Arquivos da categoria: Saúde

II INTERCÂMBIO DE PSICOTERAPIAS – TEMA: MINDFULNESS

Mindfulness. Atenção Plena. Meditação. É quase certo que você já tenha ouvido algum desses termos ligados à Psicologia. Provavelmente algum colega que você conhece pratica ou diz que aplica no consultório. Ou você é uma pessoa que tem tentado inserir essa prática em sua prática clínica.

Mas será que mindfulness é a mesma coisa que meditação e atenção plena? E por qual motivo você deveria ou não utilizar isso em sua prática clínica? Isso é pra quê? É pra relaxarÉ pra limpar os pensamentos da cabeçaOu tem outras coisas além (já aviso que tem)?

Homer

Será que meditação serve pra virar um ser humano “de boas”? E meditação é a mesma coisa de Mindfulness?

No meio de tanto questionamento (coloquei apenas alguns), temos diversos profissionais das mais diferentes abordagens de psicologia que têm aplicado isso em sua prática clínica, seja individual ou em grupo…. Mas comoCom qual finalidade? Existem semelhanças? Existem diferenças?

Esse é o objetivo do “II Intercâmbio em Psicoterapias – Tema: Mindfulness”: discutir possibilidades de utilização do mindfulness dentro da Psicologia. Para isso reuniremos 3 profissionais que têm aplicado em contextos distintos: Fábio Nogueira dentro da Gestalt-TerapiaGleison Pessoa aplicando “Mindfulness Funcional” e Roberta Alvarenga com o MBCT (Mindfulness-based cognitive therapy).

Cada participante terá 1 hora para apresentar a sua perspectiva e uso do Mindfulness e após a apresentação abriremos para pergunta e debate. As regras do Intercâmbio continuam as mesmas:

  1. Os profissionais se esforçarão ao máximo para usar a linguagem mais genérica possívelNada de jargões que mais distanciam do que aproximam. Para termos diálogo, precisamos ter uma língua em comum, certo? Parecem existir pesquisas que indicam que quanto mais genérica a linguagem, maior a integração (se alguém encontrar esse estudo me envia).
  2. Cada profissional deverá identificar pelo menos um ponto positivo na perspectiva do outro. Enquanto o outro estiver falando, nada de ficar pensando “Ai, que nada a ver! Nossa, que absurdo! Que simplista! Que viagem!”. Não falamos que todas as abordagens tem seu lado positivo? Chegou a hora de mostrar que isso é verdade! Ao fim os palestrantes precisarão identificar um ponto positivo na abordagem do outro.

O espaço não é para provar quem sabe mais, quem dá mais resultado ou quem está certo ou errado! É um espaço para trocas!

Dialogo

Programação do evento:

14:00 às 15:00 – Fábio Nogueira – Gestalt Terapia

15:00 às 16:00 – Roberta Alvarenga – O Modelo MBCT (Mindfulness-based cognitive therapy).

16:00 às 16:15 – Intervalo para comer, esticar as canelas e bater um papo.

16:15 às 17:15 – Gleison Pessoa – Mindfulness Funcional.

17:15 – Abertura para debate e perguntas.

“Diego, tem certificado?” – Tem sim, jovem aprendiz de mindfulness. Teremos certificado de 4 horas.

Vamos para as demais informações do evento!

[Data e horário]

05/10, 14:00 às 18:00.

[Local]

FDV – Faculdade de Direito de Vitória

  1. Juiz Alexandre Martins de Castro Filho, 215 – Santa Lucia, Vitória – ES, 29056-295.

https://goo.gl/maps/gjXB9Qid5MXEb8Gc8

[Valor]

Estudantes

  • 1º Lote (até o dia 20/09) – R$66.
  • 2º Lote (a partir do dia 21/09) – R$77.

Profissionais

  • 1º Lote (até o dia 20/09) – R$88.
  • 2º Lote (a partir do dia 21/09) – R$99.

[Vagas Reservadas]

Este evento terá vagas reservadas para pessoas que tenham renda menor do que 1,5 salário mínimo (até R$1431). O sorteio será realizado no dia 14/09/2019 e o resultado será informado via e-mail.

Caso você se enquadre neste perfil, acesse o link e faça o seu cadastro: https://forms.gle/p5SzMjxcyyUAThMx7

[POLÍTICA DE CANCELAMENTO/REEMBOLSO]

Cancelamentos que ocorram até 15 dias antes do dia do evento terão 80% do valor devolvido . Cancelamentos após esta data não terão direito à reembolso em virtude de reserva de vaga e gastos já realizados de caráter irreversível.

[INSCRIÇÕES]

Para se inscrever basta acessar o link: https://www.sympla.com.br/ii-intercambio-de-psicoterapias—tema-mindfulness__640940

[CURRÍCULO DOS PALESTRANTES]

Fábio Nogueira é graduado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, mestre e doutor em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo. Participou de cursos e treinamentos em diversas instituições brasileiras e estrangeiras, entre elas: Centro Ericksoniano de México, Milton H. Erickson Foundation, Instituto Sedes Sapientiae, University of California Berkeley, Princeton University, Universiteit Leiden, The University of North Carolina at Chapel Hill, University of Maryland, Vanderbilt University, Duke University e Mosteiro Zen Morro da Vargem Zenkoji. Além das atividades como professor na FAESA e no Instituto SATI, Fábio realiza psicoterapia individual em seu consultório e na modalidade online. É autor e coautor de diversos artigos científicos e capítulos de livros publicados no Brasil e no exterior e pesquisas apresentadas em congressos nacionais e internacionais.

Gleison Pessoa é psicólogo clínico e do Poder Judiciário do Espírito Santo. Especialista em Terapia Comportamental pelo ITCR e em Dependência Química pela Emescam. Formação em Terapia de Aceitação e Compromisso pelo CESDE e Formação em Mindfulness Funcional pela EMF. Realiza grupos de Mindfulness Funcional em seu consultório particular.

Roberta Alvarenga é psicóloga. Atua na área clínica e ensinando Mindfulness em grupos. Tem Mestrado em Administração pela UFES e já atuou como gestora na área de Desenvolvimento de Pessoas.  Possui formação no Protocolo Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness pelo OMC (Universidade de Oxford), em parceria com o Mente Aberta (UNIFESP).  Entusiasta de  Mindfulness e Terapias Comportamamentais Contextuais, está em constante aprendizado.

Intercâmbio em Psicoterapias! Vamos conversar?

Durante todo tempo de graduação ouvimos que as abordagens da Psicologia precisam conversar, mas…. Conforme o tempo passa parece que maior é o distanciamento entre as abordagens e seus profissionais.

Pois bem, chegou a hora da Psicologia capixaba conversar! Chegou a hora da área da saúde mental do Espírito Santo dialogar (ai, meu Deus! Um psicólogo comportamental falou saúde mental! Se é pra conversar, vai ter mental sim! Sem faniquito!)!

