo o tempo limitado, optei pelas pessoas que eu conhecia e tinha um acesso direto e que sei que são excelentes profissionais! Mas já estou me movimentando para que no próximo tenhamos outras abordagens, com outros temas e novas discussões. Já estou procurando profissionais da Psicologia Positiva, por exemplo, e vocês me ajudariam muito falando quais outras abordagens vocês gostariam de ver conversando (eu conheço pouquíssimo de outras abordagens, então toda sugestão é bem vinda).

Se você não conseguiu vaga para esse, não tem problema. O próximo vai chegar e aí sim teremos as modificações do que tiver que ser mudado e este sim com mais vagas. Se inscreva na lista de e-mails abaixo que você receberá a divulgação do próximo evento com 1 dia de antecedência.



Sobre Instituições e Agradecimento

Algumas pessoas falaram sobre Instituições de Ensino que poderiam receber o evento, etc e tal… A ideia é válida e ainda não está totalmente descartada, mas algo que prezo MUITO é a minha liberdade criativa, financeira, expressiva e tudo o mais.

Quero ter a liberdade de alterar formato, linguagem e tudo que precisar ser mudado para que o evento esteja sempre melhorando e não ter que ficar me preocupando com outra coisa que não seja a organização do evento. Parcerias serão procuradas e sempre serão bem vindas! Mas não pensei nisso de início porque nem sabia que isso teria todo esse interesse.

Agradeço de coração a cada um que entrou em contato e também o quanto vocês foram compreensivos com esta situação. Se soubesse que esta seria a repercussão, já teria marcado o evento para o próximo mês e outro em Maio. Mas como dizem: calma, é aos poucos que a vida vai dando certo.

Tenho certeza que este será o primeiro de muitos e que no próximo conseguirei ter vaga para todos que me procuraram. Mais uma vez: muito obrigado!

Dialogo

Intercâmbio em Psicoterapias! Vamos conversar?

Durante todo tempo de graduação ouvimos que as abordagens da Psicologia precisam conversar, mas…. Conforme o tempo passa parece que maior é o distanciamento entre as abordagens e seus profissionais.

Pois bem, chegou a hora da Psicologia capixaba conversar! Chegou a hora da área da saúde mental do Espírito Santo dialogar (ai, meu Deus! Um psicólogo comportamental falou saúde mental! Se é pra conversar, vai ter mental sim! Sem faniquito!)!

Um espaço em que diferentes profissionais, com diferentes abordagens terapêuticas mostrarão como enxergam diversos problemas e transtornos psicológicos e como isso vem sendo tratado em suas práticas!

Já imaginou? Psicólogas(os) comportamentais/behavioristas, psicanalistas, gestaltistas, humanistas, mais não sei o quê istas, psiquiatras e tudo o mais  dialogando sobre suas formas de atuação? Um intercâmbio de psicoterapias!

Ah sim! Como o objetivo é diálogo, esse diálogo terá 2 regras básicas:

  1. Os profissionais se esforçarão ao máximo para usar a linguagem mais genérica possível! Nada de jargões que mais distanciam do que aproximam. Para termos diálogo, precisamos ter uma língua em comum, certo?
  2. Cada profissional deverá identificar, pelo menos, um ponto positivo na abordagem terapêutica do outro. Enquanto o outro estiver falando, nada de ficar pensando “Ai, que nada a ver! Nossa, que absurdo! Que simplista! Que viagem!”. Não falamos que todas as abordagens tem seu lado positivo? Chegou a hora de mostrar que isso é verdade!

O espaço não é para provar quem sabe mais ou dá mais resultado (talvez você até já esteja pensando que lógico que é a SUA ABORDAGEM)! É um espaço para trocas! Um baita desafio, certo?

Mas é um desafio que eu tomei pra mim e sei que tantos outros profissionais e estudantes também tomarão para si! Tá interessada(o)? Então vem comigo!

Para receber as informações com dia, horário e palestrantes confirmados é só inserir seu e-mail e se inscrever no link abaixo que eu te enviarei um e-mail assim que todos estiverem confirmados!



