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#ComplemenPsi

Olá, tudo bem? Meu nome é Diego Souza, sou psicólogo clínico e atendo em Vitória e Vila Velha. Agora que consegui me estabilizar na profissão e na área em que eu desejava, chegou a hora de dar um passo em direção à outros sonhos.

Há cerca de 1 ano comecei a organizar alguns cursos para psicólogos e estudantes de Psicologia. Desde então organizei alguns eventos:

  • Psicofarmacologia para Psicólogos” com a Dra. Thalita Simão;
  • Viver da Clínica” comigo mesmo, que já está caminhando para a  3ª turma;
  • Intervenção Clínica com Pacientes em Risco de Suicídio“, com o Tiago  Zortea.
  • Intercâmbio em Psicoterapia. Tema: Depressão” em que reunimos psiquiatra, psicanalista, gestalt-terapeuta e psicóloga comportamental falando sobre a depressão com profissionais de diferentes áreas;
  • Capacitação para Atendimento a Mulheres em Situação de Violência” com a Arielle Scarpati e a Mirian Cortez.

Mas há algum tempo, enquanto ainda dava aula para alunos que trabalhavam diretamente com uma população financeiramente mais carente, pude perceber uma realidade que passou a me incomodar.

Psicólogos com menor poder aquisitivo muitas vezes acabavam trabalhando com uma população que também tinha menor poder aquisitivo, resultando em remuneração menor e uma possibilidade de atualização também menor. Além disso, os cursos de formação ou complementares acabavam vindo com preços não tão acessíveis.

Isso gerava e gera um ciclo não muito legal: profissionais já estabelecidos e capacitados tendo acesso aos melhores cursos e grande parte impossibilitada de participar por limitações financeiras. Ou você nunca percebeu que na maioria dos cursos encontramos quase sempre as mesmas carinhas?

O projeto #ComplemenPsi vem olhar para esta realidade! Uma maneira de aproximar profissionais estabelecidos, com grande bagagem teórica e prática de outros profissionais e estudantes que precisam e desejam aprender.

Imagem Divulgacao ComplemenPsi

A lógica é simples: barateando a formação continuada conseguimos capacitar mais profissionais, capacitando mais profissionais conseguimos impactar mais vidas e inserir o trabalho da Psicologia nos mais diversos locais e da maneira mais efetiva possível! Tudo isso com um objetivo: auxiliar as pessoas (profissionais e o público a ser atendido) a terem vidas mais valiosas e que valem a pena ser vividas!

 

Valores – Investimento

Os cursos da #ComplemenPsi obedecerão à uma regra com relação à valores. Cursos de 4 horas custarão R$80,00 para profissionais e R$60,00 para estudantes. Cursos de 7 horas custarão R$150,00 para profissionais e R$120,00 para estudantes.

Cursos com carga horária maior poderão ter preços diferenciados, acertados entre palestrante e organizadores, mas sempre buscando o mesmo objetivo: capacitação com preço justo e acessível para impactar mais e mais vidas.

Estes valores irão custear todo o evento, inclusive as vagas para estudantes e profissionais mais “carentes”! Ah sim! Precisamos falar sobre isso também!

Vagas reservadas

Ainda que possamos considerar estes valores baixos, sabemos que não é acessível a todos os profissionais. Afinal de contas, para algumas pessoas, escolher colocar dinheiro em formação é decidir tirar dinheiro de áreas relevantes da sua vida.

Diante disso, decidi colocar a porcentagem de 10% de vagas a serem sorteadas entre profissionais e estudantes considerados “carentes”. Estas pessoas deverão se enquadrar em alguns critérios (a serem divulgados) para participar do sorteio.

 

Agenda de Cursos

 

Já temos uma agenda de cursos iniciais programada! E os detalhes serão revelados em breve! Mas já posso adiantar os temas!

Em JULHO eu darei o pontapé inicial no projeto com um curso de “Introdução à Terapia Comportamental Dialética”. Nesse curso eu espero incentivar à todos nos estudos dessa abordagem aqui no estado, dando orientação suficiente para que as pessoas saibam como estudar, montar grupos de estudos e tudo o mais.

Em AGOSTO teremos a Elisa Pozzato dando um curso de “Introdução à Psicoterapia Comportamental Infantil. Ela vai trazer um pouquinho de tudo que aprendeu com o pessoal do Instituto Brasiliense de Análise do Comportamento, como as principais demandas desse público, diferenças entre atendimento infantil, atendimento às escolas, atendimento às famílias e um cadinho de coisa a mais.

Em SETEMBRO teremos a Luciana Messa nos ensinando protocolos de “Ativação Comportamental no tratamento da Depressão”. É o tipo de demanda que ela mais tem recebido em seu consultório e por isso tem estudando bastante sobre o que temos nessa área.

Em OUTUBRO teremos a nossa querida Fabiana Ramos trazendo o curso A Utilização de Técnicas na Clínica Comportamental. A programação do curso está sensacional! Queria fazer já no próximo final de semana só pra ter as aulas com ela. Logo, logo eu divulgo pra vocês também, viu?

Em NOVEMBRO teremos o Wagner Petri com seu curso sobre “Transtornos Alimentares. O cara está se especializando na área e tenho certeza que vai trazer coisa MUITO BOA! Aguardem!

Então é isso! Se você tem interesse e deseja receber notícias fresquinhas em primeira mão, como turmas, temas, sorteios e etc… Bem, já sabe, é só cadastrar seu e-mail clicando no link: http://eepurl.com/dqdtUj

Será possível ter uma vida equilibrada?

Desde pequeno contam pra gente uma historinha de que se você fizer tudo certo e se esforçar bastante… Plim! Sua vida está lá, equilibrada. E pronto: assim permanecerá. Você encontrou o tal do equilíbrio. E principalmente: se a sua vida não está equilibrada, alguma coisa está muito errada.

