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“Você não faz mais do que a sua obrigação”

Bom dia, boa tarde e boa noite.

Tudo bem com você? Espero que sim. Muito tempo que eu não apareço por aqui e pelo mesmo motivo de sempre: correria do dia-a-dia. Mas vamos ao que interessa!

Você já deve ter ouvido, uma vez ou outra, alguém falando: “Você não fez mais do que sua obrigação”. Seja para o filho que chega em casa com uma boa nota, para o funcionário que se matou para atingir determinada meta ou entregar um relatório sem erros, para o namorado que deu um presente para a namorada ou simplesmente abaixou a tampa da privada e por aí vai. Todos eles têm em comum o seguinte cenário: se comportaram de determinada maneira e obtiveram como consequência o “Não fez mais do que a sua obrigação”.

Olhando para a situação, não parece que as duas pessoas estão funcionando sob condições diferentes? Aquele que está estudando, fazendo o relatório e etc. estaria interpretando a situação como uma possibilidade de obter consequências agradáveis… Talvez por já ter sido assim com outras pessoas ou em outros contextos, como por exemplo: o filho pode ter visto o amiguinho sendo elogiado pelos pais ao tirar uma nota boa ou ter sido elogiado pela professora, o funcionário pode ter vindo de outra empresa onde a meta alcançada era indicativo de reconhecimento entre os colegas ou uma festa para a equipe, o namorado costumava ver a ex-namorada feliz e recebia “felicitações” ao presenteá-la… Enfim, diante do comportamento que eles exibiam, eles tinham consequências que eram realmente agradáveis para eles!

A outra parte, porém, pode não ter habilidade suficiente para perceber esta situação e estar afetando o comportamento de uma forma que não é das mais interessantes. Ou seja, caso a pessoa não se comporte da forma “esperada”, ela terá sérios problemas e como consequência terá um monte de problemas (o funcionário leva um “esporro”, o filho fica de recuperação e ainda leva castigo e o namorado vai ter que ouvir #mimimi da namorada caso não a agrade). Nesta linha de raciocínio, quando a pessoa age do jeito “esperado” e “não faz mais do que a obrigação”, ela deveria ficar satisfeita só de não levar um esporro ou não enfrentar um problema após o seu desempenho.

Com isso a pessoa fará o suficiente para não ter problemas, parando ao perceber que não mais terá problemas. Afinal, por qual motivo a pessoa vai ter um desempenho SENSACIONAL se no final o resultado é o mesmo?

Agora pare e olhe a sua volta: quantas crianças você conhece que fazem apenas o NECESSÁRIO para passar de ano? E os funcionários que passam o mês inteiro “morcegando” e lá pela metade do mês têm um “surto” de desempenho e atingem as metas? Ou aquele namorado(a) que vive o relacionamento apenas tentando evitar problemas porque sabe que “nada do que fizer será o suficiente”?

gentileza

Note que em nenhum momento eu falei de uma consequência grandiosa. Este tipo de problema costuma ocorrer pelo simples fato da consequência ser uma frase ou atitude no estilo “Não faz mais do que a obrigação”, é uma forma de “ignorar” o desempenho do outro ou não demonstrar o devido reconhecimento que a ação pode merecer.

Você pode não perceber, mas pequenas consequências fazem toda a diferença na vida das pessoas. Não se trata de ser frio e calculista, pensando onde e quando elogiar e fazer 1001 coisas, trata-se de ser capaz de reconhecer mudanças no outro.

Isso não quer dizer que você terá que ficar reconhecendo, aplaudindo, elogiando cada pequena mudança da pessoa.  Mas algumas vezes, quando a pessoa está fazendo uma mudança muito difícil, é interessante que ela perceba que tem alguém notando esta mudança. Não apenas notando, mas ficando feliz que tal mudança esteja ocorrendo.

Fazer isto, em geral, não custa muito e faz bem não apenas para o outro, mas para você. Isso porque este tipo de atitude tende a gerar um ambiente mais agradável de se conviver. Teste em seu dia-a-dia e veja se não funciona!

Abraços e até mais! ;)

Como aumentar as chances de seguir o que você planejou!

Bom dia, boa tarde e boa noite!