Jovem, mentiram pra você

Fala, jovem. Tudo bem? Aí está você com seus 20 ou 25 anos, talvez até uns 30. Possivelmente com uma grande insatisfação diante da vida. E pode ser que boa parte disso seja porque mentiram pra você. Acredite em mim, mentiram pra você.

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Mentiram quando associaram suas notas na escola com sucesso na carreira. Mentiram quando tentaram facilitar tudo para você, evitando que você se frustrasse. Mentiram quando te convenceram que aos 17-18 anos você tinha clareza suficiente para escolher sua profissão. Mentiram novamente quando disseram que depois que escolheu, já era. Está escolhido. Não pode mudar.

Mentiram mais ainda quando pintaram pra você um mundo em que o seu sucesso era certo. Mentiram quando projetaram uma carreira de altos e altos. Baixos só para os fracassados. Mentiram quando falaram que você deveria viver em estado de êxtase e amor com sua profissão. Aturar horários, hierarquias, chefe reclamando, etc? Não, isso não é pra você.

Mas calma. Não é porque mentiram pra você que você precisa continuar acreditando. Trago boas novas: você pode se livrar das mentiras e começar a viver uma vida mais real. Envolve coisas inimagináveis, mas vamos lá:

  • Você pode ter que “começar por baixo”: talvez não tenham te falado dessa possibilidade, mas nem todo mundo começa como CEO, diretor, nada disso. Então você provavelmente fará atividades que não envolvem, necessariamente, gestão. Sabe aquela coisa de “colocar a mão na massa” e fazer tarefas repetitivas? Pois é… Não tem nada de feio em executá-las e é um excelente ponto de partida.
  • Você pode não ser o chefe/líder: pode ser que tenham encucado em você a ideia que você era um líder nato, ou que você só poderia encarar cargos de chefia. Como o mundo é feito de líderes e liderados, você provavelmente começará sendo liderado. Talvez torne-se líder de alguma coisa, talvez não. Mas não tem problema nenhum com isso. Nem todo mundo precisa ser o ator principal, a vida é feita de muitos coadjuvantes. E acredite: isso não é um problema. Descubra se você gosta mesmo dessa tal “liderança” ou do “status de líder”.
  • Seu salário inicial pode não ser suficiente para viver aquela vida dos sonhos: não só o inicial, mas também o mediano e etc. Sabe aquela vida de morar em um lugar bom, sair para todos os lugares e sobrar dinheiro para viajar para locais paradisíacos em todos os feriados e férias? Isso pode vir com o tempo, mas não espere por isso nos anos iniciais da sua carreira. E se não vier com o tempo, saiba que você não é o único. Na verdade essa é a realidade da maioria. Acredite em mim: o Instagram não é dos melhores parâmetros para comparar sua qualidade de vida.
  • Busque comparar sua vida com a SUA VIDA. Você tem um histórico, uma rede de contatos e tantas outras coisas que não podem ser comparados de forma direta com nenhuma outra vida. Então compare você com você mesmo. Sua vida pode estar “ruim” se comparada com o mundo Instagram de alguém, mas pode estar muito melhor do que a sua própria vida estava há 1 ano atrás.
  • Sua carreira terá altos e baixos: uma hora você está em um emprego maravilhoso, depois pode ocorrer algo horrível e você está desempregado (veja o caso da Samarco aqui no Espírito Santo), ou você pode começar com boas expectativas e o jogo virar (economia vai mal). Mas saiba que carreira dificilmente é algo linear em constante ascensão. Saiba reconhecer estes momentos e também quando “um passo atrás” é na verdade “dois passos à frente”.
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  • Você não precisa EMPREENDER. Pode soar hipócrita vindo de mim que tenho meu encanto pelo mundo de empreender e tomar conta da própria carreira, mas o empreendedorismo parece estar virando a obrigação da juventude. Tá tudo bem querer passar em um concurso ou entrar em uma empresa e tentar crescer lá dentro.  Isso não é menor, apenas uma escolha diferente. Eu sei que “todo mundo” está empreendendo, mas lembre-se do que mamãe falava “Você não é todo mundo” e por isso mesmo pode escolher outras coisas. Se conheça para decidir o seu futuro.
  • Você pode não ser o novo Steve Jobs ou o novo dono de uma multinacional que vai mudar o mundo. A maioria de nós não vai fazer inovações ao ponto de mudar o mundo. Mas tá tudo bem com isso também, ok?
  • Independente do que decidir, saiba que no mundo da carreira existe um período árduo em que você estuda e investe muito mais do que recebe. Os anos iniciais da maioria esmagadora dos profissionais de qualquer área são caracterizados por um aperfeiçoamento intenso e acumulação de experiências, mais do que dinheiro.
  • Por último e não menos importante: sua vida não se resume ao seu sucesso profissional/acadêmico. Se você não está bem na faculdade ou no seu trabalho, tudo bem. De boa mesmo. De boa porque a vida é mais do que a sua ocupação, mais do que o seu contra-cheque. Descubra isso o quanto antes. Se você medir seu grau de sucesso apenas por uma métrica, uma hora ou outra vai se sentir miserável.