Um espaço em que diferentes profissionais, com diferentes abordagens terapêuticas mostrarão como enxergam diversos problemas e transtornos psicológicos e como isso vem sendo tratado em suas práticas!

Já imaginou? Psicólogas(os) comportamentais/behavioristas, psicanalistas, gestaltistas, humanistas, mais não sei o quê istas, psiquiatras e tudo o mais  dialogando sobre suas formas de atuação? Um intercâmbio de psicoterapias!

Ah sim! Como o objetivo é diálogo, esse diálogo terá 2 regras básicas:

  1. Os profissionais se esforçarão ao máximo para usar a linguagem mais genérica possível! Nada de jargões que mais distanciam do que aproximam. Para termos diálogo, precisamos ter uma língua em comum, certo?
  2. Cada profissional deverá identificar, pelo menos, um ponto positivo na abordagem terapêutica do outro. Enquanto o outro estiver falando, nada de ficar pensando “Ai, que nada a ver! Nossa, que absurdo! Que simplista! Que viagem!”. Não falamos que todas as abordagens tem seu lado positivo? Chegou a hora de mostrar que isso é verdade!

O espaço não é para provar quem sabe mais ou dá mais resultado (talvez você até já esteja pensando que lógico que é a SUA ABORDAGEM)! É um espaço para trocas! Um baita desafio, certo?

Mas é um desafio que eu tomei pra mim e sei que tantos outros profissionais e estudantes também tomarão para si! Tá interessada(o)? Então vem comigo!

Para receber as informações com dia, horário e palestrantes confirmados é só inserir seu e-mail e se inscrever no link abaixo que eu te enviarei um e-mail assim que todos estiverem confirmados!



O Perigo de Estabelecer Objetivos

Diversos estudos¹ mostram que estabelecer objetivos claros e precisos auxilia na melhora do seu desempenho. Eu mesmo já falei como você pode se conhecer para, em seguida, estabelecer seus objetivos e também formas de aumentar a chance de alcança-los.

Entretanto, vou abordar algo que eu vejo acontecendo com algumas pessoas que acabam desistindo no meio do caminho porque não conseguem cumprir o que estabeleceram.

Eu até comecei bem, mas é que…

A maioria das pessoas costuma começar bem a caminhada em busca de seu objetivo. É relativamente fácil começar a salvar um pouco de dinheiro, ou dar aquela caminhada nos primeiros dias, manter uma rotina de estudo no início do semestre.

Até que um belo dia as coisas desandam. É um tal de “Hoje eu tenho direito…” pra cá e “Só vou fazer isso hoje e amanhã volto ao normal” pra lá e quando menos esperamos a pessoa volta a se comportar da forma como se comportava anteriormente e o objetivo é deixado de lado.

Efeito contrário

Para algumas pessoas, desviar um pouco do rumo estabelecido pode ser extremamente frustrante e fazer com que ela reafirme que “nunca vai conseguir”. É como se estabelecer o objetivo tivesse o efeito contrário para ela.

Talvez por traçar planos e ideias de como tudo vai ser tão perfeito, uma vez fora desse ideal a pessoa julga que não é capaz de dar continuidade no restante do processo. Normalmente muitas pessoas acreditam que o caminho até o objetivo estabelecido vai ser bem assim:

12-01-2015 - OBJETIVO EM LINHA RETA

Infelizmente a maioria dos relatos de sucesso costuma ocultar os momentos de medos, incertezas, falhas e todo o resto. Parece que as pessoas que alcançaram seus objetivos são de outro planeta! Acordam sempre pulando de alegria, rosto lavado, dispostas a combater tudo e mais um pouco. E nós, coitadinhos, acordamos remelentos, com sono, cansados e pensando em 1001 desculpas para não fazer o que planejamos.

Acontece que o seu caminho até alcançar o seu objetivo é mais ou menos assim, ó:

 12-01-2015 - OBJETIVO REAL

Mas acorde! Não há nada errado em não conseguir alcançar seu objetivo do jeito que você vê nas redes sociais e filmes motivacionais perdidos por aí. Imagine que você se comporta da mesma forma há mais de 20 anos e decide mudar hoje: é provável que uma vez ou outra você acabe não conseguindo seguir o plano na forma exata que planejou, mas isso não é motivo para desistir de tudo o que você queria!

O que fazer então?

Quando você não consegue cumprir o que planejou, algumas perguntas podem ser feitas:

  1. Será que seu objetivo não foi definido de forma TÃO GRANDIOSA que você acabou achando que não ia conseguir alcançar “o ideal” de forma alguma mesmo e considerou melhor parar logo?
  2. Se você não definiu de forma grandiosa, quais foram os motivos/desculpas que te fizeram não executar o planejado? Enumere-as e pense em soluções.
  3. Foi um evento esporádico e que você realmente não tinha controle ou existia alguma coisa que você poderia fazer?
  4. O que você poderia fazer diferente para o(a) próximo(a) dia/ semana/mês para alterar esta situação? Lembre-se de tentar pensar de forma processual!

Mudar é algo constante e exige sempre que você observe a situação atual, planeje as mudanças, execute-as, verifique-as e corrija o que saiu errado.

Aqui, vale aquela famosa frase:

“Calma, é aos poucos que a vida vai dando certo”.

Em alguns casos, um profissional qualificado pode auxiliar nesse processo de mudança. Através de observações, perguntas e descrições de características que você, sozinho, não consegue fazer e também para te auxiliar nestes momentos mais difíceis! Mas lembre-se sempre que mudar é um exercício, sendo assim, pratique um pouco todos os dias. ;)

Lidando com o Estresse no Trabalho

Todos que já trabalharam sentiram, em algum momento, a pressão do estresse relacionado ao trabalho. Todo trabalho possui elementos estressantes, ainda que você ame o que faça. No curto-prazo você pode experimentar a pressão para cumprir um prazo ou para dar conta de uma obrigação desafiadora. Mas quando o estresse do trabalho torna-se crônico, isto pode ser esmagador – e prejudicial para a saúde física e emocional.

Infelizmente o estresse crônico é muito comum. Em 2012, 65 por cento dos americanos citaram o trabalho como a maior fonte de estresse, de acordo com a pesquisa anual sobre estresse na América (EUA) da American Psychological Association’s (APA). Apenas 37 por cento dos americanos entrevistados disseram que estavam manejando o estresse de forma excelente ou muito boa.

Uma pesquisa de 2013 do APA’s Center for Organizational Excellence também descobriu que o estresse relacionado ao trabalho é um problema sério. Mais de um terço dos trabalhadores americanos relataram ter estresse crônico relacionado ao trabalho e apenas 36 por cento afirmaram que as organizações em que trabalharam forneciam recursos suficientes para ajuda-os a gerenciar o estresse.