E aí nós tentamos fazer tudo certo, planejamos, executamos e em algum momento conseguimos alcançar aquilo desejávamos, esperando o tal do equilíbrio. E logo percebemos que a vida não está tão equilibrada quanto imaginávamos.

É como se o seu esforço em busca do equilíbrio fosse um cobertor curto. Se você puxa para um lado, outro fica descoberto.

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Por exemplo: você resolveu focar na sua saúde. Começa a se exercitar, gastar mais tempo preparando a sua comida e tantas coisinhas mais. Consegue equilibrar suas taxas, diminuir/aumentar o peso e passa a se sentir bem com isso porque chegou ao estágio que deseja. Mas ao olhar ao redor percebe que está passando menos tempo com os amigos ou com a família ou se dedicando menos ao trabalho.

Mas calma. Isso é normal.

Ao menos para a maior parte de nós, meros mortais. Focar em uma área da vida e alguma outra ficar (pelo menos um pouco) descoberta não é algo de outro mundo.

“Mas, Diego… Isso não é um problema?”

Continuando com o exemplo do cobertor. Imagine que você está em um lugar bem frio e com tal do cobertor curto. Se você deixar alguma parte do corpo para fora por algum tempo não é um problema, mas se deixar por muito tempo aquela parte do corpo pode congelar e cair (cobertor quase mágico que protege de te congelar, mas imagina aí).

Essa é a lógica que eu vejo com os esforços dedicados às diferentes áreas da vida: não focar em cobrir apenas uma parte, mas de tempos em tempos alternar o quanto cada área ficará (des)coberta. Ás vezes convém cobrir a cabeça e depois de um tempo cobrir os pés, mas nunca deixar nenhuma das partes exposta demais. Só passamos a ter problema quando alguma parte fica descoberta demais.

Em alguns momentos você terá que abrir mão de um tempo com os amigos e com a família para se dedicar mais aos estudos e ao trabalho, por exemplo. Para em seguida voltar a focar na família e amigos enquanto retira um pouco o foco dos estudos e do trabalho.

É como se fosse uma dança que só quem já dormiu com cobertor curto sabe como funciona. Você cobre os pés, passa um tempinho e acorda com frio no peito. Cobre o peito e descobre os pés. Volta a dormir. Passa um tempo e acorda com os pés gelados. Tenta mudar de posição, funciona por um tempo e logo depois fica incômoda. Volta a cobrir os pés. E assim vamos, mudando e equilibrando.equilibrio

 

E aí está um equilíbrio possível. Algo temporário. De vez em quando, em um momento ou outro, encontramos certa posição em que tudo está equilibrado. Como se naquela posição o corpo todo ficasse coberto… Até que…

Até que uma parte do corpo (ou da sua vida) começa a incomodar. E quando ela incomoda precisamos dar um pouco mais de atenção e mudar para que o incômodo diminua. E assim vamos, sucessivamente.

A vida é momento e movimento. Momentos de equilíbrio, seguidos de momentos de desequilíbrio que exigem movimentos para um novo equilíbrio (talvez um pouco mais estável que o anterior).

Então calma, não é preciso se julgar tanto se você achou que tivesse encontrado o equilíbrio e agora já não está mais como era antes. Ou então porque parece que VOCÊ nunca encontra o equilíbrio. Nem sempre é você que perde o equilíbrio, às vezes a vida que forçou mais para um lado mesmo.

Nesses momentos em que a vida força muito para um lado, ficar parado é a receita para o fracasso. Então movimente-se, teste, sinta o frio na barriga que todo e qualquer desequilíbrio gera, mas movimente-se. A vida não é um eterno equilíbrio, mas sim um eterno movimento em busca do equilíbrio. ;)

COMUNICADO – I Intercâmbio de Psicoterapias do Espírito Santo

Olá a todos e todas!

Antes de mais nada, gostaria de dizer que estou muito, muito feliz por saber a repercussão boa que o evento teve. Eu realmente não fazia ideia que a repercussão seria essa e recebi muita mensagem legal sobre o evento.

Mas gostaria de esclarecer alguns questionamentos e dúvidas que surgiram.

 

Sobre a Ideia do Projeto

Eu expliquei como surgiu a ideia de realizar este evento por aqui na outra postagem, mas o que eu fiquei sabendo depois é que já tentaram fazer algo semelhante, era um projeto que se chamava Papeando, organizado pela psicóloga Angelita Scardua.

Até onde fiquei sabendo, a Angelita teve a iniciativa de realizar encontros no próprio consultório. Então percebam que essa ideia já vem sendo trabalhada há algum tempo. A vontade de dialogar já existe há algum tempo! O “Papeando” acabou há 7 anos, mas aparentemente a ideia original pode estar contida aqui.

Espero que este encontro que se aproxima possa mostrar que essa vontade ainda existe!

 

Sobre Inscrições e Aumento da Quantidade de Vagas

Recebi várias mensagens de turmas inteiras querendo participar do evento e…. Eu não consegui atender à todos. Como disse, fui pego de surpresa com esse interesse. Eu sabia que existia a vontade de dialogar, mas não sabia que essa vontade estava desse jeito. Principalmente entre os estudantes (muita esperança ao perceber isso)!

As vagas de estudantes acabaram e eu abri mais vagas para estudantes. Acabaram novamente e eu abri mais vagas. Mas não posso aumentar indefinidamente. Estou aguardando algumas confirmações para ver se vou abrir mais umas 5 vagas.

“Diego, sua anta bípede! Aumenta e ganha mais dinheiro, faz um eventão e pans e tal”. Poderia aumentar consideravelmente a quantidade de vagas e pegar um lugar maior, aumentando tudo e mais um pouco. Mas….