Não se trata de uma “apologia da resignação” ou da “pobreza”. Não é para você sentar a bunda na cadeira e acreditar que não deve fazer mais ou querer mais para sua vida. Apenas tome cuidado para que isso não se torne uma obsessão ou uma corrida sem sentido.

Sei que nos acostumaram a ter tudo rápido, mas aqui no mundo offline as coisas têm um ritmo diferente, um pouco mais lento. Aquela frase motivacional “bobinha” não existe à toa: “Calma, é aos poucos que a vida vai dando certo”.

Curso “Intervenção Clínica com Pacientes em Risco de Suicídio”

Olá, tudo bem? Meu nome é Diego Souza e sou psicólogo aqui em Vila Velha e Vitória. Há alguns anos estou trabalhando na área clínica e parece que quanto mais o tempo passa, mais casos desafiadores vão aparecendo. E casos envolvendo risco de suicídio são alguns deles.

Há cerca de 2 anos atrás tive a minha primeira experiência com uma pessoa que chegou em meu consultório e disse “Estou pensando  muito em suicídio e a vontade tem sido cada vez maior“. Tentei agir com a maior naturalidade possível, mas ali, naquele exato momento descobri uma coisa: não estava preparado para lidar com aquela demanda. Não naquele exato momento.

Percebi que durante a minha graduação não falamos quase nada sobre isso. Não aprendi nada. Não fui preparado para lidar com uma demanda que envolvia: não quero mais viver. Aprendi a lidar com pessoas que queriam viver, apesar do sofrimento!

Fiz a sessão, me assegurei de alguns riscos, contato de emergência e etc. (acabei fazendo algumas coisas certas sem nem saber que eram certas). Mas ao sair da sessão a primeira coisa que eu fiz foi enviar uma mensagem para o meu amigo Tiago Zortea, que estava estudando bastante sobre suicídio. E foi com ele que tive acesso à uma nova perspectiva no atendimento de pessoas em risco de suicídio.

E nesses últimos 2 anos, vira e mexe trocamos algumas mensagens, ele me indica material de leitura, ás vezes uma mensagem com uma curiosidade se transforma em uma conversa de horas e finalmente não serei o único presenteado com o conhecimento dele via conversas de WhatsApp. Isso porque vamos promover um curso dele aqui no estado e você está mais do que convidada(o).

Curso Tiago

Seguem as informações:

Público alvo: Profissionais/Estudantes de Psicologia, Psiquiatria e Psicoterapia.

Data: Sábado, 13 de Janeiro de 2018.

Horário: 09:00 – 16:30

Descrição: Este curso visa explorar aspectos teóricos e aplicados do trabalho clínico com pacientes em risco de suicídio a partir dos achados de pesquisas internacionais mais recentes em suicidologia.

Investimento: R$ 150

Inscrições:
Para se inscrever basta enviar um e-mail para [email protected] que confirmarei a disponibilidade de vagas e passarei os dados para pagamento.