Daí que você foi lá e estabeleceu sua meta bem direitinho, colocou data, hora, quanto tempo e quando chegou o momento como você estava? Super-animado? Disposto a deixar de fazer nada para correr? Ou deixar de assistir um seriado pra estudar? Ou qualquer outra coisa do tipo? Mas é lógico que não!

Muitas vezes (quase sempre), mesmo quando tudo foi planejado corretamente, não conseguimos sair do lugar “na hora h”. Inventamos mil desculpas: falamos que tivemos um dia muito atarefado e que é melhor deixar isso para amanhã e blablablabla… Acredite: ninguém é melhor do que você para arrumar um motivo extremamente “lógico” para deixar as coisas para depois.

Sabendo disso, temos que aproveitar os momentos em que estamos pensando com mais clareza e nos sentindo determinados/motivados para pensar em estratégias que irão aumentar a chance de que iremos nos comportar da maneira que havíamos planejado (lembre-se que boa parte da motivação depende do ambiente e do momento em que você está).

Voltando para o exemplo do texto anterior, na segunda-feira pode dar a hora de você caminhar/correr e rapidamente você pode inventar algumas desculpas:

  1. Não tem “nada” pra comer aqui em casa. Não posso fazer exercício físico de barriga vazia.
  2. Tive um final de semana cansativo e hoje é segunda… Melhor deixar isso para amanhã.
  3. ZzzZZZzzzz

O problema é que quando você perceber que não fez o que havia proposto ficará “p da vida” e, acima de tudo, não dará início a sua mudança! Além disso, as explicações tradicionais colocariam a culpa na sua “falta de motivação”, quando é mais do que normal que você não tenha tanta motivação para criar um novo hábito.

Lembre-se: falta de motivação não é causa, é consequência! Acreditar que a falta de motivação é o problema só vai acabar fazendo com que você se sinta culpado e possa até mesmo acreditar que é melhor “deixar pra lá”.

Sabendo disso, você pode fazer uma lista com as possíveis “desculpas” mais comuns que você pode utilizar e, depois, criar algumas estratégias. Se o problema foi falta de comida, compre coisas para comer e deixe separado. Comprometa-se publicamente. Se o problema é conseguir acordar, programe 5, 6, 7 alarmes consecutivos para que você consiga se levantar.

Deixe roupa e comida separadas para diminuir o tempo que você gastaria se preparando, diminuindo a chance de desistir no meio do caminho e volte a dormir. Convide alguém para ir junto e te animar. Enfim, CRIE ESTRATÉGIAS PARA EVITAR QUE VOCÊ SE SABOTE.

Perceba que você precisa fazer tudo isso enquanto está pensando nos seus planos, avaliando os prós e contras de ir e não ir. A ideia central é que você precisa pensar de maneira processual, ou seja, o que será que vai acontecer quando chegar o momento em que você tem que se comportar? Quais serão os principais problemas que podem te fazer desistir? O que você pode modificar para aumentar a chance de se comportar do jeito que você gostaria?

Note que se você conseguir cumprir o que tinha prometido, automaticamente já vai começar a aumentar a chance de que mais um monte de coisa aconteça:

  1. Sua organização e planejamento deram certos, então… Vale a pena passar a se planejar mais!
  2. Conseguir sair da cama mesmo querendo ficar pode fazer com que você veja que dá pra fazer as coisas mesmo quando “não está com vontade”.
  3. Ter o prazer de se exercitar e experimentar todas as boas sensações de ter “cumprido a missão estabelecida” vai gerar um sentimento agradável que pode te motivar ainda mais a continuar em busca do seu objetivo .

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De maneira resumida:

  1. Pense como vai ser o momento em que você terá que se comportar.
  2. O que deverá ser feito antes? O que você pode deixar preparado para diminuir as chances de desistir?
  3. Comprometa-se publicamente ou com pessoas que são muito importantes para você (uma coisa é o colega de trabalho que fala “esquenta não, depois do Carnaval você começa”, outra coisa é um grande amigo falar “Cara, você precisa fazer isso porque a situação tá ficando feia pra você”). Lembre-se que somos muito “sensíveis” à opinião alheia, use isto a seu favor!
  4. Para os adeptos das redes sociais, use e abuse das postagens que demonstram que você atingiu algum resultado (o “curtir” do Facebook pode fazer milagres quando utilizado de maneira estratégica).