Nem sempre você pode evitar as tensões que ocorrem no trabalho. No entanto, você pode tomar algumas medidas para gerenciar o estresse relacionado ao trabalho.

estressa no trabalho

Fontes Comuns de Estresse no Trabalho

Certos fatores tendem a caminhar de mãos dadas com o estresse relacionado ao trabalho. Alguns estressores comuns no local de trabalho são:

  • Baixos salários.
  • Carga de trabalho excessiva.
  • Poucas oportunidades de crescimento ou progresso.
  • Trabalho que não é envolvente ou desafiador.
  • Falta de apoio social.
  • Não ter controle suficiente sobre as decisões relacionadas ao trabalho.
  • Demandas conflitantes ou expectativas de desempenho pouco claras.

 

Efeitos do Estresse Descontrolado

Infelizmente, o estresse relacionado ao trabalho não desaparece quando você chega em casa ao final do dia. Quando o estresse persiste, ele pode “cobrar um pedágio” da sua saúde e bem-estar.

No curto-prazo, um ambiente de trabalho estressante pode contribuir para problemas como dores de cabeça, dor de estômago, distúrbios de sono, ficar com o “pavio curto” e com dificuldades de concentração. O estresse crônico pode resultar em ansiedade, insônia, pressão alta e sistema imunológico enfraquecido. Ele também pode contribuir para outras condições de saúde como depressão, obesidade e doença cardíaca. Para agravar o problema, as pessoas que sofrem de estresse excessivo costumam lidar com isso de forma pouco saudável, comendo demais, comendo alimentos não saudáveis, fumando cigarros ou abusando de álcool e outras drogas.

Tomando Medidas para Manejar o Estresse

  • Localize os seus Estressores. Mantenha um diário por 1 ou 2 semanas para identificar quais situações geram mais estresse e como você reage a elas. Grave seus pensamentos, sentimentos e informações sobre o ambiente, incluindo as pessoas e circunstâncias envolvidas, a configuração física e como você reagiu. Você elevou a voz? Pegou um lanche? Saiu para uma caminhada? Tomar notas te ajuda a identificar os padrões entre os seus estressores e suas reações a eles.
  • Desenvolva respostas Saudáveis.Ao invés de tentar combater o estresse com fast food ou álcool, dê o seu melhor para fazer escolhas saudáveis quando você sentir o aumento da tensão. Exercício é um grande destruidor de estresse. Yoga pode ser uma escolha excelente, mas qualquer tipo de atividade física é benéfica. Tenha tempo também para hobbies e atividades favoritas. Seja ler um livro, ir a shows ou jogar alguns jogos com a sua família, não se esqueça de reservar um tempo para as coisas que te dão prazer. Ter um sono suficiente e de qualidade também é importante para o manejo efetivo do estresse. Construa hábitos de sono saudáveis, limitando sua ingestão de cafeína ao final do dia e minimizando atividades estimulantes como o uso do computador e da televisão à noite.
  • Estabeleça limites. No mundo digital de hoje é fácil sentir a pressão de estar disponível 24 horas por dia. Estabeleça alguns limites entre trabalho e vida pessoal. Isto pode significar fazer uma regra de não verificar o e-mail a partir de casa, à noite, ou não atender ao telefone durante o jantar. Embora as pessoas tenham preferências diferentes quando se trata do quanto elas misturam o trabalho e sua vida pessoal, criar alguns limites claros entre estas esferas pode reduzir o potencial de conflito trabalho-vida e do estresse que vem com ele.
  • Tire um tempo para recarregar.Para evitar os efeitos negativos do estresse crônico e o burnout nós precisamos de tempo para nos recuperar e retornar ao nosso estado pré-estresse de funcionamento. Este processo de recuperação necessita que você “se desligue” do trabalho, ao ter períodos de tempo em que você não esteja engajado em atividades relacionadas ao trabalho ou nem mesmo pensando sobre trabalho. Por isso é fundamental que você desconecte-se de vez em quando, de uma forma que se adapte às suas necessidades e preferências. Não deixe que suas férias sejam desperdiçadas. Sempre que possível, tire um tempo para relaxar e descontrair, assim você volta para o trabalho se sentindo revigorado e preparado para dar o seu melhor. Quando não for possível tirar uma folga, obtenha um estímulo rápido ao desligar seu Smartphone e focar sua atenção em atividades não-relacionadas ao trabalho por um tempo.
  • Aprenda como relaxar. Técnicas como meditação, exercícios de respiração e mindfulness (um estado em que você ativamente observa as experiências e pensamentos presentes sem julgá-los) podem ajudar a “derreter” o estresse. Comece tirando alguns minutos do dia para focar em atividades simples como respirar, caminhar ou desfrutar uma refeição. A habilidade de estar apto a focar propositalmente em apenas uma atividade sem distração se fortalecerá com a prática e você descobrirá que pode aplicar isto em diversos aspectos da sua vida.
  • Converse com o seu supervisor. Empregados mais saudáveis normalmente são mais produtivos, assim o seu chefe tem um incentivo para criar um ambiente de trabalho que promova o bem-estar do funcionário. Comece tendo uma conversa aberta com seu supervisor. O objetivo não é colocar para fora uma lista de reclamações, mas sim para chegar a um plano eficaz para manejar os estressores que você identificou para que você possa executar seu trabalho da melhor maneira. Enquanto algumas partes do plano podem ser projetadas para auxiliá-lo a melhorar suas habilidades como o gerenciamento do tempo, outros elementos podem incluir a identificação de recursos de bem-estar patrocinados pelo empregador que você pode se beneficiar, o esclarecimento do que se espera de você, a recepção dos recursos necessários ou apoio dos colegas, o enriquecimento do seu trabalho através da inclusão de tarefas mais significativas e desafiadoras ou efetuar alterações em seu espaço de trabalho físico para fazê-lo mais confortável e reduzir a tensão.
  • Obtenha algum apoio. Aceitar a ajuda de amigos de confiança e membros da família pode melhorar a sua capacidade de manejar o estresse. Seu empregador também pode ter recursos de gerenciamento de estresse através de programas de assistência ao empregado, incluindo informação online, aconselhamento e encaminhamento para profissionais de saúde mental, se necessário. Se você continuar a se sentir sobrecarregado no trabalho, você pode querer conversar com um psicólogo, que pode te auxiliar a manejar melhor o estresse e a mudar comportamentos não saudáveis.

Texto Original

Como lidar quando um ente querido tem uma doença mental grave |Tradução|

Como as doenças mentais podem afetar família e amigos

É difícil ser diagnosticado com uma doença mental grave como esquizofrenia, transtorno bipolar, transtorno de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo e um transtorno depressivo maior. Também é difícil quando um ente querido está passando por uma dessas doenças. Quando uma pessoa está vivendo com uma doença mental grave, toda a família pode ser afetada.

menina-triste

Perturbação Emocional

Doenças mentais graves frequentemente possuem um componente biológico. Elas não são o resultado de uma criação ruim e provavelmente não poderiam ser prevenidas por nada que você1, um amigo ou membro da família pudesse ter feito diferente. Mesmo assim, após o diagnóstico, é normal sentir um conjunto de poderosas — e muitas vezes desagradáveis— emoções.