Diego F. Souza | 27 99817 9281 |

Certificado: o certificado de 6 horas será enviado por e-mail na semana seguinte ao evento.

Local: Espaço Vitória. Fica na Leitão da Silva, em frente ao CIAS. Caso queira você consegue localizar no Google Maps: https://goo.gl/maps/yob8h22rvLn.

Programação

8:30 – 9:00: Entrega de Material (bloco de anotações e caneta).

9:00 – 12:00: Parte 1.

12:00 – 13:30: Almoço.

13:30 – 16:30: Parte 2.

16:30: Coffe break de encerramento e Networking.

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Tiago Zortea possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo, mestrado em Psicologia pela mesma instituição na área de Evolução e Etologia Humana, formação em Terapia Comportamental pelo Instituto de Terapia por Contingências de Reforçamento (ITCR) e atuou em consultório particular no trabalho com crianças, adolescentes e adultos. Atualmente é pesquisador de PhD na University of Glasgow (Escócia, Reino Unido), membro do Suici dal Behaviour Research Laboratory, onde pesquisa sobre comportamento suicida e práticas parentais. É mem bro da British Psychological Society, revisor do periódico Archives of Suicide Research (International Academy of Suicide Research) e faz parte da liderança da International Network of Early Career Researchers in Suicide and Self-harm. Em Novembro de 2017, recebeu o prêmio Jean Thomson Memorial Award 2016-2017 da Universidade de Glasgow pela criação e organização do Suicide & Self-harm Early Career Researchers’ Forum, único congresso internacional exclusivamente voltado para jovens investigadores em suicídio e autolesão.

Trabalha com os seguintes temas/áreas: Suicídio, comportamento suicida, autolesão, prevenção ao suicídio, práticas parentais, apego e investimento parental.

Twitter:

https://twitter.com/zortea_tiago

Facebook: Tiago Zortea – Suicidologia:

https://www.facebook.com/TiagoZorteaSuicidologia/

Sobre Problemas e Louça Suja

Você já reparou como ter/resolver problemas e ter/lavar louça suja são duas atividades bem parecidas? E já reparou como são duas situações que podem ter um impacto negativo em você?

Na sua vida as pessoas vão encontrar os mais diversos tipos de problemas: desde os problemas mais simples até os problemas mais complexos e difíceis de resolver. Também terão os mais diversos tipos de louça suja: desde aquelas faquinhas que você usou apenas para cortar pão até aquela panela com fundo queimado, cheia de gordura e tantas outras coisas.

Tanto ter problema quanto ter louça suja costuma gerar certo incômodo: a pessoa sabe que se deixar ali aquilo não vai se resolver sozinho. O problema vai continuar ali até que a pessoa resolva e a louça vai continuar suja até que a pessoa a lave.

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Nas 2 situações as pessoas costumam agir de maneira semelhante: com os problemas acabam por resolver aqueles menos complicados, que dão menos trabalho e , em sua maioria, acabam resolvendo apenas quando eles se tornam urgentes e podem trazer uma consequência mais imediata. Com as louças acontece algo semelhante, várias pessoas acabam lavando apenas aquilo que é mais fácil e, em muitas situações, somente quando é mais urgente. Algo como “Eu sei que tenho muita coisa acumulada pra lavar, mas agora só preciso desse copo pra tomar água. Então deixa eu lavar esse copo aqui e deixar o resto aí“.

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“Ah, deixa só eu ver uma coisinha aqui e depois eu faço”

O grande problema é o mal-estar psicológico que isso pode causar. As pessoas podem deixar vários problemas “pra depois” e ir vivendo, vivendo… Até que uma hora ou outra o tal problema apareça na cabeça, fazendo lembrar que aquela situação precisa de uma atenção e da alguma ação para que seja resolvido. Sem isso nada poderá ser feito.