Mas lembre-se que ao elaborar estratégias você precisa pensar nos SEUS COMPORTAMENTOS, no que VOCÊ DEVE FAZER, diminuindo ao máximo a chance de responsabilização de outra pessoa. Lembre-se sempre: O OBJETIVO É SEU!

Perceba que fazer as coisas não depende de estar motivado, depende muito mais de criar estratégias e organizar seu ambiente. Não acredite que “do nada” a motivação surgirá e que isto será suficiente. Motivação sem conhecimento adequado sobre o comportamento humano não serve pra nada. ;)

Ah sim, se você já tentou utilizar estratégias parecidas e mesmo assim ficou pela metade, o próximo texto vai falar porque, para algumas pessoas, pode ser um problema estabelecer metas e este pode ser o seu caso.

Abraço e até mais!

“Nesse ano eu vou….” : Como definir metas/objetivos

Bom dia, boa tarde e boa noite! Se você não leu o 1º texto dessa série, sugiro que dê uma lida antes de continuar. É só clicar aqui!

Mas vamos lá… Pode ser que você tenha definido alguma meta de início de ano. Maaaaas será que você definiu bem as suas metas ?

A maior parte das pessoas costuma estabelecer metas de forma ampla, como “Ficar mais saudável”, “Ganhar mais dinheiro!”, “Beber menos!”, “Ser mais organizado”, “Estudar mais”… E por aí vai. Acontece que depois de certo tempo a pessoa inventa um monte de desculpa “esquece” o que prometeu e só lembra no dia 31/12.

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Vou mostrar para vocês como definir um objetivo e para isso vou utilizar o exemplo de quem promete caminhar/correr, enfim, fazer uma atividade física.

Problemas iniciais: em qual período do dia? Quantas vezes por semana? Por quanto tempo? Como você vai saber que atingiu seu objetivo?

Um fator importante da definição aí em cima é o seguinte: você precisa definir uma parte bem específica do seu dia, preferencialmente uma parte que você não possa usar desculpas para não fazer o que se propôs “porque tinha outras coisas pra fazer”.

Então vamos lá! Lápis/Caneta e papel na mão (sério!) ou Word aberto. A primeira parte a decidir é o período do dia em que você vai fazer isso. Manhã? Tarde? Noite? Em qual horário? E depois você precisa definir quantas vezes por semana: 1, 2, 3, 7 vezes por semana?

Mas você vai correr/caminhar durante quanto tempo? 30, 60, 90 minutos? E quando você acredita que vai conseguir atingir este objetivo? Quando você vai poder falar “Atingi meu objetivo!“.

Um exemplo de objetivo bem definido seria “Este ano eu vou caminhar durante 60 minutos, 3 vezes por semana, entre 19:00 e 20:00. Preferencialmente nas segundas, quartas e sextas. Espero estar fazendo isto até o dia 15/03/2015“.

Mas se você fizer isto durante 1 semana, pode falar que atingiu o seu objetivo? Bem, isso pode variar, mas quando estabelecemos metas a curto/médio-prazo é porque isto vai se alongar durante algumas semanas/meses e até mesmo para a vida (as melhores mudanças são aquelas que você resolve fazer para o resto da vida).

Mas quando falamos em atividade física, consideramos que a pessoa atingiu a fase de “manutenção” depois de 6 meses praticando esta atividade física. Mas se você está em busca de algo menor, utilize o seu critério.

De forma resumida:

  1. Seu objetivo precisa ser claro e ter uma forma de verificar (o que você estará fazendo que vai ser fácil de observar?).
  2. Defina um horário específico do dia/semana para realizar sua meta.
  3. Coloque uma data para poder conferir se você atingiu.

Tudo muito bonito e fácil, não é? Não, não é fácil. No próximo texto eu vou mostrar formas de fazer com que isso realmente aconteça, porque preparar um plano é uma coisa, cumpri-lo é outra.

Não use filtro solar, faça listas.

Bom dia, boa tarde e boa noite!

Pedro Bial, em seu vídeo muito chato famoso, aconselha todos a usarem filtro solar. Aparentemente, muitas pessoas (entre elas a Sundown e o Ministério da Saúde) gostaram e concordaram que este poderia ser um dos melhores conselhos que você poderia dar para alguém… Mas como a minha “veia poética” não é das melhores, gosto de conselhos que tragam resultados na vida das pessoas.