Eu estou prezando pela qualidade do evento em primeiro lugar e sei que se eu saltar de uma hora para a outra de 85 pessoas para 160, 170… Posso colocar a qualidade do evento a perder e isso não é algo que eu desejo. É o primeiro. TEM que ser bom para poder ocorrer novamente e o diálogo continuar. Dar “errado” por falta de organização minha não é uma opção.

Mas calma! Antes de me xingar porque você não conseguiu uma vaga…..

Novos Eventos e Escolha de Palestrantes

Este é o primeiro do que eu espero que seja uma série de encontros. O próximo ainda não tem data marcada, mas provavelmente será com outros palestrantes e outras abordagens.

Me questionaram sobre a escolha de participantes, abordagens, pediram para incluir outra abordagem… Eu também queria, gente. Eu queria ver mais um monte de abordagem conversando e poder aprender com elas, mas o tempo é limitado.

Sendo o tempo limitado, optei pelas pessoas que eu conhecia e tinha um acesso direto e que sei que são excelentes profissionais! Mas já estou me movimentando para que no próximo tenhamos outras abordagens, com outros temas e novas discussões. Já estou procurando profissionais da Psicologia Positiva, por exemplo, e vocês me ajudariam muito falando quais outras abordagens vocês gostariam de ver conversando (eu conheço pouquíssimo de outras abordagens, então toda sugestão é bem vinda).

Se você não conseguiu vaga para esse, não tem problema. O próximo vai chegar e aí sim teremos as modificações do que tiver que ser mudado e este sim com mais vagas. Se inscreva na lista de e-mails abaixo que você receberá a divulgação do próximo evento com 1 dia de antecedência.



Sobre Instituições e Agradecimento

Algumas pessoas falaram sobre Instituições de Ensino que poderiam receber o evento, etc e tal… A ideia é válida e ainda não está totalmente descartada, mas algo que prezo MUITO é a minha liberdade criativa, financeira, expressiva e tudo o mais.

Quero ter a liberdade de alterar formato, linguagem e tudo que precisar ser mudado para que o evento esteja sempre melhorando e não ter que ficar me preocupando com outra coisa que não seja a organização do evento. Parcerias serão procuradas e sempre serão bem vindas! Mas não pensei nisso de início porque nem sabia que isso teria todo esse interesse.

Agradeço de coração a cada um que entrou em contato e também o quanto vocês foram compreensivos com esta situação. Se soubesse que esta seria a repercussão, já teria marcado o evento para o próximo mês e outro em Maio. Mas como dizem: calma, é aos poucos que a vida vai dando certo.

Tenho certeza que este será o primeiro de muitos e que no próximo conseguirei ter vaga para todos que me procuraram. Mais uma vez: muito obrigado!

Dialogo

Jovem, mentiram pra você

Fala, jovem. Tudo bem? Aí está você com seus 20 ou 25 anos, talvez até uns 30. Possivelmente com uma grande insatisfação diante da vida. E pode ser que boa parte disso seja porque mentiram pra você. Acredite em mim, mentiram pra você.

pinoquio

Mentiram quando associaram suas notas na escola com sucesso na carreira. Mentiram quando tentaram facilitar tudo para você, evitando que você se frustrasse. Mentiram quando te convenceram que aos 17-18 anos você tinha clareza suficiente para escolher sua profissão. Mentiram novamente quando disseram que depois que escolheu, já era. Está escolhido. Não pode mudar.

Mentiram mais ainda quando pintaram pra você um mundo em que o seu sucesso era certo. Mentiram quando projetaram uma carreira de altos e altos. Baixos só para os fracassados. Mentiram quando falaram que você deveria viver em estado de êxtase e amor com sua profissão. Aturar horários, hierarquias, chefe reclamando, etc? Não, isso não é pra você.

Mas calma. Não é porque mentiram pra você que você precisa continuar acreditando. Trago boas novas: você pode se livrar das mentiras e começar a viver uma vida mais real. Envolve coisas inimagináveis, mas vamos lá:

  • Você pode ter que “começar por baixo”: talvez não tenham te falado dessa possibilidade, mas nem todo mundo começa como CEO, diretor, nada disso. Então você provavelmente fará atividades que não envolvem, necessariamente, gestão. Sabe aquela coisa de “colocar a mão na massa” e fazer tarefas repetitivas? Pois é… Não tem nada de feio em executá-las e é um excelente ponto de partida.
  • Você pode não ser o chefe/líder: pode ser que tenham encucado em você a ideia que você era um líder nato, ou que você só poderia encarar cargos de chefia. Como o mundo é feito de líderes e liderados, você provavelmente começará sendo liderado. Talvez torne-se líder de alguma coisa, talvez não. Mas não tem problema nenhum com isso. Nem todo mundo precisa ser o ator principal, a vida é feita de muitos coadjuvantes. E acredite: isso não é um problema. Descubra se você gosta mesmo dessa tal “liderança” ou do “status de líder”.
  • Seu salário inicial pode não ser suficiente para viver aquela vida dos sonhos: não só o inicial, mas também o mediano e etc. Sabe aquela vida de morar em um lugar bom, sair para todos os lugares e sobrar dinheiro para viajar para locais paradisíacos em todos os feriados e férias? Isso pode vir com o tempo, mas não espere por isso nos anos iniciais da sua carreira. E se não vier com o tempo, saiba que você não é o único. Na verdade essa é a realidade da maioria. Acredite em mim: o Instagram não é dos melhores parâmetros para comparar sua qualidade de vida.
  • Busque comparar sua vida com a SUA VIDA. Você tem um histórico, uma rede de contatos e tantas outras coisas que não podem ser comparados de forma direta com nenhuma outra vida. Então compare você com você mesmo. Sua vida pode estar “ruim” se comparada com o mundo Instagram de alguém, mas pode estar muito melhor do que a sua própria vida estava há 1 ano atrás.
  • Sua carreira terá altos e baixos: uma hora você está em um emprego maravilhoso, depois pode ocorrer algo horrível e você está desempregado (veja o caso da Samarco aqui no Espírito Santo), ou você pode começar com boas expectativas e o jogo virar (economia vai mal). Mas saiba que carreira dificilmente é algo linear em constante ascensão. Saiba reconhecer estes momentos e também quando “um passo atrás” é na verdade “dois passos à frente”.
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  • Você não precisa EMPREENDER. Pode soar hipócrita vindo de mim que tenho meu encanto pelo mundo de empreender e tomar conta da própria carreira, mas o empreendedorismo parece estar virando a obrigação da juventude. Tá tudo bem querer passar em um concurso ou entrar em uma empresa e tentar crescer lá dentro.  Isso não é menor, apenas uma escolha diferente. Eu sei que “todo mundo” está empreendendo, mas lembre-se do que mamãe falava “Você não é todo mundo” e por isso mesmo pode escolher outras coisas. Se conheça para decidir o seu futuro.
  • Você pode não ser o novo Steve Jobs ou o novo dono de uma multinacional que vai mudar o mundo. A maioria de nós não vai fazer inovações ao ponto de mudar o mundo. Mas tá tudo bem com isso também, ok?
  • Independente do que decidir, saiba que no mundo da carreira existe um período árduo em que você estuda e investe muito mais do que recebe. Os anos iniciais da maioria esmagadora dos profissionais de qualquer área são caracterizados por um aperfeiçoamento intenso e acumulação de experiências, mais do que dinheiro.
  • Por último e não menos importante: sua vida não se resume ao seu sucesso profissional/acadêmico. Se você não está bem na faculdade ou no seu trabalho, tudo bem. De boa mesmo. De boa porque a vida é mais do que a sua ocupação, mais do que o seu contra-cheque. Descubra isso o quanto antes. Se você medir seu grau de sucesso apenas por uma métrica, uma hora ou outra vai se sentir miserável.

Não se trata de uma “apologia da resignação” ou da “pobreza”. Não é para você sentar a bunda na cadeira e acreditar que não deve fazer mais ou querer mais para sua vida. Apenas tome cuidado para que isso não se torne uma obsessão ou uma corrida sem sentido.

Sei que nos acostumaram a ter tudo rápido, mas aqui no mundo offline as coisas têm um ritmo diferente, um pouco mais lento. Aquela frase motivacional “bobinha” não existe à toa: “Calma, é aos poucos que a vida vai dando certo”.

Curso “Intervenção Clínica com Pacientes em Risco de Suicídio”

Olá, tudo bem? Meu nome é Diego Souza e sou psicólogo aqui em Vila Velha e Vitória. Há alguns anos estou trabalhando na área clínica e parece que quanto mais o tempo passa, mais casos desafiadores vão aparecendo. E casos envolvendo risco de suicídio são alguns deles.

Há cerca de 2 anos atrás tive a minha primeira experiência com uma pessoa que chegou em meu consultório e disse “Estou pensando  muito em suicídio e a vontade tem sido cada vez maior“. Tentei agir com a maior naturalidade possível, mas ali, naquele exato momento descobri uma coisa: não estava preparado para lidar com aquela demanda. Não naquele exato momento.

Percebi que durante a minha graduação não falamos quase nada sobre isso. Não aprendi nada. Não fui preparado para lidar com uma demanda que envolvia: não quero mais viver. Aprendi a lidar com pessoas que queriam viver, apesar do sofrimento!

Fiz a sessão, me assegurei de alguns riscos, contato de emergência e etc. (acabei fazendo algumas coisas certas sem nem saber que eram certas). Mas ao sair da sessão a primeira coisa que eu fiz foi enviar uma mensagem para o meu amigo Tiago Zortea, que estava estudando bastante sobre suicídio. E foi com ele que tive acesso à uma nova perspectiva no atendimento de pessoas em risco de suicídio.

E nesses últimos 2 anos, vira e mexe trocamos algumas mensagens, ele me indica material de leitura, ás vezes uma mensagem com uma curiosidade se transforma em uma conversa de horas e finalmente não serei o único presenteado com o conhecimento dele via conversas de WhatsApp. Isso porque vamos promover um curso dele aqui no estado e você está mais do que convidada(o).

Curso Tiago

Seguem as informações:

Público alvo: Profissionais/Estudantes de Psicologia, Psiquiatria e Psicoterapia.

Data: Sábado, 13 de Janeiro de 2018.

Horário: 09:00 – 16:30

Descrição: Este curso visa explorar aspectos teóricos e aplicados do trabalho clínico com pacientes em risco de suicídio a partir dos achados de pesquisas internacionais mais recentes em suicidologia.

Investimento: R$ 150

Inscrições:
Para se inscrever basta enviar um e-mail para [email protected] que confirmarei a disponibilidade de vagas e passarei os dados para pagamento.

Diego F. Souza | 27 99817 9281 |

Certificado: o certificado de 6 horas será enviado por e-mail na semana seguinte ao evento.

Local: Espaço Vitória. Fica na Leitão da Silva, em frente ao CIAS. Caso queira você consegue localizar no Google Maps: https://goo.gl/maps/yob8h22rvLn.

Programação

8:30 – 9:00: Entrega de Material (bloco de anotações e caneta).

9:00 – 12:00: Parte 1.

12:00 – 13:30: Almoço.

13:30 – 16:30: Parte 2.

16:30: Coffe break de encerramento e Networking.