Não é anormal sentir-se envergonhado ou magoado por um membro da família cujos comportamentos são difíceis de entender e de lidar. Muitas pessoas sentem raiva das circunstâncias e até mesmo da pessoa que foi diagnosticada. E embora possa não ser lógico, os pais muitas vezes se envolvem em algum nível de autoculpa. Estes sentimentos de vergonha e raiva podem caminhar lado-a-lado com sentimentos de culpa. O luto também é comum.

Se você é pai/mãe de alguém diagnosticado com uma doença mental grave

Os pais, em particular, muitas vezes têm que reajustar as suas esperanças ou expectativas para o futuro quando seu(a) filho(a) desenvolve uma doença mental grave. Durante o processo, você pode lamentar pelo futuro que seu filho teria. Estes sentimentos, ainda que difíceis, são totalmente normais.

Assim como é importante manter sua própria saúde tanto quanto você cuida de um ente querido com doença mental, também é importante preservar relacionamentos com outros membros da família, incluindo seu(a) esposo(a). Se você tem um(a) filho(a) (menor de idade ou adulto) com uma doença mental, você pode se pegar dando menos atenção para seus outros filhos. Irmãos saudáveis podem sentir ansiedade e frustração com as responsabilidades extras que se espera que eles assumam. Tente definir, regularmente, um pouco de tempo sozinho para passar apenas com seus outros filhos. Diga-lhes o quanto você aprecia a ajuda deles.

Uma comunicação clara e honesta é crucial para todos os membros da família. Por exemplo, não tenha medo de perguntar tanto para seus filhos doentes quanto os não-doentes como eles se sentem com as mudanças na família. Manter uma linha de comunicação aberta ajudará a manter as coisas mais suaves – tanto no momento de um novo diagnóstico quanto no futuro.

Se você é o(a) parceiro(a) de alguém diagnosticado com uma doença mental

Relacionamentos podem ser maravilhosos, mas desafiadores na melhor das circunstâncias. Quando seu(a) parceiro(a) tem uma doença mental, a situação pode se tornar ainda mais complexa. Muitas vezes o parceiro sem o transtorno diagnosticado vai assumir muitas responsabilidades, ao menos no curto-prazo. Para uma pessoa que já está preocupada com o que está acontecendo com seu(a) parceiro(a), ter que gastar mais tempo mantendo a casa ou cuidando dos filhos pode ser especialmente difícil.

É importante o casal ter em mente que a maioria das pessoas diagnosticadas com doenças mentais tende a melhorar com o passar do tempo, e que a atitude e o comportamento do parceiro pode dar uma contribuição importante para a recuperação. Isto ajuda a manter uma atitude positiva e de aceitação, mantendo expectativas realistas para o parceiro com uma doença mental grave. Participar de terapia familiar especializada em doenças mentais graves pode ser muito útil.

Encontrando Ajuda

A medida que você se ajusta ás emoções e ás tensões de amar alguém com uma doença mental grave, é importante identificar as fontes de apoio. Muitas vezes, alguns dos melhores suportes vêm de outras pessoas que estão passando pela mesma situação. Considere fazer parte de um grupo de apoio familiar para encontrar com outras pessoas que estão enfrentando desafios semelhantes. Para encontrar este tipo de grupo, solicite aos hospitais locais ou agências comunitárias relacionadas à doença metal (…). Participar em programas para a família, em que você participa de sessões de educação e tratamento com seu(a) amado(a), também pode ser benéfico. Programas dirigidos à família, muitos liderados por instrutores treinados que têm familiares com doença mental, podem ajudar as famílias a aprender a lidar com a situação. Além disso, pesquisas têm demonstrado que programas voltados para a família podem melhorar o bem-estar de muitas pessoas com doenças metais graves.

Quando você descobre que uma pessoa querida está doente, muitas vezes é difícil focar sua atenção em qualquer outra coisa. Mas é importante cuidar das suas próprias necessidades. Tente comer refeições saudáveis, faça algum exercício e durma o suficiente. Ter tempo para fazer atividades que você gosta irá te ajudar a manter seus níveis de estresse sob controle. Você terá maior capacidade para apoiar a pessoa que você ama se você tomar medidas para manter sua própria saúde física e mental².

Doenças mentais graves muitas vezes apresentam desafios logísticos, bem como desafios emocionais. Seu familiar pode não ser capaz de trabalhar, ao menos temporariamente. Você pode ter que ajudar seu(a) amado(a) a encontrar moradias acessíveis, transporte seguro para ir e voltar dos compromissos ou descobrir como pagar e pegar medicamentos. Pergunte aos médicos e profissionais de saúde que estão tratando do seu parente se eles conhecem algum serviço social disponível em sua comunidade que podem ajudar com este tipo de atividade do dia-a-dia. Quando for possível, peça ajuda a outros amigos e membros da família para te ajudar com suas responsabilidades. Você pode se surpreender como eles podem ficar felizes ao te dar uma mãozinha – se você permitir.

É normal que a dinâmica familiar mude quando um membro da família é diagnosticado com uma doença mental grave. Leva algum tempo para aceitar estas mudanças e estabelecer uma nova rotina. Vale a pena lembrar que pessoas com doenças mentais graves podem viver vidas ricas e satisfatórias – e você também pode.

familia feliz

Texto Original


¹É importante considerar que diversas “doenças mentais” são resultado da interação entre herança genética e interação desta herança com o ambiente.

²Se você está passando pela situação de ter alguém próximo diagnosticado com uma doença mental, pode ser útil procurar o apoio psicológico individualizado, um momento seu, em que você e o seu bem-estar serão o foco.


Para receber textos sobre psicologia e bem-estar, basta inserir seu e-mail no formulário abaixo e clicar no link que vou enviar para o seu e-mail para que você receba as novidades direto na sua caixa de entrada:

Se exercitar constrói os “músculos da mente”

Tempo de leitura – 1~3 minutos


Se exercitar faz nossos corpos mais fortes, mas pode fazer o mesmo por nossas “mentes”? Isso pode acontecer, de acordo com diversas linhas de pesquisa em animais e humanos.

Na pesquisa com ratos, há evidências de que os exercícios aumentam o fornecimento de sangue para o cérebro. Um grupo de rato teve acesso livre a uma “roda de corrida” e outro grupo correu em uma esteira por 1 hora/dia. Após 30 dias, ambos os grupos tiveram um melhor fornecimento de sangue para o cérebro. Um grupo de ratos sedentários não apresentou aumento.

Um aumento de fornecimento de sangue significa aumento de oferta de oxigênio e energia, o que equivale a um melhor desempenho.