A mesma coisa acontece com aquela louça por lavar. A pessoa saber que pode ter lavado todos os pratos, talheres e copos que precisa, mas aquelas panelas sujas continuam ali. Ela pode até tentar escondê-la, colocá-la de lado e por aí vai… Mas uma hora ou outra a pessoa vai lembrar que ela está lá, esperando para ser lavada. Talvez naquela hora que ela está “curtindo uma preguiça” e lembrar que precisa tomar uma ação.

E aí entra um outro complicador: nas 2 situações, quanto mais se demora a tomar uma ação, mais desgaste e mais trabalho é preciso para solucionar. Aquela panela vai ficar com a sujeira mais agarrada, pode começar a cheirar mal… E aquele problema no carro ou aquela conversa no trabalho que precisa de uma atitude também ficarão lá “esperando” e possivelmente piorando… O problema no carro pode aumentar, a falta de conversa pode gerar um grande mal-entendido…

E o pior, hora ou outra a pessoa pode acabar precisando de algo ligado àquela situação: talvez precise cozinhar algo que só dá pra fazer NAQUELA PANELA, talvez precise resolver algo sério com aquela pessoa com quem ainda não teve AQUELA CONVERSA.

Diversas situações podem exigir muito das pessoas e a vontade que dá é de deixá-las pra lá. Infelizmente essa postura pode até dar menos trabalho no curto-prazo, mas tende a ser horrível a médio e longo-prazo. Ao fazer isso as pessoas abdicam de encontrar uma solução satisfatória e que gere maior bem-estar para o dia-a-dia. A louça pode acabar ficando mal lavada e os problemas mal-resolvidos.

Nas 2 situações somente a ação em direção a resolução é que tende a promover bem-estar. E somente agindo é possível desenvolver mais e mais habilidades que tornarão o “enfrentamento” dessas situações algo menos “doloroso” e mais efetivo. Depois de um tempo aprende-se formas mais rápidas, simples e menos “dolorosas” de resolver as coisas e lavar a louça.

Então nunca é tarde para mudar de postura, parar de ignorar os problemas (e as louças) e partir para ação em busca de uma situação que melhor te agrade. ;)

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Imagens: Internet (reprodução).

Como lidar com os efeitos psicológicos da crise econômica?

Cenário político caótico, desemprego aumentando, inflação subindo, renda diminuindo, quase todos os especialistas dizendo que a crise ainda tem muito a piorar…. E você no meio de tudo isso.

Quem está desempregado(a) fica preocupado(a) com o dia de hoje, por muitas vezes não saber como vai quitar suas dívidas, e com o dia de amanhã, por não saber o quanto ainda pode piorar. Quem está empregado(a) fica preocupado(a) com o dia de hoje, pois tem um acúmulo de atividades cada vez maior, e com o dia de amanhã, porque nunca sabe se será o próximo da lista de demitidos e se o dinheiro que ganha vai conseguir quitar as dívidas que tem. E você no meio disso tudo.

 E eu com isso?

Nessa situação, você pode passar a apresentar quadros de ansiedade, estresse, surtos de raiva, agressividade, dificuldade para dormir e por aí vai. Tudo isso pode ocorrer porque quando estamos diante desse tipo de situação tudo parece que vai desabar e acabamos por ficar “sempre alerta“, estando a um passo de “lutar ou correr“. É quase uma defesa natural do nosso corpo, para evitar que tenhamos “surpresas desagradáveis“. O problema maior é quando isso perdura por muito tempo.

É comum que durante essas fases você tenha a sensação que não importa o que você fizer, tudo vai dar errado. Mas acredite: existe uma saída. O problema é que a saída nem sempre é a que você desejava ou esperava. Afinal de contas, passar por momentos de crise implica em abrir mão de muitas coisas, lidar com privações, mudar todo um estilo de vida. E é exatamente nesse ponto que as coisas começam a ficar mais difíceis, principalmente para os homens¹.

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Isso porque nesses momentos tende a ocorrer um aumento significativo dos índices de suicídio entre os homens. E algumas pressões culturais podem ser uma das várias responsáveis por isso, como a expectativa cultural de que os homens sejam os provedores da casa. Quando isso não ocorre eles tendem a sofrer, não ver saída, não buscar ajuda e, em um momento de desespero, cometer suicídio. Mas lembre-se: momentos de desespero passam e a vida pode e deve continuar!

