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Sinceridade demais é um problema?

Bom dia, boa tarde e boa noite. Tudo bom?

Você já ouviu alguém falar que não falou nada além da verdade? Ou que não tem culpa por ser sincero demais? Tem até uma frase atribuída ao Jô Soares (mas vai saber se é dele mesmo, não é?) que define bem pessoas assim:

jo_soares_sinceridade

“E qual o problema disso, Diego?”, me pergunta alguém afobado (a) e ligeiramente chateado (a). Bem, o problema reside em algo que chamamos de excesso comportamental (e pode ser identificado facilmente pela palavra “demais”).

O excesso comportamental é tudo aquilo que a maior parte da população costuma fazer (ser sincero, por exemplo), mas com uma frequência bem mais alta que as pessoas em geral, tornando-se um comportamento inadequado devido a esta alta frequência em situações em que tal comportamento não cabe, passando a se tornar indesejado.

O caso da “sinceridade demais” pode acarretar sérios problemas para a pessoa que assim se comporta. Pessoas super-sinceras provavelmente serão consideradas arrogantes pelo simples fato de que a “sinceridade demais” pode envolver uma alta frequência de comportamentos que tenham a função de criticar o outro e/ou outros comportamentos próximos, passando a imagem de “superioridade” e até mesmo de falta de valorização do outro.

 Neste caso, tem-se a falsa sensação de que um comportamento valorizado pela sociedade (sinceridade) pode e deve ser emitido em qualquer situação. No entanto, esquece-se que uma das maiores habilidades (e mais difíceis, diga-se de passagem) é a de identificar em quais contextos determinados comportamentos são adequados. Em geral, a sinceridade terá grande probabilidade de ter resultados favoráveis se emitido em ambientes onde as pessoas são mais próximas, receptivas e até mesmo quando solicitam.

Portanto, da próxima vez que quiser dar uma de super-sincero (a), pense duas vezes, analise o ambiente e as pessoas que estão presentes na situação e depois aja. Tenho certeza que isto começará a reduzir a frequência do rótulo de “arrogante”.

Já diria o poeta: “Tudo que é muito é demais…”. 😉

Obs.: uma das formas de melhorar os excessos comportamentais é através da terapia.

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