E se tem um conselho que eu vou dar para o meu (minha) filho (a) é: faça listas. Repetindo: faça listas. E me refiro aqui às listas de atividades que devemos/pretendemos fazer. Uma lista de atividades que devem ser feitas pode parecer algo banal, mas é capaz de produzir resultados extraordinários (uau! =D).

The questionnaire

Sua lista não precisa ser detalhada como: “1- Acordar; 2- Tomar Café; Escovar os dentes”, mas também não pode ser geral como “1-Estudar; 2- Estudar mais um pouco”. Ela deve ser diária e com folgas para imprevistos. Mas ok, isso todo mundo fala, não é? O que eu quero é falar das vantagens de utilizarmos listas para nos organizar. Vamos lá:

  1. Redução da Ansiedade: listas reduzem ansiedade porque elas permitem que você visualize as atividades que você tem para fazer. Mas só isso? Não só. Costumamos nos sentir ansiosos quando esperamos que vamos “levar uma pancada” de algum lugar. E quando costumamos nos sentir assim? Quando não sabemos tudo o que temos que fazer e quais resultados são esperados. Faça sua lista, visualize os resultados que você deve atingir e de onde você pode levar pancada e sentirá a tal da ansiedade reduzindo. ;)
  2. Autocontrole: quando não nos programamos, acabamos reféns do dia a dia e o ambiente acaba controlando o nosso comportamento. Quando temos uma lista com os itens e resultados a serem obtidos, aumentamos a chance de controlar nosso comportamento, pois sabemos quais são as atividades mais importantes e que devemos realmente fazer.
  3. Eficiência: este benefício tem relação com o anterior. Quando temos uma lista de obrigações, diminuímos o tempo viajando pelo Facebook, Twitter, ego.com, Capricho, etc.. Ou seja, você vai produzir mais em menos tempo e pode até ter mais tempo para fazer coisas que tem vontade.
  4. Sensação de “dever cumprido”: é cada vez mais comum que as pessoas passem o dia fazendo 1000 coisas e cheguem ao fim do dia com a sensação de que não fizeram nada. E esta sensação vai durar por muito tempo, caso você não mude a forma como se organiza. Como você não sabe o que deveria fazer, você vai chegar ao fim do dia sem saber se fez o que deveria. Ter uma lista e poder riscar uma atividade (sensação boa!) te permite visualizar sua produtividade e ter aquela sensação de “dever cumprido” a cada atividade riscada.
  5. Identificar pontos a serem melhorados: ao ter uma lista e perceber que uma atividade está sendo levada de um dia para o outro, ou que algumas atividades sempre apresentam problemas, você terá maior capacidade de identificar quais pontos precisa melhorar ou quais atividades você “não gosta” de fazer.
  6. Caminho para alcançar resultados de longo prazo: grandes resultados são consequência de uma série de pequenos comportamentos, que juntos produzem algo que chamamos de GRANDES RESULTADOS. O problema é que organizar estes pequenos comportamentos é difícil e fazer listas é o caminho certo para alcançarmos os resultados de longo prazo.

Portanto, não use filtro solar. Quer dizer, use. Mas para a sua produtividade, mais importante do que usar o filtro solar: faça listas!

Abuso Psicológico na Infância é tão prejudicial quanto o Abuso Físico ou Sexual

Muitas vezes não reconhecido, o abuso emocional é uma forma predominante de abuso.

WASHINGTON — Crianças que são emocionalmente abusadas e rejeitadas encaram problemas psicológicos semelhantes ou piores do que crianças que foram abusadas fisicamente ou sexualmente. Contudo, o abuso psicológico raramente é abordado em programas de prevenção ou tratamento de vítimas, de acordo com um novo estudo publicado pela Associação Americana de Psicologia.

“Dada a prevalência do abuso psicológico na infância e da gravidade dos danos às jovens vítimas, isto deveria estar na vanguarda da saúde mental e da formação em serviço social” disse o autor líder do estudo Joseph Spinazzola, PhD, do “The Trauma Center at Justice Resource Institute”, Brookline, Massachusetts. O artigo aparecerá na edição especial do periódico da APA “Psychological Trauma: Theory, Research, Practice, and Policy®”.

Os pesquisadores usaram o “National Child Traumatic Stress Network Core Data Set” para analisar os dados de 5.616 jovens com histórico de vida que continham um ou mais de três tipos de abuso: maus-tratos psicológicos (abuso ou negligência emocional), abuso físico e abuso sexual. A maioria (62 por cento) tinha um histórico de maus-tratos psicológicos, e quase um quarto (24 por cento) de todos os casos era de maus-tratos psicológicos, que o estudo definiu como assédio moral do cuidador, aterrorizar, controle coercitivo, insultos severos, humilhação, ameaças, demandas avassaladoras, evitação e/ou isolamento.

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Crianças que foram psicologicamente abusadas sofreram de ansiedade, depressão, baixa autoestima, sintomas de estresse pós-traumático e tendências suicidas na mesma proporção e, em alguns casos, a um nível maior do que crianças que foram abusadas fisicamente ou sexualmente. Dos três tipos de abuso, os maus-tratos psicológicos foram os que mais fortemente se correlacionaram com depressão, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de ansiedade social, problemas de apego e de abuso de substância. Maus-tratos psicológicos que ocorreram juntamente com abuso físico ou sexual estavam associados com consequências significativamente mais severas e negativas do que crianças que foram abusadas sexualmente ou fisicamente, mas não psicologicamente, segundo os resultados do estudo. Além disso, segundo o estudo, o abuso sexual e físico tinham que ocorrer ao mesmo tempo para ter o mesmo efeito que o abuso psicológico sozinho em questões comportamentais na escola, problemas de apego e comportamentos de auto-agressão.

“As assistentes sociais que trabalham com o serviço de proteção a criança podem ter dificuldade em reconhecer e comprovar a negligência e o abuso emocional porque não existem feridas físicas”, disse Spinazzola. “Além disso, o abuso psicológico não é considerado um tabu social grave, como o abuso infantil sexual e físico. Nós precisamos de iniciativas de conscientização para ajudar as pessoas a entender o quão prejudicial são os maus-tratos para crianças e adolescentes”.

Quase 3 milhões de crianças americanas por ano passam por alguma forma de maus-tratos, predominantemente por um dos pais, parentes ou outros adultos cuidadores, de acordo com o U.S. Children’s Bureau. Em 2012 a “American Academy of Pediatrics” identificou os maus-tratos psicológicos como “a forma de negligência e abuso infantil mais desafiadora e predominante”.

Para o estudo atual, a amostra foi de 42 por cento de meninos e 38 por cento brancos; 21 por cento de afro-americanos; 30 por cento de hispânicos; 7 por cento outros e 4 por cento desconhecidos. Os dados foram coletados entre 2004 e 2010 com idade média das crianças, no início da coleta, entre 10 e 12 anos.  Os médicos entrevistaram as crianças, que também responderam questionários para determinar sintomas de saúde comportamental e eventos traumáticos que eles vivenciaram. Além disso, os cuidadores responderam um questionário com 113 itens referentes ao comportamento da criança. Várias fontes, incluindo o relato dos médicos, forneceram o histórico de trauma de cada criança envolvendo maus-tratos psicológicos  e abuso físico ou sexual.

Artigo: “Unseen Wounds: The Contribution of Psychological Maltreatment to Child and Adolescent Mental Health and Risk Outcomes,” Joseph Spinazzola, PhD, and Hilary Hodgdon, PhD, The Trauma Center at Justice Resource Institute, Brookline, Massachusetts; Li-Jung Liang, PhD, University of California, Los Angeles School of Medicine; Julian D. Ford, PhD, University of Connecticut Medical School; Christopher M. Layne, PhD, and Robert Pynoos, MD, National Center for Child Traumatic Stress, Los Angeles, and University of California, Los Angeles; Ernestine C. Briggs, PhD, National Center for Child Traumatic Stress, Durham, North Carolina, and Duke University School of Medicine; Bradley Stolbach, PhD, University of Chicago; Cassandra Kisiel, PhD, Northwestern Medical School, publication TBD, Psychological Trauma: Theory, Research, Practice, and Policy.

 Reportagem original aqui.

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