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foto Tiago

Tiago Zortea possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo, mestrado em Psicologia pela mesma instituição na área de Evolução e Etologia Humana, formação em Terapia Comportamental pelo Instituto de Terapia por Contingências de Reforçamento (ITCR) e atuou em consultório particular no trabalho com crianças, adolescentes e adultos. Atualmente é pesquisador de PhD na University of Glasgow (Escócia, Reino Unido), membro do Suici dal Behaviour Research Laboratory, onde pesquisa sobre comportamento suicida e práticas parentais. É mem bro da British Psychological Society, revisor do periódico Archives of Suicide Research (International Academy of Suicide Research) e faz parte da liderança da International Network of Early Career Researchers in Suicide and Self-harm. Em Novembro de 2017, recebeu o prêmio Jean Thomson Memorial Award 2016-2017 da Universidade de Glasgow pela criação e organização do Suicide & Self-harm Early Career Researchers’ Forum, único congresso internacional exclusivamente voltado para jovens investigadores em suicídio e autolesão.

Trabalha com os seguintes temas/áreas: Suicídio, comportamento suicida, autolesão, prevenção ao suicídio, práticas parentais, apego e investimento parental.

Twitter:

https://twitter.com/zortea_tiago

Facebook: Tiago Zortea – Suicidologia:

https://www.facebook.com/TiagoZorteaSuicidologia/

Como lidar com os efeitos psicológicos da crise econômica?

Cenário político caótico, desemprego aumentando, inflação subindo, renda diminuindo, quase todos os especialistas dizendo que a crise ainda tem muito a piorar…. E você no meio de tudo isso.

Quem está desempregado(a) fica preocupado(a) com o dia de hoje, por muitas vezes não saber como vai quitar suas dívidas, e com o dia de amanhã, por não saber o quanto ainda pode piorar. Quem está empregado(a) fica preocupado(a) com o dia de hoje, pois tem um acúmulo de atividades cada vez maior, e com o dia de amanhã, porque nunca sabe se será o próximo da lista de demitidos e se o dinheiro que ganha vai conseguir quitar as dívidas que tem. E você no meio disso tudo.

 E eu com isso?

Nessa situação, você pode passar a apresentar quadros de ansiedade, estresse, surtos de raiva, agressividade, dificuldade para dormir e por aí vai. Tudo isso pode ocorrer porque quando estamos diante desse tipo de situação tudo parece que vai desabar e acabamos por ficar “sempre alerta“, estando a um passo de “lutar ou correr“. É quase uma defesa natural do nosso corpo, para evitar que tenhamos “surpresas desagradáveis“. O problema maior é quando isso perdura por muito tempo.

É comum que durante essas fases você tenha a sensação que não importa o que você fizer, tudo vai dar errado. Mas acredite: existe uma saída. O problema é que a saída nem sempre é a que você desejava ou esperava. Afinal de contas, passar por momentos de crise implica em abrir mão de muitas coisas, lidar com privações, mudar todo um estilo de vida. E é exatamente nesse ponto que as coisas começam a ficar mais difíceis, principalmente para os homens¹.

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Isso porque nesses momentos tende a ocorrer um aumento significativo dos índices de suicídio entre os homens. E algumas pressões culturais podem ser uma das várias responsáveis por isso, como a expectativa cultural de que os homens sejam os provedores da casa. Quando isso não ocorre eles tendem a sofrer, não ver saída, não buscar ajuda e, em um momento de desespero, cometer suicídio. Mas lembre-se: momentos de desespero passam e a vida pode e deve continuar!

Nesses momentos é muito importante que exista um diálogo aberto entre as pessoas de uma família, para que todos tenham a real noção do que está acontecendo e possam pensar em maneiras conjuntas de agir para melhorar a situação da família ou para que todos possam passar por isso de uma forma menos dolorosa e com menores chances de que uma pessoa ou outra entre em um círculo de culpabilização e piore toda a situação.

É importante que você saiba que sofrer diante desse cenário não é uma “fraqueza” ou nenhuma “frescura”! Toda e qualquer pessoa tende a sofrer diante de mudanças que tendem a “piorar” a vida. Considere que o seu sofrimento é um aviso de que você precisa se desenvolver para lidar com situações novas. E lembre-se: é muito importante ter e aprender a lidar com problemas.

O que fazer?

Diante dessa situação resolvi separar algumas ações que você pode tomar para tentar passar por essa fase da melhor forma possível:

  1. Aceite a sua situação atual: aqui vale aquele velho ditado “Conceda-me a serenidade para aceitar aquilo que não posso mudar, a coragem para mudar o que me for possível e a sabedoria para saber discernir entre as duas”. Se você perdeu renda e não existe possibilidade de aumentá-la no curto-prazo, aceite isso e pare de ruminar sobre o que poderia ter feito lá atrás.
  2. Evite os canais de notícias: não se trata de virar uma pessoa alienada, trata-se de avaliar se assistir ao noticiário não está fazendo com que você fique ainda pior. Tenho percebido muitas pessoas que, diante de tanta notícia ruim, acabam ficando paralisadas. Que tal fazer um “regime” de notícias?
  3. Consulte um especialista em finanças: pode ser uma boa conversar com um consultor financeiro antes de sair cortando gastos por aí. Se você está endividado é preciso que você conheça a sua dívida para traçar um plano de ação. Caso isso não seja possível, a internet está cheia de vídeos e textos ensinando o básico para se livrar das dívidas.
  4. Aceite (sim, novamente!) a mudança do seu padrão de qualidade de vida: talvez seja necessário vender seu carro bom e pegar um carro mais popular, deixar de lado alguns programas “mais caros” e etc. Nesse momento pode pesar a “avaliação social” que outras pessoas podem fazer de você. Mas lembre-se: seu objetivo não é manter uma “boa imagem social”, mas sim ter mais tranquilidade dentro da sua casa e da sua vida.
  5. Curta os momentos com as pessoas ao seu redor: momentos de crise podem ser importantes para voltar a perceber o que você tem de mais importante, que são as suas relações sociais. Aquelas que, independente da sua condição financeira, estarão ao seu lado.
  6. Busque atividades para relaxar: nem tudo o que faz bem custa dinheiro ou custa caro! Que tal ir para um parque, praia, lagoa ou qualquer outro local que te permita fazer algumas atividades agradáveis e relaxantes? Alguns problemas podem levar algum tempo para serem resolvidos, então que tal relaxar enquanto isso?
  7. Busque auxílio psicológico: na atual conjuntura da economia tem crescido a procura por profissionais da Psicologia. Através de sessões semanais (ou de acordo com o que ficar combinado entre cliente e psicólogo) é possível pensar sobre como está a sua vida e buscar novas formas de agir para que a crise não te abale tanto assim.