Nesses momentos é muito importante que exista um diálogo aberto entre as pessoas de uma família, para que todos tenham a real noção do que está acontecendo e possam pensar em maneiras conjuntas de agir para melhorar a situação da família ou para que todos possam passar por isso de uma forma menos dolorosa e com menores chances de que uma pessoa ou outra entre em um círculo de culpabilização e piore toda a situação.

É importante que você saiba que sofrer diante desse cenário não é uma “fraqueza” ou nenhuma “frescura”! Toda e qualquer pessoa tende a sofrer diante de mudanças que tendem a “piorar” a vida. Considere que o seu sofrimento é um aviso de que você precisa se desenvolver para lidar com situações novas. E lembre-se: é muito importante ter e aprender a lidar com problemas.

O que fazer?

Diante dessa situação resolvi separar algumas ações que você pode tomar para tentar passar por essa fase da melhor forma possível:

  1. Aceite a sua situação atual: aqui vale aquele velho ditado “Conceda-me a serenidade para aceitar aquilo que não posso mudar, a coragem para mudar o que me for possível e a sabedoria para saber discernir entre as duas”. Se você perdeu renda e não existe possibilidade de aumentá-la no curto-prazo, aceite isso e pare de ruminar sobre o que poderia ter feito lá atrás.
  2. Evite os canais de notícias: não se trata de virar uma pessoa alienada, trata-se de avaliar se assistir ao noticiário não está fazendo com que você fique ainda pior. Tenho percebido muitas pessoas que, diante de tanta notícia ruim, acabam ficando paralisadas. Que tal fazer um “regime” de notícias?
  3. Consulte um especialista em finanças: pode ser uma boa conversar com um consultor financeiro antes de sair cortando gastos por aí. Se você está endividado é preciso que você conheça a sua dívida para traçar um plano de ação. Caso isso não seja possível, a internet está cheia de vídeos e textos ensinando o básico para se livrar das dívidas.
  4. Aceite (sim, novamente!) a mudança do seu padrão de qualidade de vida: talvez seja necessário vender seu carro bom e pegar um carro mais popular, deixar de lado alguns programas “mais caros” e etc. Nesse momento pode pesar a “avaliação social” que outras pessoas podem fazer de você. Mas lembre-se: seu objetivo não é manter uma “boa imagem social”, mas sim ter mais tranquilidade dentro da sua casa e da sua vida.
  5. Curta os momentos com as pessoas ao seu redor: momentos de crise podem ser importantes para voltar a perceber o que você tem de mais importante, que são as suas relações sociais. Aquelas que, independente da sua condição financeira, estarão ao seu lado.
  6. Busque atividades para relaxar: nem tudo o que faz bem custa dinheiro ou custa caro! Que tal ir para um parque, praia, lagoa ou qualquer outro local que te permita fazer algumas atividades agradáveis e relaxantes? Alguns problemas podem levar algum tempo para serem resolvidos, então que tal relaxar enquanto isso?
  7. Busque auxílio psicológico: na atual conjuntura da economia tem crescido a procura por profissionais da Psicologia. Através de sessões semanais (ou de acordo com o que ficar combinado entre cliente e psicólogo) é possível pensar sobre como está a sua vida e buscar novas formas de agir para que a crise não te abale tanto assim.

Por fim, uma pequena historinha: Dizem que um sábio tinha esses dizeres escritos em cima da sua cama “ISSO TAMBÉM PASSA“. Ao ser perguntado o motivo disso, respondeu que era para que, quando estivesse passando por momentos ruins, se lembrar que eles iriam embora e que ao final de tudo ele sairia com ainda mais aprendizado. Mas esta frase não serviria somente para os momentos ruins. Quando estivermos exaltado de alegria, também precisaremos de moderação para encontrar nosso equilíbrio porque “Isso também passa…”. Tudo na vida é passageiro: tanto as tristezas como também as alegrias.

Abraço e até a próxima!