No mesmo estudo, um grupo de ratos aprendeu a correr um percurso com obstáculos. Como esta era mais uma tarefa de aprendizagem do que física, estes ratos desenvolveram mais conexões entre os neurônios do cérebro.

brain-499311_1280

Ainda que este tipo de estudos esteja somente começando com humanos, a teoria é a de que como esportes combinam aprendizado e exercício, eles podem aumentar o fornecimento de sangue e melhorar as conexões cerebrais.

Algumas evidências em humanos sugerem que estar bem fisicamente ajuda a manter as habilidades cognitivas com o envelhecimento. Muitos estudos têm encontrado que os idosos fisicamente ativos têm um melhor desempenho em tarefas cognitivas como raciocínio, vocabulário, memória e tempo de reação do que os idosos sedentários. Alguns estudos têm encontrado resultados semelhantes entre jovens ativos fisicamente e sedentários, mas os resultados variam de estudo para estudo.

Os pesquisadores advertem que o exercício e o condicionamento têm um efeito limitado e que nós perdemos este efeito rapidamente quando paramos de nos exercitar.

Texto Original.


Para receber estes e outros textos, basta inserir seu e-mail no formulário abaixo e clicar no link que vou enviar para o seu e-mail para que você receba as novidades direto na sua caixa de entrada:

O que a Psicoterapia e os Juros Compostos têm em comum?

Tempo estimado de leitura: 4~7 minutos.


Que título esquisito, não é mesmo? Mas continue lendo que você vai entender. Hoje vou falar sobre o tempo de melhora e resultados a longo-prazo da psicoterapia.

Toda pessoa, ao procurar a terapia, gostaria de “ficar melhor” o mais rápido possível. Alguns clientes falam “Diego, será que vai demorar?”, “Diego, será que o meu caso tem jeito?”, “Diego, você acha que vou precisar de quantas sessões?”.

Como disse bem aqui, não temos como definir o número exato de sessões. Mas por qual motivo fazer terapia não significa ficar bem da noite para o dia? Por qual motivo você está comparando fazer terapia com esses tais juros compostos? Vamos entender algumas coisinhas simples.

 Histórico do Problema

Quase todos os problemas costumam ter um histórico que costuma ser longo. Normalmente anos de problemas que foram se acumulando até chegar ao estágio em que encontramos no consultório (erro comum que será abordado em outro texto).

Ao deixarmos “os problemas” se acumularem em um setor da nossa vida, podemos desenvolver problemas em outras áreas, ás vezes como reflexo da mesma falta de habilidade. Sabe aquela velha história de varrer a sujeira pra baixo do tapete? Você pode não ver, mas a sujeira vai continuar ali.

Quanto mais tempo adiamos, mais tempo podemos levar para resolver o problema. Esse tempo pode não ser diretamente proporcional, mas provavelmente vai ser maior conforme você adia a resolução.

Soluções Mágicas

Agora pergunte-se: será que podemos resolver um problema que já dura há anos com soluções mágicas? Pergunto isso porque o mercado oferece várias soluções mágicas! Simpatias, cursos milagrosos, caminhadas sobre as brasas, palestras motivacionais e…. Você experimenta uma ou outra coisa e depois de um tempo tudo volta a ser como era antes.

pe na brasa

Da mesma forma que muitas pessoas buscam melhorar sua vida financeira jogando na “Mega Sena” ou comprando bilhetes premiados, elas também buscam resolver seus problemas e conflitos psicológicos da forma mais rápida e milagrosa possível.

E da mesma forma que algumas pessoas conseguem tirar a sorte grande e ganhar na “Mega Sena” ou comprar um bilhete premiado, ouvimos histórias de pessoas que conseguiram melhorar sua situação com algumas destas soluções mágicas, mas o problema é… A maioria não consegue.

Resolver problemas ligados a nossa “vida psicológica” requer investimento, mas não apenas um investimento pontual. O melhor modo para se desenvolver como pessoa de modo a resolver melhor as situações da sua vida é investir em você de forma contínua, por um período de tempo constante e não apenas em apostas esporádicas. E é aí que entram os juros compostos.

 Juros Compostos

Juros compostos são aqueles juros que utilizamos em diversas operações do nosso dia-a-dia. Um exemplo é o investimento na caderneta de poupança: você investe R$1.000,00 hoje e daqui a um mês seu dinheiro vai render, por exemplo, R$4,50. Um rendimento inicial pequeno, correto?

No mês seguinte, estes R$.1004,50 vão render mais um pouquinho… Algo como R$4,52, totalizando R$1.009,02 e por aí vai. Uma hora ou outra sobra mais um dinheirinho e você o investe na poupança, tendo mais dinheiro para render. Note que os ganhos anteriores se acumulam e isto aumenta os ganhos futuros.

É um investimento mais demorado, você não vai ficar rico da noite para o dia, mas ter um aumento dos seus rendimentos de forma progressiva; e quanto mais você investe, melhor o resultado. Pode resultar em uma curva mais ou menos como essa daqui:

juros-compostos1

Mas note que depois de um tempo seus ganhos vão aumentando cada vez mais (a curva se inclina cada vez mais). São ganhos que demoram um pouco mais, mas que vêm de forma consistente.

 Psicoterapia como Juros Compostos

A psicoterapia atua de forma semelhante aos juros compostos, pois seus ganhos também são cumulativos e maiores com o passar do tempo. O foco inicial da terapia é fazer com que você comece a se conhecer e isso, por si só, pode não parecer um grande ganho.

Mas esta é a parte que vai preparar a base dos seus “ganhos maiores” lá na frente, ou seja, a mudança que você tanto almeja com o aumento do seu bem-estar.

Acontece que assim como na vida financeira não basta investir uma pequena quantia e ter resultados grandiosos. Na sua “vida psicológica” também fica difícil se você não investir de forma constante. Conforme você vai se conhecendo, tentando mudar pequenas coisas, analisando os ganhos que obteve e etc., seus ganhos vão se acumulando.

Quando eu digo “se acumulando” é porque com o passar do tempo você vai desenvolvendo novas habilidades em uma área da vida que podem te ajudar em outra área. Você aprende como lidar com discussões no seu relacionamento amoroso e pode perceber que esta habilidade pode ser útil no trabalho ou com a sua família, por exemplo.

 Conclusão

Fazer psicoterapia é uma das formas que você tem para investir no que existe de mais importante: você. Seus maiores ganhos podem não ser imediatos, mas costumam crescer de forma progressiva e sólida.

Tal como nos juros compostos da poupança, seus ganhos tendem a se acumular ao longo do tempo, gerando mais e mais ganhos. Assim como no mundo real, o psicólogo não pode garantir seus ganhos, mas pode se assegurar em utilizar técnicas e ferramentas que têm dado resultados consistentes para diversas pessoas ao longo do tempo, aumentando as chances do seu sucesso.