Por fim, uma pequena historinha: Dizem que um sábio tinha esses dizeres escritos em cima da sua cama “ISSO TAMBÉM PASSA“. Ao ser perguntado o motivo disso, respondeu que era para que, quando estivesse passando por momentos ruins, se lembrar que eles iriam embora e que ao final de tudo ele sairia com ainda mais aprendizado. Mas esta frase não serviria somente para os momentos ruins. Quando estivermos exaltado de alegria, também precisaremos de moderação para encontrar nosso equilíbrio porque “Isso também passa…”. Tudo na vida é passageiro: tanto as tristezas como também as alegrias.

Abraço e até a próxima!

“Você não faz mais do que a sua obrigação”

Bom dia, boa tarde e boa noite.

Tudo bem com você? Espero que sim. Muito tempo que eu não apareço por aqui e pelo mesmo motivo de sempre: correria do dia-a-dia. Mas vamos ao que interessa!

Você já deve ter ouvido, uma vez ou outra, alguém falando: “Você não fez mais do que sua obrigação”. Seja para o filho que chega em casa com uma boa nota, para o funcionário que se matou para atingir determinada meta ou entregar um relatório sem erros, para o namorado que deu um presente para a namorada ou simplesmente abaixou a tampa da privada e por aí vai. Todos eles têm em comum o seguinte cenário: se comportaram de determinada maneira e obtiveram como consequência o “Não fez mais do que a sua obrigação”.

Olhando para a situação, não parece que as duas pessoas estão funcionando sob condições diferentes? Aquele que está estudando, fazendo o relatório e etc. estaria interpretando a situação como uma possibilidade de obter consequências agradáveis… Talvez por já ter sido assim com outras pessoas ou em outros contextos, como por exemplo: o filho pode ter visto o amiguinho sendo elogiado pelos pais ao tirar uma nota boa ou ter sido elogiado pela professora, o funcionário pode ter vindo de outra empresa onde a meta alcançada era indicativo de reconhecimento entre os colegas ou uma festa para a equipe, o namorado costumava ver a ex-namorada feliz e recebia “felicitações” ao presenteá-la… Enfim, diante do comportamento que eles exibiam, eles tinham consequências que eram realmente agradáveis para eles!

A outra parte, porém, pode não ter habilidade suficiente para perceber esta situação e estar afetando o comportamento de uma forma que não é das mais interessantes. Ou seja, caso a pessoa não se comporte da forma “esperada”, ela terá sérios problemas e como consequência terá um monte de problemas (o funcionário leva um “esporro”, o filho fica de recuperação e ainda leva castigo e o namorado vai ter que ouvir #mimimi da namorada caso não a agrade). Nesta linha de raciocínio, quando a pessoa age do jeito “esperado” e “não faz mais do que a obrigação”, ela deveria ficar satisfeita só de não levar um esporro ou não enfrentar um problema após o seu desempenho.

Com isso a pessoa fará o suficiente para não ter problemas, parando ao perceber que não mais terá problemas. Afinal, por qual motivo a pessoa vai ter um desempenho SENSACIONAL se no final o resultado é o mesmo?

Agora pare e olhe a sua volta: quantas crianças você conhece que fazem apenas o NECESSÁRIO para passar de ano? E os funcionários que passam o mês inteiro “morcegando” e lá pela metade do mês têm um “surto” de desempenho e atingem as metas? Ou aquele namorado(a) que vive o relacionamento apenas tentando evitar problemas porque sabe que “nada do que fizer será o suficiente”?

gentileza

Note que em nenhum momento eu falei de uma consequência grandiosa. Este tipo de problema costuma ocorrer pelo simples fato da consequência ser uma frase ou atitude no estilo “Não faz mais do que a obrigação”, é uma forma de “ignorar” o desempenho do outro ou não demonstrar o devido reconhecimento que a ação pode merecer.

Você pode não perceber, mas pequenas consequências fazem toda a diferença na vida das pessoas. Não se trata de ser frio e calculista, pensando onde e quando elogiar e fazer 1001 coisas, trata-se de ser capaz de reconhecer mudanças no outro.

Isso não quer dizer que você terá que ficar reconhecendo, aplaudindo, elogiando cada pequena mudança da pessoa.  Mas algumas vezes, quando a pessoa está fazendo uma mudança muito difícil, é interessante que ela perceba que tem alguém notando esta mudança. Não apenas notando, mas ficando feliz que tal mudança esteja ocorrendo.

Fazer isto, em geral, não custa muito e faz bem não apenas para o outro, mas para você. Isso porque este tipo de atitude tende a gerar um ambiente mais agradável de se conviver. Teste em seu dia-a-dia e veja se não funciona!

Abraços e até mais! ;)

Como aumentar as chances de seguir o que você planejou!

Bom dia, boa tarde e boa noite!

Daí que você foi lá e estabeleceu sua meta bem direitinho, colocou data, hora, quanto tempo e quando chegou o momento como você estava? Super-animado? Disposto a deixar de fazer nada para correr? Ou deixar de assistir um seriado pra estudar? Ou qualquer outra coisa do tipo? Mas é lógico que não!

Muitas vezes (quase sempre), mesmo quando tudo foi planejado corretamente, não conseguimos sair do lugar “na hora h”. Inventamos mil desculpas: falamos que tivemos um dia muito atarefado e que é melhor deixar isso para amanhã e blablablabla… Acredite: ninguém é melhor do que você para arrumar um motivo extremamente “lógico” para deixar as coisas para depois.

Sabendo disso, temos que aproveitar os momentos em que estamos pensando com mais clareza e nos sentindo determinados/motivados para pensar em estratégias que irão aumentar a chance de que iremos nos comportar da maneira que havíamos planejado (lembre-se que boa parte da motivação depende do ambiente e do momento em que você está).

Voltando para o exemplo do texto anterior, na segunda-feira pode dar a hora de você caminhar/correr e rapidamente você pode inventar algumas desculpas:

  1. Não tem “nada” pra comer aqui em casa. Não posso fazer exercício físico de barriga vazia.
  2. Tive um final de semana cansativo e hoje é segunda… Melhor deixar isso para amanhã.
  3. ZzzZZZzzzz

O problema é que quando você perceber que não fez o que havia proposto ficará “p da vida” e, acima de tudo, não dará início a sua mudança! Além disso, as explicações tradicionais colocariam a culpa na sua “falta de motivação”, quando é mais do que normal que você não tenha tanta motivação para criar um novo hábito.

Lembre-se: falta de motivação não é causa, é consequência! Acreditar que a falta de motivação é o problema só vai acabar fazendo com que você se sinta culpado e possa até mesmo acreditar que é melhor “deixar pra lá”.

Sabendo disso, você pode fazer uma lista com as possíveis “desculpas” mais comuns que você pode utilizar e, depois, criar algumas estratégias. Se o problema foi falta de comida, compre coisas para comer e deixe separado. Comprometa-se publicamente. Se o problema é conseguir acordar, programe 5, 6, 7 alarmes consecutivos para que você consiga se levantar.

Deixe roupa e comida separadas para diminuir o tempo que você gastaria se preparando, diminuindo a chance de desistir no meio do caminho e volte a dormir. Convide alguém para ir junto e te animar. Enfim, CRIE ESTRATÉGIAS PARA EVITAR QUE VOCÊ SE SABOTE.

Perceba que você precisa fazer tudo isso enquanto está pensando nos seus planos, avaliando os prós e contras de ir e não ir. A ideia central é que você precisa pensar de maneira processual, ou seja, o que será que vai acontecer quando chegar o momento em que você tem que se comportar? Quais serão os principais problemas que podem te fazer desistir? O que você pode modificar para aumentar a chance de se comportar do jeito que você gostaria?

Note que se você conseguir cumprir o que tinha prometido, automaticamente já vai começar a aumentar a chance de que mais um monte de coisa aconteça:

  1. Sua organização e planejamento deram certos, então… Vale a pena passar a se planejar mais!
  2. Conseguir sair da cama mesmo querendo ficar pode fazer com que você veja que dá pra fazer as coisas mesmo quando “não está com vontade”.
  3. Ter o prazer de se exercitar e experimentar todas as boas sensações de ter “cumprido a missão estabelecida” vai gerar um sentimento agradável que pode te motivar ainda mais a continuar em busca do seu objetivo .

happy

De maneira resumida:

  1. Pense como vai ser o momento em que você terá que se comportar.
  2. O que deverá ser feito antes? O que você pode deixar preparado para diminuir as chances de desistir?
  3. Comprometa-se publicamente ou com pessoas que são muito importantes para você (uma coisa é o colega de trabalho que fala “esquenta não, depois do Carnaval você começa”, outra coisa é um grande amigo falar “Cara, você precisa fazer isso porque a situação tá ficando feia pra você”). Lembre-se que somos muito “sensíveis” à opinião alheia, use isto a seu favor!
  4. Para os adeptos das redes sociais, use e abuse das postagens que demonstram que você atingiu algum resultado (o “curtir” do Facebook pode fazer milagres quando utilizado de maneira estratégica).

Mas lembre-se que ao elaborar estratégias você precisa pensar nos SEUS COMPORTAMENTOS, no que VOCÊ DEVE FAZER, diminuindo ao máximo a chance de responsabilização de outra pessoa. Lembre-se sempre: O OBJETIVO É SEU!

Perceba que fazer as coisas não depende de estar motivado, depende muito mais de criar estratégias e organizar seu ambiente. Não acredite que “do nada” a motivação surgirá e que isto será suficiente. Motivação sem conhecimento adequado sobre o comportamento humano não serve pra nada. ;)

Ah sim, se você já tentou utilizar estratégias parecidas e mesmo assim ficou pela metade, o próximo texto vai falar porque, para algumas pessoas, pode ser um problema estabelecer metas e este pode ser o seu caso.

Abraço e até mais!

“Nesse ano eu vou….” : Como definir metas/objetivos

Bom dia, boa tarde e boa noite! Se você não leu o 1º texto dessa série, sugiro que dê uma lida antes de continuar. É só clicar aqui!

Mas vamos lá… Pode ser que você tenha definido alguma meta de início de ano. Maaaaas será que você definiu bem as suas metas ?

A maior parte das pessoas costuma estabelecer metas de forma ampla, como “Ficar mais saudável”, “Ganhar mais dinheiro!”, “Beber menos!”, “Ser mais organizado”, “Estudar mais”… E por aí vai. Acontece que depois de certo tempo a pessoa inventa um monte de desculpa “esquece” o que prometeu e só lembra no dia 31/12.

promessas_de_ano_novo

Vou mostrar para vocês como definir um objetivo e para isso vou utilizar o exemplo de quem promete caminhar/correr, enfim, fazer uma atividade física.

Problemas iniciais: em qual período do dia? Quantas vezes por semana? Por quanto tempo? Como você vai saber que atingiu seu objetivo?

Um fator importante da definição aí em cima é o seguinte: você precisa definir uma parte bem específica do seu dia, preferencialmente uma parte que você não possa usar desculpas para não fazer o que se propôs “porque tinha outras coisas pra fazer”.

Então vamos lá! Lápis/Caneta e papel na mão (sério!) ou Word aberto. A primeira parte a decidir é o período do dia em que você vai fazer isso. Manhã? Tarde? Noite? Em qual horário? E depois você precisa definir quantas vezes por semana: 1, 2, 3, 7 vezes por semana?

Mas você vai correr/caminhar durante quanto tempo? 30, 60, 90 minutos? E quando você acredita que vai conseguir atingir este objetivo? Quando você vai poder falar “Atingi meu objetivo!“.

Um exemplo de objetivo bem definido seria “Este ano eu vou caminhar durante 60 minutos, 3 vezes por semana, entre 19:00 e 20:00. Preferencialmente nas segundas, quartas e sextas. Espero estar fazendo isto até o dia 15/03/2015“.

Mas se você fizer isto durante 1 semana, pode falar que atingiu o seu objetivo? Bem, isso pode variar, mas quando estabelecemos metas a curto/médio-prazo é porque isto vai se alongar durante algumas semanas/meses e até mesmo para a vida (as melhores mudanças são aquelas que você resolve fazer para o resto da vida).

Mas quando falamos em atividade física, consideramos que a pessoa atingiu a fase de “manutenção” depois de 6 meses praticando esta atividade física. Mas se você está em busca de algo menor, utilize o seu critério.

De forma resumida:

  1. Seu objetivo precisa ser claro e ter uma forma de verificar (o que você estará fazendo que vai ser fácil de observar?).
  2. Defina um horário específico do dia/semana para realizar sua meta.
  3. Coloque uma data para poder conferir se você atingiu.

Tudo muito bonito e fácil, não é? Não, não é fácil. No próximo texto eu vou mostrar formas de fazer com que isso realmente aconteça, porque preparar um plano é uma coisa, cumpri-lo é outra.

Não use filtro solar, faça listas.

Bom dia, boa tarde e boa noite!

Pedro Bial, em seu vídeo muito chato famoso, aconselha todos a usarem filtro solar. Aparentemente, muitas pessoas (entre elas a Sundown e o Ministério da Saúde) gostaram e concordaram que este poderia ser um dos melhores conselhos que você poderia dar para alguém… Mas como a minha “veia poética” não é das melhores, gosto de conselhos que tragam resultados na vida das pessoas.

E se tem um conselho que eu vou dar para o meu (minha) filho (a) é: faça listas. Repetindo: faça listas. E me refiro aqui às listas de atividades que devemos/pretendemos fazer. Uma lista de atividades que devem ser feitas pode parecer algo banal, mas é capaz de produzir resultados extraordinários (uau! =D).

The questionnaire

Sua lista não precisa ser detalhada como: “1- Acordar; 2- Tomar Café; Escovar os dentes”, mas também não pode ser geral como “1-Estudar; 2- Estudar mais um pouco”. Ela deve ser diária e com folgas para imprevistos. Mas ok, isso todo mundo fala, não é? O que eu quero é falar das vantagens de utilizarmos listas para nos organizar. Vamos lá:

  1. Redução da Ansiedade: listas reduzem ansiedade porque elas permitem que você visualize as atividades que você tem para fazer. Mas só isso? Não só. Costumamos nos sentir ansiosos quando esperamos que vamos “levar uma pancada” de algum lugar. E quando costumamos nos sentir assim? Quando não sabemos tudo o que temos que fazer e quais resultados são esperados. Faça sua lista, visualize os resultados que você deve atingir e de onde você pode levar pancada e sentirá a tal da ansiedade reduzindo. ;)
  2. Autocontrole: quando não nos programamos, acabamos reféns do dia a dia e o ambiente acaba controlando o nosso comportamento. Quando temos uma lista com os itens e resultados a serem obtidos, aumentamos a chance de controlar nosso comportamento, pois sabemos quais são as atividades mais importantes e que devemos realmente fazer.
  3. Eficiência: este benefício tem relação com o anterior. Quando temos uma lista de obrigações, diminuímos o tempo viajando pelo Facebook, Twitter, ego.com, Capricho, etc.. Ou seja, você vai produzir mais em menos tempo e pode até ter mais tempo para fazer coisas que tem vontade.
  4. Sensação de “dever cumprido”: é cada vez mais comum que as pessoas passem o dia fazendo 1000 coisas e cheguem ao fim do dia com a sensação de que não fizeram nada. E esta sensação vai durar por muito tempo, caso você não mude a forma como se organiza. Como você não sabe o que deveria fazer, você vai chegar ao fim do dia sem saber se fez o que deveria. Ter uma lista e poder riscar uma atividade (sensação boa!) te permite visualizar sua produtividade e ter aquela sensação de “dever cumprido” a cada atividade riscada.
  5. Identificar pontos a serem melhorados: ao ter uma lista e perceber que uma atividade está sendo levada de um dia para o outro, ou que algumas atividades sempre apresentam problemas, você terá maior capacidade de identificar quais pontos precisa melhorar ou quais atividades você “não gosta” de fazer.
  6. Caminho para alcançar resultados de longo prazo: grandes resultados são consequência de uma série de pequenos comportamentos, que juntos produzem algo que chamamos de GRANDES RESULTADOS. O problema é que organizar estes pequenos comportamentos é difícil e fazer listas é o caminho certo para alcançarmos os resultados de longo prazo.

Portanto, não use filtro solar. Quer dizer, use. Mas para a sua produtividade, mais importante do que usar o filtro solar: faça listas!