Sendo assim, aposte no seu bem-estar e invista mais em você. Lembre-se que resultados grandiosos são consequência de investimentos pequenos e contínuos.

 Abraço e até a próxima!


Para receber estes e outros textos, basta inserir seu e-mail no formulário abaixo e clicar no link que vou enviar para o seu e-mail para que você receba as novidades direto na sua caixa de entrada:

O Caminho para a Resiliência

Introdução

Como as pessoas lidam com os eventos difíceis que mudam suas vidas? A morte de alguém que amamos, a perda de um trabalho, uma doença grave, ataques terroristas e outros eventos traumáticos: são todos exemplos de experiências de vida desafiadoras. Muitas pessoas reagem a tais circunstâncias com uma enxurrada de emoções e o senso de incerteza.

No entanto, as pessoas geralmente se adaptam bem com o passar do tempo e com as situações e condições estressantes que modificam a vida. O que lhes permite lidar dessa maneira? Trata-se da resiliência, um processo contínuo que requer tempo e esforço e requer que as pessoas tomem uma série de medidas.

Este folheto destina-se a ajudar os leitores a tomar seu próprio caminho para a resiliência. As informações a seguir descrevem a resiliência e alguns fatores que afetam como as pessoas lidam com as dificuldades. Grande parte do folheto centra-se no desenvolvimento e uso de uma estratégia pessoal para aumentar a resiliência.

 O que é resiliência?

Resiliência é o processo de se adaptar bem diante da adversidade, trauma, tragédia, ameaças ou fontes significativas de estresse – como problemas familiares e de relacionamento, problemas graves de saúde ou estressores financeiros e do ambiente de trabalho.

Pesquisas têm demonstrado que a resiliência é comum, não é algo extraordinário. As pessoas comumente demonstram resiliência. Um exemplo é a resposta de diversos americanos aos ataques terroristas de 11 de Setembro e os esforços individuais para reconstruir suas vidas.

Ser resiliente não significa que a pessoa não vivencia dificuldades ou angústia. A dor emocional e a tristeza são comuns em pessoas que sofreram grandes adversidades ou traumas em suas vidas. Na verdade, o caminho para a resiliência provavelmente envolverá um sofrimento emocional considerável.

inseguranca

Resiliência não é um traço que as pessoas têm ou não. Trata-se de comportamentos, pensamentos e ações que podem ser aprendidas e desenvolvidas por qualquer pessoa.

Fatores de Resiliência

Uma combinação de fatores contribuem para a resiliência. Muitos estudos demonstram que o fator primário em resiliência é ter relacionamentos que cuidam e apoiam, dentro e fora da família. Relacionamentos que criam amor e confiança fornecem modelos e oferecem encorajamento e confiança, ajudando a reforçar a resiliência da pessoa.

hands-437968_1280

Vários fatores adicionais estão associados com a resiliência, incluindo:

  • A capacidade de fazer planos realistas e mover-se em busca de sua realização.
  • Uma visão positiva de você mesmo e confiança em suas forças e habilidades.
  • Habilidades de comunicação e resolução de problemas.
  • A capacidade de gerenciar sentimentos e impulsos fortes.

Todos estes são fatores que as pessoas podem desenvolver em si mesmas.

 Estratégias para Construir Resiliência

Desenvolver resiliência é uma jornada pessoal. As pessoas não reagem da mesma forma a eventos traumáticos e estressantes. Uma abordagem para construir resiliência em uma pessoa pode não funcionar com outra pessoa. As pessoas usam várias estratégias.

Algumas variações podem refletir diferenças culturais. A cultura de uma pessoa pode ter impacto em como ele ou ela comunica sentimentos e lida com a adversidade – por exemplo, “se” e “como” uma pessoa se conecta com pessoas significativas para ela, incluindo a sua família mais ampla e os recursos da comunidade. Com o crescimento da diversidade cultural, o público tem amplo acesso a um diferente número de abordagens para construir resiliência.

Algumas ou várias maneiras de construir resiliência, relatadas a seguir, podem ser apropriadas ao considerar o desenvolvimento da sua estratégia pessoal.

10 Formas de Construir Resiliência

Crie Conexões. Bons relacionamentos com membros da família mais próximos, amigos e outros são importantes. Aceitar ajuda e apoio daqueles que se preocupam com você e te escutam, fortalece a sua resiliência. Algumas pessoas acham que ser uma pessoa ativa em grupos cívicos, organizações religiosas ou outros grupos locais fornece apoio social e podem ajudar com a recuperação da esperança. Ajudar outras pessoas em seus momentos de necessidade também pode beneficiar aquele que ajuda.

Evite ver as crises como problemas insuperáveis. Você não pode evitar que eventos altamente estressantes ocorram, mas você pode mudar como você interpreta e responde a estes eventos. Tente olhar além do presente e em como as circunstâncias futuras podem ser um pouco melhor. Observe todas as maneiras sutis em que você já pode estar, de alguma maneira, se sentindo melhor ao lidar com situações difíceis.

obstaculo

Aceite que a mudança é uma parte da vida. Alguns objetivos podem não ser atingidos como resultado de situações adversas. Aceitar circunstâncias que não podem ser modificadas pode te ajudar a focar em circunstâncias que você pode alterar.

Caminhe em direção aos seus objetivos. Desenvolva metas realísticas. Faça alguma coisa regularmente – ainda que isto pareça uma pequena realização – que lhe permita mover-se em direção aos seus objetivos. Ao invés de se concentrar em tarefas que parecem inatingíveis, pergunte a você mesmo, “Que coisa eu sei que eu posso realizar hoje que me ajuda a caminhar na direção que eu quero ir?”.

Tome ações decisivas. Aja o máximo que puder nas situações adversas. Tome ações decisivas, ao invés de se afastar completamente dos problemas e “estresses”, desejando que eles vão embora.

Procure oportunidades de autoconhecimento. As pessoas normalmente aprendem alguma coisa sobre elas mesmas e podem ver que cresceram de alguma forma como resultado da sua luta com a perda. Muitas pessoas que vivenciaram tragédias e dificuldades relatam relacionamentos melhores, maior sensação de força até mesmo quando sentem-se vulneráveis, maior senso de autoestima, uma espiritualidade mais desenvolvida e um elevado apreço pela vida.

Cultive uma visão positiva de você mesmo. Desenvolver confiança em sua habilidade para resolver problemas e confiar em seus instintos ajuda a construir resiliência.

Mantenha as coisas em perspectiva. Mesmo quando encarar eventos dolorosos, tente considerar a situação estressante em um contexto mais amplo e mantenha a perspectiva de longo-prazo. Evite inflar o evento de forma desproporcional.

Mantenha uma perspectiva esperançosa. Uma visão otimista permite que você espere que coisas boas aconteçam em sua vida. Tente visualizar o que você quer, ao invés de se preocupar com o que você teme.

Cuide-se. Preste atenção em suas próprias necessidades e sentimentos. Envolva-se em atividades que você gosta e considera relaxante. Exercite-se regularmente. Cuidar de si mesmo ajuda a manter corpo e mente preparados para lidar com situações que exijam resiliência.

Outras formas de fortalecer a resiliência podem ser úteis. Por exemplo, algumas pessoas escrevem sobre seus sentimentos e pensamentos mais profundos relacionados ao trauma ou outros eventos estressantes em sua vida. Meditação e práticas espirituais ajudam algumas pessoas a construir conexões e a restaurar a esperança.

O segredo é identificar formas que possam funcionar para você como parte da sua estratégia pessoal para promover a resiliência.

Algumas Perguntas a se fazer

Concentra-se em experiências passadas e em fontes da sua força pessoal pode te ajudar a aprender quais estratégias para construir resiliência podem funcionar para você. Ao explorar as respostas para as perguntas a seguir sobre você e suas reações a eventos desafiadores na sua vida, você pode descobrir como você pode responder de maneira efetiva às situações difíceis em sua vida.

Considere o seguinte:

  • Que tipos de eventos têm sido os mais estressantes para mim?
  • Como estes eventos tipicamente me afetam?
  • Eu achei útil pensar em pessoas importantes na minha vida quando eu estava angustiado?
  • Para quem eu pedi apoio quando estava passando por uma experiência estressante?
  • O que eu aprendi sobre mim mesmo e minhas interações com os outros durante tempos difíceis?
  • Foi útil para mim ajudar alguém que estava passando por uma situação semelhante?
  • Tenho sido capaz de superar os obstáculos, e se sim, como?
  • O que tem ajudado a fazer com que eu me sinta mais esperançoso sobre o futuro?

Continue Flexível

Resiliência envolve a manutenção de flexibilidade e equilíbrio em sua vida enquanto você lida com circunstâncias estressantes e eventos traumáticos. Isto acontece de várias maneiras, incluindo:

  • Se permitir emoções fortes e se dar conta de quando você pode evitar viver estas emoções, com o objetivo de manter-se funcionando.
  • Avançar e tomar ações para lidar com seus problemas e atender às demandas do cotidiano, e também “recuar” para descansar e se reenergizar.
  • Passar um tempo om aqueles que você ama para obter apoio e “coragem”, mas também para se cuidar.
  • Confiar nos outros e também em você mesmo.

Locais para buscar Ajuda

Buscar ajuda quando você precisa é essencial na construção da resiliência. Além de cuidar dos membros da família e amigos, as pessoas costumam achar útil recorrer a:

  • Grupos de apoio e autoajuda: estes grupos comunitários podem ajudar as pessoas que estão lutando contra momentos difíceis como a morte de alguém que amamos. Ao compartilhar informações, ideias e emoções, os participantes do grupo podem ajudar uns aos outros e encontrar conforto ao saber que não estão sozinhos enquanto passam por dificuldades.
  • Livros e outras publicações de pessoas que foram bem-sucedidas ao gerenciar situações adversas como sobreviver ao câncer. Estas estórias podem motivar os leitores a encontrarem estratégias que podem funcionar para eles.
  • Recursos Online. A informação na internet pode ser uma fonte de ideias úteis, embora a qualidade das informações varie de acordo com as fontes. Para muitas pessoas, usar seus próprios recursos e os tipos de ajuda listados acima podem ser suficientes para a construção de resiliência. Às vezes, no entanto, um indivíduo pode se sentir travado ou ter dificuldades para fazer progressos na estrada para a resiliência.
  • Um profissional da saúde, como um psicólogo, pode ajudar as pessoas no desenvolvimento da estratégia apropriada para seguir em frente. É importante procurar ajuda profissional se você sente que não consegue funcionar ou realizar atividades cotidianas como resultado de um evento traumático ou estressante. As pessoas são diferentes e tendem a se sentir confortáveis com diferentes estilos de interação. A pessoa deve se sentir confortável e ter um bom relacionamento com o profissional de saúde ou ao participar de grupos de apoio.

Continuando sua jornada

Para ajudar a resumir alguns dos principais pontos deste folheto, pense na resiliência como algo semelhante a descer um rio de raft. Em um rio, você pode entrar corredeiras, voltas, água lenta e locais rasos. Como na vida, as mudanças que você vivencia te afetam de forma diferente ao longo do caminho.

Ao viajar em um rio, é útil ter conhecimento sobre isso e experiência ao lidar com isto. Sua jornada deve ser guiada por um plano, uma estratégia que você considera que seja provável de funcionar com você.

Perseverança e confiança em sua habilidade de construir seu caminho em torno de pedras e outros obstáculos são importantes. Você pode ganhar coragem e perspicácia ao navegar seu caminho através de rios turbulentos. Companheiros de confiança que o acompanham na jornada podem ser especialmente úteis ao lidar com as corredeiras, ir contra a corrente e outras dificuldades que apareçam no percurso do rio.

Você pode sair para descansar ao longo do rio, mas para chegar ao fim da jornada você precisa voltar para sua embarcação e continuar.

 Texto Original.

Para receber estes e outros textos, basta inserir seu e-mail no formulário abaixo e clicar no link que vou enviar para o seu e-mail para que você receba as novidades direto na sua caixa de entrada:

Como o Exercício Pode Proteger Contra a Depressão

Se exercitar pode ajudar a proteger a mente contra a depressão através de efeitos até então desconhecidos, de acordo com um novo estudo envolvendo camundongos. As descobertas podem ter amplas implicações para qualquer um cujos níveis de estresse ameaçam tornar-se emocionalmente avassaladores.

Há tempos especialistas em saúde mental têm consciência de que até mesmo um nível de estresse leve e repetido pode contribuir para o desenvolvimento da depressão e outros transtornos de humor em animais e pessoas.

stress-391660_1280

Os cientistas também sabem que os exercícios parecem amenizar a depressão. Se exercitar, de alguma forma, torna pessoas e animais emocionalmente resilientes, como os estudos demonstraram.

Mas como o exercício, uma atividade física, pode diminuir o risco de depressão, um estado de humor, tem sido um mistério.

Assim, no novo estudo, que foi publicado na última semana na Cell, pesquisadores do Instituto Karolinska em Estocolmo, “mergulharam” nos cérebros e comportamentos dos ratos.

As emoções dos camundongos são, obviamente, opacas para nós. Nós não podemos perguntar para camundongos se eles estão se sentindo alegres ou cheios de angústia. Ao invés disso, pesquisadores têm delineado certos comportamentos que indicam depressão em camundongos. Se os animais perdem peso, param de procurar uma solução açucarada quando esta está disponível – porque, presumivelmente, eles já não sentem níveis normais de prazer – ou desistem de tentar escapar de um labirinto de água gelada e apenas ficam parados no mesmo lugar, eles são categorizados como deprimidos.

E no novo experimento, após 5 semanas de níveis frequentes de estresse baixo e intermitente, como ser contido ou levar um leve choque, os camundongos exibiram estes comportamentos. Eles se tornaram depressivos.

Os cientistas poderiam, depois, testar se os exercícios atenuariam o risco de desenvolvimento de depressão após os camundongos que se exercitaram passarem por situações estressantes. Mas, francamente, eles sabiam que isto iria acontecer a partir de pesquisas anteriores.

Então eles estudaram os camundongos na situação de pré-exercício.

Estudos anteriores, destes e de outros cientistas, têm mostrado que exercícios aeróbicos, tanto em camundongos quanto em pessoas, aumentam a produção dentro dos músculos de uma enzima chamada PGC-1alpha. Em particular, exercícios aumentam os níveis de um subtipo de enzima específica conhecida como PGC-1alpha1. Os cientistas de Karolinska suspeitaram que esta enzima, de alguma forma, criava condições dentro do corpo que protegeria o cérebro contra a depressão.

barbell-375482_1280

Mas para determinar se esta teoria estava correta, eles tiveram que isolar a PGC-1alpha1 de todas as outras substâncias bombeadas para fora do músculo durante e após os exercícios. Assim, eles criaram camundongos que, mesmo sem se exercitarem, estavam com altos níveis de PGC-1alpha1. Seus músculos produziam muito dessa enzima, ainda que eles estivessem descansando.

Os cientistas, então, expuseram estes animais a 5 semanas de estresse leve. Os camundongos responderam com leves sintomas de preocupação. Eles perderam peso. Mas eles não desenvolveram totalmente a depressão. Eles continuaram a procurar açúcar e a lutar para sair do labirinto de água gelada. Seus altos níveis de PGC-1alpha1 parecem ter feito com que eles ficassem resistentes a depressão.

Mas os cientistas sabiam que a PGC-1alpha1 muito provavelmente não estaria protegendo o cérebro dos animais diretamente. Ela não funciona dessa forma, agindo diretamente nas células. Pelo contrário, é conhecida como uma promotora, provocando a atividade nos genes, que por sua vez expressam proteínas que afetam vários processos fisiológicos em todo o corpo.

Assim, os cientistas analisaram quais processos estavam sendo notavelmente intensificados nos camundongos ricos em PGC-1alpha1. Eles encontraram um em particular, envolvendo uma substância chamada quinurenina que se acumula em humanos e animais após o estresse. A quinurenina pode passar pela barreira hematoencefálica e, em estudos com animais, demonstrou causar inflamações danosas ao cérebro, que, pensa-se, levaria a depressão.

Mas em camundongos com altos níveis de PGC-1alpha1, a quinurenina produzida pelo estresse foi atacada quase que imediatamente por outra proteína que foi expressa em resposta aos sinais da PGC-1alpha1. Esta proteína mudou a quinurenina, quebrando-a em partes menores que, interessantemente, não poderiam passar a barreira hematoencefálica. Com efeito, o PGC-1alpha1 extra chamou guardas para desarmarem as ameaças para o cérebro e o humor do animal provenientes do estresse frequente.

Por fim, para garantir que estes resultados eram relevantes para as pessoas, os pesquisadores pegaram um grupo de adultos voluntários que completaram três semanas de treinamento frequente de endurance, que consistiam de 40 a 50 minutos de caminhada ou bicicleta. Os cientistas conduziram biópsias musculares antes e depois do programa de treinamento e encontraram, ao final das 3 semanas, substancialmente mais PGC-1alpha1 e a substância que quebra a quinurenina nas células musculares dos voluntários do que no início do estudo.

A conclusão destes resultados, em termos mais simples, é que “você reduz o risco de ter depressão quando se exercita“, diz Maria Lindskog, uma pesquisadora do departamento de neurociência no Instituto Karolinska e co-autora do estudo.

Se os mesmos processos bioquímicos combatem igualmente a depressão que já existe é menos certo, afirma Jorge Ruas, pesquisador principal no Karolinska Institute e autor principal do estudo. Mas ele está esperançoso. “Nós achamos que este mecanismo seria eficiente se for ativado depois do início da depressão”, ele afirma. Ele e seus colegas esperam testar a possibilidade em camundongos brevemente.

Entretanto, se o trabalho e outras pressões aumentarem, pode ser uma boa ideia sair para uma caminhada. Isto pode manter sua quinurenina em dia.

Matéria Original aqui | Imagens |

Gostou? Então basta inserir seu e-mail no formulário abaixo e clicar no link que vou enviar para o seu e-mail para que você receba as novidades direto na sua caixa de entrada:

Cometer bullying contra pessoas obesas as motiva a emagrecer?

Se, de alguma forma, você acha que envergonhar as pessoas obesas ou com sobrepeso as ajuda a perder peso, aqui está: Não ajuda.

Um novo estudo da University College London avaliou a seguinte questão: Será que as pessoas que passam por discriminação ou interações negativas por causa do seu peso realmente sentem-se encorajados a perder os quilos extras?

De acordo com os resultados a resposta é não.

As pessoas que relatam discriminação no dia-a-dia não só não perdem peso, na verdade elas ganham peso.

fat shaming

“Nossos resultados demonstram que a discriminação por causa do peso não encoraja a perda de peso e sugere que pode até mesmo exacerbar o ganho de peso“, disse a líder do estudo, Sarah Jackson. “Estudos anteriores identificaram que pessoas que sofriam discriminação relatavam o comportamento de comer para se confortar. As respostas de estresse a discriminação pode aumentar o apetite, particularmente para comidas que não são saudáveis e altamente calóricas”.

Jackson, uma pesquisadora do departamento de epidemiologia e saúde pública da University College London, acrescentou: “A discriminação devido ao peso também tem sido associada a fazer com que as pessoas sintam-se menos confiante para fazer atividade física, então elas tendem a evitá-la”.

O estudo, publicado na revista “Obesity”, usou dados do Estudo Inglês Longitudinal de Envelhecimento para observar um grupo de 2.944 adultos britânicos com idade acima de 50 anos. 5% dos sujeitos estudados relataram experiências negativas devido ao seu peso, incluindo assédio, serviços ruins em lojas ou restaurantes, provocações e maus tratos de médicos ou hospitais.

As pessoas que relataram discriminação cotidiana devido ao seu peso ganharam cerca de 0.95 kg em média, e pessoas que não relataram perderam cerca de 0.71 kg em média, de acordo com o estudo.

 Os resultados não foram baseados em uma pesquisa experimental, então não se pode concluir se a preconceito com obesos realmente causam o ganho de peso. Mas sugere que o mau-trato casual ou ostensivo de pessoas obesas ou com sobrepeso é difícil de ser justificado, em se tratando de profissionais da saúde ou valentões da Internet.

|Reportagem original| Imagem original|


E não se esqueça de se inscrever para receber estas e outras notícias diretamente em seu e-mail: