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Curso “Terapia Comportamental Dialética (DBT): Teoria e Prática”

Você já ouviu falar na Terapia Comportamental Dialética?

É uma terapia criada pela sensacional Marsha Linehan ainda na década de 80. Foi criada para lidar com pacientes que sofriam demais, resistentes à terapia individual tradicional, com alto risco de suicídio e geralmente satisfazendo os critérios para o Transtorno de Personalidade Borderline.

Desde a sua criação vários profissionais ao redor do mundo têm buscado ampliar sua aplicação para transtornos de difícil manejo clínico, sempre em busca de evidências da sua efetividade. Hoje em dia ela tem sido aplicada no campo dos transtornos alimentares, risco de suicídio, dependência química… Você pode conferir os estudos atualizados nessa página aqui: https://behavioraltech.org/research/

No Brasil ela tem crescido a cada dia que passa e vários cursos são encontrados em outros estados, mas por aqui tivemos apenas um de Introdução à DBT (realizado por mim) que foi apenas um “aperitivo” de tudo que a DBT pode nos oferecer. Se você quiser conhecer um pouco mais da DBT tem um arquivo de textos nesse link aqui: https://www.comportese.com/topico/dbt/

Pensando nisso, estou trazendo o curso “Terapia Comportamental Dialética (DBT): Teoria e Prática” aqui para o estado. Esse curso é dado por nada mais, nada menos que Jan Luiz Leonardi e Dan Josua! 2 profissionais de excelência que têm um curso completão que tem sido MUITO ELOGIADO ao redor do Brasil.

O curso tem uma carga horária de 32 horas (são 4 dias seguidos de muito aprendizado) em que vamos aprender teoria e prática da DBT. Vejam os tópicos que serão abordados:

  • Pressupostos Filosóficos da DBT.
  • Modelo Biossocial.
  • Estágios do Tratamento.
  • Formulação de Caso.
  • Paradigmas da DBT: Aceitação, Mudança e Dialética.
  • Estratégias de Validação.
  • Estratégias de Exposição.
  • Estratégias de Modificação Cognitiva/Manejo de Contingências.
  • Manejo de Crise.
  • Treino de Habilidades: Mindfulness, Tolerância ao Mal-Estar, Efetividade Interpessoal, Regulação Emocional.

Querem saber mais sobre os professores? Conto pra vocês:

Jan Luiz Leonardi possui graduação em Psicologia pela PUC-SP, especialização em Terapia Analítico-Comportamental pelo Núcleo Paradigma, formação em Terapia Comportamental Dialética (DBT) pelo Behavioral Tech / The Linehan Institute, mestrado em Análise do Comportamento pela PUC-SP e doutorado em Psicologia Clínica pela USP. Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC) na gestão 2015-2016 e idealizador do Curso de Verão em Análise do Comportamento da PUC-SP. Atua como coordenador acadêmico, professor, orientador e pesquisador no Paradigma – Centro de Ciências e Tecnologia do Comportamento e como terapeuta no InPBE – Instituto de Psicologia Baseada em Evidências. Contato: [email protected]

 

Dan Josua possui graduação em Psicologia pela PUC-SP, especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, formação em Terapia Comportamental Dialética pelo Behavioral Tech / The Linehan Institute e mestrado em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Atua como professor no Paradigma – Centro de Ciências e Tecnologia do Comportamento e como terapeuta no InPBE – Instituto de Psicologia Baseada em Evidências. Contato: [email protected] 

[LOCAL]

Espaço Vitória: Av. Leitão da Silva, 2159 – Itararé, Vitória – ES, 29047-565.

[DATA E HORÁRIO]

O curso ocorrerá nos dias 5, 6, 7 e 8 de Abril (sexta – segunda). 8:30 às 18:00, com intervalo de 15 minutos na parte da manhã e na parte da tarde, e intervalo de 1:30 h para almoço.

[VALORES]

Inscrição Individual:

R$1.200,00 até 31/12/2018 (dividido em até 4 vezes ou à vista: R$1.000,00)

R$1.400,00 até 31/01/2019 (dividido em até 3 vezes ou à vista: R$1.200,00)

R$1.600,00 até 28/02/2019 (dividido em até 2 vezes ou à vista: R$1.400,00)

R$1.700,00 após 28/02/2019

Link de Inscrição: https://goo.gl/forms/xfuO6b3QdKsvdPHE3

 

*Política de Descontos*

Inscrição em Grupo (mínimo de 5 alunos):

R$1.000,00 por aluno até 31/12/2018 (valor dividido em até 4 vezes).

R$1.200,00 por aluno até 31/01/2019 (valor dividido em até 3 vezes).

R$1.400,00 por aluno até 28/02/2019 (valor dividido em até 2 vezes).

R$1.600,00 por aluno  após 28/02/2019 – enquanto houver vaga.

Para inscrever um grupo envie e-mail para [email protected] para receber as instruções.

Valores para ex-alunos de cursos promovidos por “Diego Souza – Psicoterapia”.

R$1.000,00 até 31/12/2018 (valor dividido em até 4 vezes).

R$1.200,00 até 31/01/2019 (valor dividido em até 3 vezes).

R$1.400,00 até 28/02/2019 (valor dividido em até 2 vezes).

R$1.600,00 após 28/02/2019 – enquanto houver vaga

Link de Inscrição: https://goo.gl/forms/xfuO6b3QdKsvdPHE3

Obs.: os descontos não são cumulativos.

Espero que você não fique de fora e venha junto comigo na capacitação dos psicólogos capixabas em busca da promoção de vidas que valem a pena ser vividas! As pessoas que sofrem em nosso estado merecem profissionais cada vez mais capacitados!

Qualquer dúvida, entre em contato!

 

 

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Intercâmbio em Psicoterapias! Vamos conversar?

Durante todo tempo de graduação ouvimos que as abordagens da Psicologia precisam conversar, mas…. Conforme o tempo passa parece que maior é o distanciamento entre as abordagens e seus profissionais.

Pois bem, chegou a hora da Psicologia capixaba conversar! Chegou a hora da área da saúde mental do Espírito Santo dialogar (ai, meu Deus! Um psicólogo comportamental falou saúde mental! Se é pra conversar, vai ter mental sim! Sem faniquito!)!

Um espaço em que diferentes profissionais, com diferentes abordagens terapêuticas mostrarão como enxergam diversos problemas e transtornos psicológicos e como isso vem sendo tratado em suas práticas!

Já imaginou? Psicólogas(os) comportamentais/behavioristas, psicanalistas, gestaltistas, humanistas, mais não sei o quê istas, psiquiatras e tudo o mais  dialogando sobre suas formas de atuação? Um intercâmbio de psicoterapias!

Ah sim! Como o objetivo é diálogo, esse diálogo terá 2 regras básicas:

  1. Os profissionais se esforçarão ao máximo para usar a linguagem mais genérica possível! Nada de jargões que mais distanciam do que aproximam. Para termos diálogo, precisamos ter uma língua em comum, certo?
  2. Cada profissional deverá identificar, pelo menos, um ponto positivo na abordagem terapêutica do outro. Enquanto o outro estiver falando, nada de ficar pensando “Ai, que nada a ver! Nossa, que absurdo! Que simplista! Que viagem!”. Não falamos que todas as abordagens tem seu lado positivo? Chegou a hora de mostrar que isso é verdade!

O espaço não é para provar quem sabe mais ou dá mais resultado (talvez você até já esteja pensando que lógico que é a SUA ABORDAGEM)! É um espaço para trocas! Um baita desafio, certo?

Mas é um desafio que eu tomei pra mim e sei que tantos outros profissionais e estudantes também tomarão para si! Tá interessada(o)? Então vem comigo!

Para receber as informações com dia, horário e palestrantes confirmados é só inserir seu e-mail e se inscrever no link abaixo que eu te enviarei um e-mail assim que todos estiverem confirmados!



Qual o Seu Estilo de Comunicação?

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Você sabe como você costuma se comunicar com as pessoas? Ou conhece o estilo de comunicação das pessoas ao seu redor? Pois saiba que isso pode ser muito importante para que você consiga ter relacionamentos amorosos, familiares e sociais mais felizes.

Nessa postagem de hoje vou utilizar os 4 estilos encontrados no livro “DBT MADE SIMPLE”:

  • Passivo.
  • Agressivo.
  • Passivo-agressivo.
  • Assertivo.

Sugiro que você faça o seguinte: clique nesse link aqui e baixe o “Quiz de Estilo de Comunicação“¹ e responda da forma mais sincera possível! Ele serve como uma forma de deixar mais claro para você como você costuma se comunicar.

Com as respostas em mãos, dê o play e entenda um pouco mais sobre Estilos de Comunicação.

¹Este quiz não busca dar uma resposta absoluta sobre o seu estilo de comunicação. Ele busca identificar as características que mais se sobressaem quando você está se comunicando.

Tá esperando o quê?

Hoje eu quero falar com você que tem alguns sonhos, vontades, desejos e tudo o mais. Você que tem tudo isso e por algum motivo não começou. Talvez sua história seja parecida com as histórias abaixo:

X é porteiro de um prédio e tinha uma habilidade em fazer luminárias em pvc, mas deixou isso pra lá. A situação começou a apertar e ele resolveu fazer um pra vender para um amigo. O amigo gostou e outras pessoas começaram a pedir mais. Agora ele está com vários pedidos a caminho

Y é psicóloga e há algum tempo está sentindo-se insatisfeita e a grana também está apertando. Resolveu voltar a fazer algo que gostava e passar a atender nos horários que antes eram livres

Z trabalha em um escritório de contabilidade e sempre adorou cozinhar. A grana apertou e mesmo sem tempo ele resolveu tentar cozinhar para fora.

W foi demitido. Resolveu comprar uma barraquinha com o pouco dinheiro que restou para vender os doces que sua esposa faz e todos adoram“.

 limite-esperando

Essas são histórias típicas da realidade brasileira atual. Com a inflação alta e a taxa de desemprego aumentando essas histórias tendem a se tornar cada vez mais comuns. São pessoas comuns, com histórias comuns e que de uma hora pra outra resolveram fazer algo que gostam ou que nem gostavam tanto, mas têm habilidade para fazer e gostariam de ter feito antes.

Mas a pergunta que eu gostaria de fazer para você é a seguinte: por quais motivos essas pessoas esperaram tanto tempo para fazer isso?

Tempo? Dinheiro? Já pensou como essa espera é a maior armadilha que você pode criar? Se você está em um emprego formal, carteira assinada e tudo bonitinho, provavelmente trabalhará cerca de 40 horas. Vai ter uma graninha sobrando (ou não) e terá pouco tempo sobrando. Mas a outra alternativa para ter muito tempo pode não ser tão agradável para muitas pessoas: fique desempregado.

Isso mesmo: desempregado. Fique desempregado que rapidinho você terá muito tempo sobrando, mas pode ser que não tenha quase nenhum dinheiro para receber e muito menos para sobrar.

Note que as pessoas que eu citei ali em cima (casos reais e fictícios) não tinham iniciado nada disso antes que as coisas “apertassem”. Elas estavam esperando o momento certo, aquele momento em que o vento sopra a noroeste, a temperatura está em 24°, a umidade relativa do ar em…. Ok, você entendeu?

Essa hora nunca vai chegar. Isso mesmo: nunca. Você nunca terá todas as condições perfeitas para iniciar um projeto. E ainda que tenha isso não é garantia de sucesso. Ter as garantias de início pode não ser (e muitas vezes não é) garantia de sucesso. Simplesmente porque é uma característica incrível da vida: ela muda. Sempre. E a condição favorável de hoje pode mudar amanhã. Seu papel não é esperar a condição, mas criá-la.

E é por isso que a minha pergunta pra você é simples: tá esperando o quê? Tá esperando o quê pra começar a cuidar da sua saúde? O próximo pico de pressão alta? Tá esperando o quê pra marcar aquele pulo de asa delta que você sempre sonhou? Ter tempo ou organizar sua agenda? Tá esperando o quê para enviar o currículo para aquela empresa que você sempre sonhou trabalhar? Ser demitido? Tá esperando o quê para procurar ajuda e mudar aqueles comportamentos que fazem as pessoas a sua volta sofrerem? Perder estas pessoas? Tá esperando o quê para iniciar aquele projeto que faria você uma pessoa muito feliz pelo simples fato de ter tentado? Entrar no desespero?

Gostaria que você fizesse o seguinte exercício: imagine que você morreu hoje. Isso mesmo, hoje. Um mau súbito. Ninguém esperava. Daqui a pouco várias pessoas estarão no seu funeral, elas estarão lá para se despedir de você. Todas estarão falando sobre a sua vida, sobre a imagem que você deixou para elas. O que será que elas estarão falando sobre você? Será que é a imagem que você gostaria de ter deixado? O que você gostaria que elas falassem de você?

Você acredita que as pessoas falarão aquilo que você gostaria de ouvir? Que bom! Continue assim! Continue fazendo aquilo que está fazendo! Ou você acredita que as pessoas falarão algo totalmente diferente do que você gostaria? Calma. Não entre em desespero. Se você acredita que elas não falarão isso, pense o que você pode fazer para ir atrás daquela imagem que você gostaria? Ela não é construída da noite para o dia, o seu “eu” melhor não vai surgir de hoje para amanhã. Ele será construído!

E não adianta esperar para construir amanhã, na semana que vem, depois do feriado… Não. Comece hoje, naquele horário vago que você utiliza para olhar redes sociais, compartilhar vídeos no WhatsApp, ler notícias que não trazem nada de relevante para sua vida. Hoje.

Hoje é segunda e seu tempo e dinheiro estão aí. É com essa realidade que você vai ter que lidar. Então, meu amigo e minha amiga: tá esperando o quê?

Psicoterapia e Religião: um conflito necessário?

Durante o dia-a-dia costumo ver que muitas pessoas entendem a psicoterapia como sendo perigosa e até mesmo contrária a vida religiosa. Algumas pessoas consideram que ao recorrer ao psicólogo estão sendo fracas e não lidando da forma correta com o sofrimento. Mas será que existe este conflito? Vou abordar 3 pontos básicos sobre a relação psicoterapia e religião. Caso você tenha mais alguma dúvida é só comentar ao final ou me mandar um e-mail.

O que é Psicoterapia?

Se você já acompanha o meu site já sabe o que é psicoterapia. Mas se você está chegando agora, psicoterapia é um processo de autoconhecimento em que o psicólogo auxilia o desenvolvimento do seu cliente. Para isso ele se utiliza de perguntas, técnicas e análises que buscam fazer com que o cliente se conheça e possa, a partir disso, agir de formas diferentes.

Veja que é apenas um dos vários processos que podem auxiliar no desenvolvimento da pessoa para que ela tenha uma vida mais plena. E aí surge a pergunta: se a ideia é fazer com que você se torne uma pessoa melhor, por qual motivo isso seria contrário a vida religiosa?

Possíveis “pontos de atrito” entre a Psicoterapia e a Religião

1. Pensar em Agir de Forma Diferente.

Um dos possíveis problemas que uma pessoa religiosa pode ter ao lidar com a psicoterapia é que este processo nos leva a pensar sobre o que estamos fazendo, como estamos fazendo e identificar se existem outras formas de viver que nos trarão maior satisfação com a vida.

Ou seja, para algumas pessoas o simples fato de pensar em agir de forma diferente da que ela acha que está de acordo com a religião é extremamente incômodo. Mas note que é de acordo com o que a pessoa “acha“, ou seja, como ela interpreta que deve viver a religião. Temos diversas pessoas que frequentam as mesmas igrejas e algumas lidam bem com a vida religiosa e outras sofrem de alguma forma.

Existe uma diferença entre pensar e agir de forma diferente e pensar e agir de forma oposta. Mas parece que algumas pessoas pensam que ao entrar na psicoterapia irão se transformar em pessoas opostas ao que elas são e não é bem assim. Ao entrar em psicoterapia, agir de forma diferente nada mais é do que agir de maneira a sofrer menos e se sentir mais feliz.

2. Interpretação do Sofrimento

Algumas interpretações religiosas do sofrimento podem fazer com que a pessoa entenda que nada tem a fazer com o sofrimento. Colocam o sofrimento como algo que é preciso suportar sozinho e quanto mais sofrimento “melhor”.

Em alguns casos, a pessoa não pode sequer questionar sobre o sofrimento. Ela deve aceitar o sofrimento e esperar.

Para os psicólogos sofrer é natural, afinal de contas a vida não é feita apenas de coisas boas.

o que é a vida

Entretanto, sofrimento não é algo que precisa se perpetuar pelo maior tempo possível. Pelo contrário, espera-se que a pessoa aprenda a lidar melhor com as situações adversas para que em situações futuras ela sofra menos.

Sendo assim, se a pessoa entende que o sofrimento é algo que é uma provação pela qual ela precisa passar sozinha, dificilmente ela buscará terapia. Mas se ela entende que o sofrimento faz parte da vida e que pode lidar com ele com o auxílio da religião e também de outras pessoas, conseguirá entender que a psicoterapia é apenas um dos auxílios possíveis para viver melhor.

3. Medo de Perder a Fé

Algumas pessoas têm receio de perder a fé durante o processo de psicoterapia ou que o psicólogo enxerga a religião e a religiosidade como um problema a ser combatido. O processo de psicoterapia não serve para orientar a pessoa a ser menos ou mais religiosa.

Inclusive, em alguns casos o fato de pertencer a um grupo religioso pode auxiliar o processo de psicoterapia. Isso porque em muitos casos esse grupo é capaz de dar um bom suporte social para a pessoa, permitindo que ela se desenvolva ainda mais e melhor.

Além disso, o código de ética do psicólogo deixa bem claro que não cabe ao psicólogo orientar seu cliente para religião x, y, z ou não ter religião. Não existe “Psicologia Cristã” ou “Psicologia Umbandista”, nada disso. A Psicologia é um corpo de conhecimento científico e sua prática não deve estar vinculada à nenhuma religião.

O que pode ocorrer é que durante o processo de psicoterapia, algumas pessoas passem a viver a vida religiosa de uma forma diferente, mas isso não é o objetivo da terapia em si. Como a pessoa passa a pensar sobre a sua vida e em como gostaria de viver, algumas podem pensar que estão vivendo a religião de forma que está produzindo mais sofrimento do que alívio.

Ao se conhecer mais a pessoa será capaz de identificar o que vem causando sofrimento e o que causa bem-estar. Ou seja, a pessoa pode perceber que alguns aspectos da religião estão trazendo sofrimento e aprenderá a lidar com este aspecto de uma forma mais agradável.

Mas aprender a lidar de forma diferente com a religiosidade não é sinônimo de “perder a fé”.

Conclusão

Ao menos do lado da psicoterapia não existe nenhum conflito entre religião e psicoterapia. Um profissional ético deve ser capaz de atender seu cliente independente da religião e do grau de religiosidade que este venha a ter.

Caso o cliente apresente algum conflito com a sua religião, o espaço de psicoterapia costuma ser um dos melhores lugares para analisar este conflito. Isso porque o psicólogo não vai julgar se este conflito está certo ou errado, mas sim avaliar com o cliente o que pode ser feito para resolvê-lo.

Todo auxílio é bem vindo quando o que queremos é nos tornar pessoas com melhor qualidade de vida e menos conflitos e sentimentos negativos. Opções existem e cabe a cada pessoa decidir o que mais lhe agrada.

Abraço e até mais!

Imagem via Vi-Venes

religiao

Homossexual precisa de cura? E se ele pedir?

“Elizabeth tinha 14 anos e percebeu que gostava de meninas. Elizabeth estava lutando para conciliar seus sentimentos com a sua própria fé. Além disso, temia a reação dos pais quando revelasse sua sexualidade. Foi encontrada enforcada poucas horas depois de enviar uma mensagem para um amigo. O nome não é fictício e Elizabeth tinha nome, sobrenome, foto e família.”

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Foto: Reprodução da Internet.

É possível que algumas pessoas como ela procurem terapia e peçam ao psicólogo: “Por favor, eu não quero ser assim. Me faça ser heterossexual”. Muitos argumentam que este pedido já seria suficiente para tentar “reverter” a sexualidade de Elizabeth. A discussão sobre o tema costuma ser bem intensa e envolve diversas esferas da sociedade: representantes religiosos, cientistas, pseudocientistas, psicólogos, pseudopsicólogos, parentes, apresentadores de programas de auditório e por aí vai.

Para além das tentativas malsucedidas de “reversão” ou “reorientação”, será que este pedido deveria ser atendido de forma imediata e sem questionamento?

Diferença entre Queixa e Demanda.

Todo e qualquer psicólogo deve saber diferenciar entre “queixa x demanda”. Enquanto psicólogos, temos que ter a capacidade de entender que a fala de um cliente reflete o ambiente que ele está vivendo e muitas vezes (maioria esmagadora) esta fala não traz consigo tudo o que está ocorrendo na vida do cliente.

Se uma pessoa chega para um médico e reclama que está com uma febre muito alta, seria o mais indicado dar um remédio para diminuir esta febre e pronto? Ou seria melhor investigar melhor para saber qual a origem desta febre?

O mesmo ocorre com os problemas psicológicos e, em especial, com homossexuais que podem estar “querendo ser curados”. Na maioria das vezes em que uma pessoa afirma querer “se livrar de uma condição” é porque a pessoa está tentando evitar uma situação desagradável.

Ao dizer que “não quer ser homossexual” o indivíduo pode estar falando nada mais, nada menos que está passando por situações desagradáveis como consequência de ser homossexual e não porque é homossexual.

E existe diferença? Sim, existe. Homossexuais costumam ser discriminados dentro e fora da família e qualquer pessoa que tenha sido discriminada, seja qual for o motivo (cor de pele, condição social, roupa, etc.), sabe que isto não é agradável. Se o problema não é com a condição em si, mas sim com a forma que algumas pessoas lidam com esta condição, a demanda pode ser bem diferente, assim como o objetivo da terapia.

Terapia de Reversão da Sexualidade? É possível mudar a orientação sexual de alguém?

Existem relatos de pessoas que afirmam ter “deixado de ser homossexual”, passando a se relacionar com pessoas do sexo oposto, tendo filhos e e etc. Várias dessas pessoas afirmam não mais sentir vontade de se relacionar com pessoas do mesmo sexo.

Entretanto, com falei acima, alguns dados deste tipo de intervenção demonstram que as consequências podem ser desastrosas! As consequências vão desde ansiedade e depressão até a automutilação, pensamentos suicidas, entre outros.

Sendo assim, ainda que um método de “reversão” seja possível (note que este termo é bem ruim porque parece indicar que todo mundo nasce heterossexual e depois vira homossexual, precisando ser revertido à condição inicial), será que vale a pena correr o risco de tantos problemas posteriores? Quais são os benefícios diretos para o cliente? Além disso, qual a motivação para se tornar heterossexual?

Capacidade de se declarar homossexual

Normalmente vemos as pessoas falando que as pessoas precisam “assumir sua homossexualidade”. Particularmente, acho o termo “assumir” meio problemático porque costuma estar vinculado ao sentimento de culpa, como uma forma de “assumir” erros. Prefiro o termo declarar sua homossexualidade (mas ainda assim acho que pode existir termo melhor).

Mas vamos lá! Nem todas as pessoas conseguem se declarar homossexual e os motivos são os mais óbvios possíveis: ao optarem por tornar isso público terão que passar por situações que provavelmente não serão agradáveis. Seus pais e familiares podem não receber bem a notícia, algumas pessoas podem se afastar, sofrer preconceito e outras podem até ser mais agressivas.

Neste cenário, muitas pessoas optam por “levar uma vida heterossexual”. Casam-se com alguém do sexo oposto, têm filhos e vivem sua homossexualidade escondidos (o livro “Segundo Desejo” traz mais informações e dados um tanto assustadores sobre essa realidade). Alguns passam a vida inteira tentando negar sua sexualidade, sem sequer se envolver com alguém.

A essa altura eu espero que você tenha percebido que o problema não é com a homossexualidade em si. A pessoa pode falar que está apaixonada por “fulano(a)” e que tudo que ela queria era se relacionar com tal pessoa, mas não pode deixar que isso aconteça porque teria que passar por muitos problemas.

Apesar da queixa ser “Não quero ser mais homossexual”, normalmente o(a) cliente possui uma demanda diferente: ele(a) precisa aprender a lidar com sua sexualidade e também de arrumar meios para conseguir se declarar homossexual diante das pessoas e enfrentar as consequências que resultarão deste posicionamento.

Este processo envolve desenvolvimento pessoal, criação de novos laços afetivos e redes de apoio, habilidades sociais para lidar e enfrentar situações constrangedoras e também habilidade para interpretar o que está afetando sua vida e seu bem-estar (habilidade necessária a todo e qualquer ser humano, hetero, homo, pan, etc.).

Conclusão

Ainda que existam relatos de que é possível modificar a sexualidade das pessoas, os processos que dão origem a esta mudança costumam causar consequências danosas. O que a realidade tem nos apresentado é que as pessoas não precisam de uma reversão ou cura (afinal, homossexualidade não é doença), mas sim de auxílio no processo de vivência da sua sexualidade, bem como suporte para lidar com as consequências problemáticas que podem advir ao se declararem homossexuais.

Talvez Elizabeth não tivesse cometido suicídio se tivesse conseguido desenvolver habilidades para lidar com sua sexualidade e falar de forma aberta com seus pais. Talvez possamos evitar vários casos como o dela auxiliando o desenvolvimento dessas pessoas e das pessoas que estão ao redor delas.

Este desenvolvimento pode se dar a partir de processos como a terapia, mas pode e deve principalmente ser desenvolvido entre as mais diversas pessoas: pais, familiares, amigos, escolas, etc. Quanto maior o diálogo, compreensão e aceitação das diferenças entre as pessoas, menor a chance que as pessoas sintam tamanho sofrimento apenas por se relacionar com pessoas do mesmo sexo.

Abraço e até mais!

Obs.: recomendo a leitura deste texto aqui para uma discussão mais aprofundada sobre a homossexualidade.

Psicoterapia é coisa de homem.

Por muitos anos a ideia de buscar auxílio em um profissional da psicologia foi visto por algo como exclusivamente feminino. De certa forma, é como se fosse característico das mulheres buscar alguém para  “conversar sobre as mazelas da vida”.

Entretanto, esta não é uma crença que simplesmente brotou em nossa cultura e que reflete a realidade.  Os homens têm sofrido cada vez mais e precisamos discutir um pouco mais sobre este sofrimento.

Homem não chora?

Desde muito novos somos bombardeados por várias afirmações que criam o modelo ideal de como ser homem. Algumas características parecem permear nossa realidade, descrevendo o homem como uma pessoa que “não chora”, não perde tempo falando de sentimentos ou discutindo a relação. O típico “machão” que tem que aprender a se virar, independente da situação.

Veja, por exemplo, o vídeo abaixo da bela tentativa de uma criança tentando acalmar o irmão:

Outras situações também trazem problemas, principalmente quando vamos para o mundo dos relacionamentos amorosos. Problemas ligados a forma e necessidade de “discutir a relação”, disfunções sexuais, falta de habilidade para lidar com assuntos “delicados” e vários aspectos de uma vida a dois que, segundo a cultura, um homem de verdade não tem que se preocupar. Tudo isso pode gerar sofrimento, ainda que alguns aspectos culturais afirmem o contrário.

Todas estas informações vão moldando a forma como agimos diante das situações. Em uma situação de sofrimento, por exemplo, um homem pode optar por ficar quieto e não buscar qualquer tipo de ajuda, uma vez que homem “não tem dessas coisas” e o homem que fica assim “é fresco”.

 Os homens estão sofrendo.

Recentemente uma matéria relatou como os homens estão lutando para lidar com a vida. Mas afinal, de onde vem o sofrimento?

Normalmente, sofremos quando o ambiente apresenta mais problemas e dificuldades do que temos habilidades para lidar. É como se existisse uma balança: de um lado as situações difíceis e/ou problemáticas e do outro as habilidades. Quando problemas e habilidades estão equilibrados, dificilmente sofremos. Mas quando temos esta balança pendendo para as situações problemáticas e/ou difíceis, o sofrimento costuma aparecer.

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Mas é importante que fique claro que o sofrimento em si não é um problema. É a forma de lidar com este sofrimento que pode ser mais ou menos adequada e gerar bons ou maus resultados. A pesquisa realizada pela ONG CALM (Campaign Against Living Miserably) demonstrou alguns dados preocupantes:

  • 78% dos casos de suicídio na faixa etária de 20 a 49 anos, no Reino Unido, são de pessoas do sexo masculino.
  • Este número tem aumentado entre os homens e declinado entre as mulheres.
  • 74% das mulheres relataram buscar ajuda diante do sofrimento e apenas 53% dos homens o fizeram.
  • 69% preferiram lidar com seus problemas por si só.
  • 42% dos participantes do sexo masculino disseram acreditar que o homem é o “maior responsável” por ser emocionalmente forte em situações críticas, opinião compartilhada por cerca de 17% das mulheres.

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A reportagem completa pode ser vista aqui, mas algo fica claro: o mundo parece estar exigindo mais do que os homens estão conseguindo lidar. Some a isto o fato de que muitos homens não sabem como procurar ajuda e, mais importante, não sabem que PODEM procurar ajuda.

Psicoterapia é coisa de homem

Apesar de o folclore popular afirmar que a psicoterapia é um lugar para “reclamar da vida” isto não é realidade. Se a única função da psicoterapia fosse “reclamar da vida”, as diversas redes sociais já teriam feito com que a profissão de psicólogo (a) fosse extinta.

Buscar ajuda em outras pessoas (amigos, família, profissionais, etc.) é algo saudável e que pode ser necessário em alguns momentos da vida. A psicoterapia é um processo através do qual você se permite analisar as situações pelas quais tem passado através de outras perspectivas, buscando achar soluções e novas formas de lidar com os problemas que a vida tem lhe apresentado. É uma busca constante pelo seu bem-estar!

Para muitos homens, o simples fato de sentar e conversar sobre os seus problemas com alguém que não vai usar isto contra ele ou que não vai julgá-lo menos homem por estar falando sobre seus problemas já pode significar um grande alívio!

Além disso, a psicoterapia é um espaço para fazer o que vários homens afirmam que gostam de fazer: enfrentar o problema de frente.

Sendo assim, se a situação começar a ficar difícil, seja um homem esperto: busque ajuda!

Para receber textos sobre psicologia e bem-estar, basta inserir seu e-mail no formulário abaixo e clicar no link que vou enviar para o seu e-mail. Assim, você receberá as novidades direto na sua caixa de entrada:


 

Será que você ama demais?

O problema é que eu amo demais!“, afirma Mariana*. “Eu não consigo me imaginar sem ele e tenho medo que qualquer coisa possa nos separar! Ai de alguma daquelas vagabundas que ele conhece tentar alguma coisa…“.

Ela é tudo o que eu tenho na minha vida!“, afirma Carlos*. “Eu não sei o que faria se alguém ousasse tentar nos separar! Não sei do que eu sou capaz quando penso na possibilidade de perde-la!“.

As falas acima foram criadas para ilustrar algo que, em nossa cultura, é visto como sendo “amor em excesso“. Apesar de terem sido criadas por mim, é comum conhecermos pessoas que falam as mesmas coisas com outras palavras.

O grande problema, na maioria das vezes, é como isto tem sido relatado pela pessoa que passa por esta situação e também em como nossa cultura rotula estas atitudes e sentimentos.

Meu objetivo com este texto é deixar bem claro que a forma como rotulamos esta situação pode favorecer ou impedir a busca por ajuda no tempo necessário, antes que problemas maiores ocorram.

 O que é amor?

“Se perguntar o que é amor pra mim

Não sei responder

Não sei explicar”

O amor é um sentimento difícil de definir, correto? Vou explicar o amor através de uma perspectiva que não encerra as outras definições possíveis. Basicamente temos 3 pontos essenciais (darei maior atenção ao 3º).

  1. Nossa espécie nasce com a capacidade de amar. A espécie humana é capaz de se apegar a outras pessoas, animais e objetos, criando esta ligação e cuidado com o “alvo” do amor. Isto é a base de onde precisamos partir: nascemos com a capacidade para amar. Todos nós temos hormônios, estruturas cerebrais e tantas coisas mais que estão envolvidas no amor.
  2. Nossa vida se encarregará de definir o que é amar, o que podemos fazer quando amamos, como tratamos uma pessoa quando amamos. Aprendemos muito sobre como amar em nossa primeira infância, mas não somente nela. Estamos aprendendo durante toda a vida, sendo assim é normal que acabemos por mudar nossa concepção do que é amor e do que fazemos quando amamos conforme temos relacionamentos diferentes, conversamos com amigos e outras pessoas sobre o que é amar e, afinal de contas, amando.
  3. A forma como a nossa cultura descreve o que é amor interfere na forma que avaliamos a nossa forma de amar. É comum escutarmos frases como “se não tem ciúme é porque não ama” ou “Isso é amor demais!”. Diante do que nossa cultura considera normal avaliamos se estamos dentro ou fora da “normalidade” e se precisamos ou não fazer algo a respeito. Temos, nos programas televisivos, uma excelente chance de analisarmos o que é considerado normal ou não e darei atenção a um programa específico: “Eu que amo tanto“.

 Eu que amo tanto

Lá estava eu, domingo passado (16/11/2014), curtindo o fim do final de semana e começou a passar um episódio desta série que está sendo exibida no Fantástico. A personagem de Susana Vieira se apaixona por um homem mais novo, algum tempo depois de passar pela morte do seu marido.

Este novo amor vai se desenrolando e a personagem ficando cada vez mais obsessiva, brigando, terminando o relacionamento, atacando as novas parceiras de seu ex-companheiro até chegar ao ápice do episódio: ela assassina o ex-companheiro.

Ao fim, presa, sem maquiagem e demonstrando estar totalmente acabada, ela dá o seu depoimento:

“Eu matei, eu matei mesmo. Eu matei porque eu amava demais esse homem. Eu só queria que ele me amasse. Eu só queria que ele voltasse pra mim. Será que isso é pedir demais? Será? Se ele não fosse meu ele não seria de mais ninguém. De mais ninguém!”

Entra a música com Milton Nascimento cantando “O que será que me dá, que me bole por dentro, será que me dá?”.

Fim do episódio. Nada mais é falado pelos apresentadores. Nem o rapaz que diz “Este medicamento é contraindicado no caso de suspeita de dengue” aparece para fazer um alerta sobre o que as pessoas acabaram de ver. Um direcionamento. Nada.


O seriado acabou trazendo alguns pontos que merecem atenção:

  • Pontos Positivos: traz a tona um assunto que costuma ser deixado de lado, que são pessoas que cometem loucuras em seus relacionamentos, tamanha a dependência que desenvolvem do outro.
  • Pontos Negativos: não sei se é algo que apenas eu senti, mas o episódio parece considerar a situação exibida até normal. De certa forma considera como “loucuras de amor”. Além disso, iguala uma situação de “total dependência” ao “sentimento de amar”.
  • Ponto Extremamente Negativo: a motivação do assassinato é relacionada ao “amor demais” e fica por isso mesmo. Nada mais é abordado, nenhum direcionamento de tratamento para as pessoas que passam por isso.

Existe uma enorme diferença entre uma “relação de dependência” e uma “relação de amor” e tais diferenças precisam sempre ficar claras. Não é porque temos algumas características em comum que podemos considerar as duas situações como sendo amor.

Relações de amor servem para que as pessoas envolvidas sintam-se bem e complementem os demais “setores” da vida da pessoa. Relações de dependência costumam servir para ocupar o espaço deficitário dos outros setores da vida da pessoa.

Em relações de amor prezamos pelo respeito e bem-estar da outra pessoa. Em relações de dependência notamos que a pessoa preza pela permanência da outra ao seu lado, custe o que custar.

Em relações de amor sentimentos como ciúme e insegurança podem surgir, mas costumam ser resolvidos através do diálogo. Em relações de dependência estes mesmos sentimentos tendem a incomodar tanto que o diálogo parece ser impossível, podendo se transformar em transtorno de forma muito rápida.

Sugestão

Dado o investimento que a Globo fez para produzir esta série, seria interessante que o assunto não ficasse tão solto. Alguns comentários poderiam ser feitos para deixar claro que as situações em questão não representam “amor demais”.

Afinal, qual seria a solução para o “amor demais”? Será que o problema está no sentimento em si ou em alguns comportamentos extremados que a pessoa exibe e que não retratam o amor de forma alguma? Retratar estes casos como problemas a serem resolvidos seria diferente. Problemas comportamentais/psicológicos, como dependência afetiva, insegurança exacerbada e etc. podem ser modificados.

Com o tratamento adequado a personagem de Susana Vieira talvez pudesse, maquiada e toda revigorada, dar o seguinte depoimento:

“Eu matei, eu matei mesmo. Matei aquele sentimento de dependência que existia dentro de mim. Entendi que as pessoas não são objetos e que elas não pertencem a outra pessoa. Naquele exato momento em que eu percebi que estava sofrendo demais, resolvi procurar ajuda e consegui modificar a situação em que eu estava. Ele? Sabe que eu não sei o que ele está fazendo da vida? Mas a minha eu sei que vai muito bem.”

*Nomes fictícios.


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Tendo uma boa noite de sono: como um psicólogo pode ajudar com a insônia

Quantas vezes você apertou o botão “soneca” esta manhã? Todos nós desejamos dormir, mas durante muitas noites nós dormimos menos do que as 7 ou 8 horas necessárias para nos desenvolver de forma saudável. Estima-se que entre 50 e 70 milhões de americanos sofrem de um distúrbio de sono crônico, de acordo com o Instituto de Medicina.

Na sociedade sobrecarregada dos dias de hoje, dormir pode parecer um luxo quando, na verdade é uma necessidade. Dormir é vital para a nossa saúde, segurança e bem-estar. Dormir recupera nosso cérebro, nos permitindo aprender e a consolidar memórias. O sono insuficiente tem sido associado a acidentes de carro, desempenho ruim no trabalho e problemas com humor e nos relacionamentos. A privação de sono também aumenta o risco de hipertensão arterial, doença cardíaca, diabete, obesidade, depressão e acidente vascular cerebral.

Vendo um Psicólogo para Distúrbios do Sono


Em muitos casos as pessoas experimentam a insônia porque desenvolvem um padrão comportamental que interfere com os bons hábitos de sono. Dificuldades para dormir costumam estar ligadas a problemas subjacentes, como estresse, depressão ou ansiedade.

É uma boa ideia consultar um médico ou outro profissional da saúde para saber se problemas médicos podem estar contribuindo com as suas dificuldades para dormir e tratar problemas médicos relacionados. Se consultar com um psicólogo pode ajudar a resolver alguns problemas do sono. Psicólogos podem ajudar as pessoas a mudar seus comportamentos e gerenciar seus pensamentos, sentimentos e emoções que podem interferir uma noite de sono saudável. Psicólogos licenciados têm a formação profissional e habilidades para tratar indivíduos que sofrem de depressão e ansiedade, que têm sido associadas a problemas do sono, como a insônia.

Ao trabalhar com um psicólogo você pode esperar falar sobre sua saúde física e emocional como um todo, além de falar sobre suas crenças e comportamentos relacionados a saúde. Um psicólogo te auxiliará a identificar quaisquer estressores subjacentes e comportamentos que podem estar interferindo no seu sono.

Um psicólogo pode solicitar que você mantenha um diário do sono com informação sobre suas rotinas e comportamentos. Isto pode ajudar o psicólogo a identificar padrões comportamentais que podem interferir no seu sono. Por exemplo, se você tem o hábito de se exercitar a noite ou assistir televisão na cama, seu psicólogo pode ajudá-lo a dar uma olhada em como suas rotinas podem prejudicar seu sono e ajudá-lo a encontrar alternativas. O psicólogo também pode te ensinar técnicas de relaxamento para te ajudar a acalmar seus pensamentos e relaxar antes de dormir.

Depressão e Sono


 A depressão é um dos transtornos psicológicos mais comuns. Mais de 16 por cento dos americanos vivenciam um transtorno depressivo maior durante sua vida, de acordo com o “National Institute of Mental Health”. E depressão e problemas de sono costumam andar de mãos dadas.

Muitas pessoas com depressão passam pela “hipersonia”, uma condição em que elas dormem mais do que o normal. Do outro lado do espectro dos problemas do sono, a insônia também é comum entre pessoas com depressão. De fato, pesquisas têm sugerido que pessoas com insônia possuem 10 vezes mais chance de sofrer de depressão clínica.

Algumas pessoas desenvolvem problemas de sono primeiro e depois, com o passar do tempo, vivenciam a depressão. Em outros, a depressão ocorre antes dos sinais do transtorno de sono. Em ambos os casos, a dificuldade para dormir é apenas uma das razões para procurar tratamento para a depressão.

Pessoas depressivas tipicamente sentem-se sem esperança e culpadas. Elas costumam perder interesse em atividades rotineiras e se afastam da família e amigos. Elas podem ter pensamentos suicidas. O tratamento pode tratar a depressão e os problemas de sono que a acompanham.

Entendendo a Insônia


 A insônia é um transtorno do sono comum que ocorre com 30 milhões de americanos, de acordo com o “Institute of Medicine”. Uma pessoa com insônia tem problema para começar a dormir ou manter-se dormindo. Quando as noites sem dormir persistem por mais de um mês, o problema é considerado crônico. Muitas vezes as pessoas com insônia crônica veem o problema indo e vindo, experimentando vários dias de um bom sono seguido por períodos de um sono de má qualidade.

Os estudos demonstram que pessoas com insônia que aprenderam a reconhecer e mudar pensamentos estressantes dormiram melhor do que aquelas que tomaram pílulas para dormir como forma de tratamento para insônia.

Independente da causa, é mais provável que você descanse se você adotar comportamentos de sono saudáveis. Assim como dieta e exercícios, o sono é fundamental para a saúde.

Passos para Dormir Melhor


Considere os seguintes passos que podem ser úteis na mudança de hábitos não saudáveis e na melhora do seu sono:

  • Criar um ambiente de sono relaxante. Mantenha seu quarto tão escuro, fresco e silencioso quanto seja possível e mantenha eletrônicos como computador, TV e telefones fora da cama. A exposição a objetos estimulantes e luzes das telas de computador e TV podem afetar os níveis de melatonina, um hormônio que regula o relógio interno do corpo.
  • Não discutir ou lidar com situações estressantes ou indutoras de ansiedade antes de dormir. Assim como o exercício pode aumentar os seus níveis de energia e temperatura corporal, discutir temas difíceis aumentará a tensão e pode provocar palpitações cardíacas. Proteja a qualidade do seu sono ao lidar com qualquer assunto estressante muito antes de deitar.
  • Definir um horário de sono. Mantenha uma rotina de sono regular. Vá para a cama e levante no mesmo horário todos os dias, mesmo nos fins de semana. Não vá para a cama muito cedo. Se você for para a cama antes de sentir sono, você pode deitar na cama e começar a ficar ansioso. Isto só tornará mais difícil começar a dormir.
  • Limitar os cochilos. Cochilos no meio do dia podem interferir com o sono noturno.
  • Manter uma rotina de exercício regular. Pesquisas mostram que exercícios aumentam o tempo total de sono. No entanto, não se exercite muito tarde. Se exercitar perto da hora de dormir pode aumentar os níveis de energia e a temperatura corporal, ficando mais difícil começar a dormir.
  • Evitar refeições e o consumo de álcool tarde da noite. Evite refeições pesadas antes de ir dormir e limite o uso do álcool. Ainda que um drink pareça ajudar a cair no sono, isso pode interferir com a qualidade do sono e perturbá-lo durante a noite.
  • Desacelerar o uso de nicotina e cafeína. Esses estimulantes podem tornar mais difícil adormecer e permanecer dormindo, especialmente se consumido no final do dia.
  • Programar um tempo de inatividade antes de dormir. Separar um tempo para relaxar e acalmar a mente irá ajuda-lo em um estado sonolento. Meditação, exercícios de respiração, tomar um banho e ouvir músicas relaxantes são ótimas maneiras de se acalmar á noite.
  • Não verificar o relógio. Calcular quanto sono você está perdendo pode gerar ansiedade e tornar ainda mais difícil o adormecer.
  • Escreva. Se você não consegue parar o fluxo de pensamentos, levante e escreva-os. Diga a você mesmo que você pode checar essa lista pela manhã, por isso não há necessidade de manter-se preocupado durante a noite.

Artigo Original.


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Como lidar quando um ente querido tem uma doença mental grave |Tradução|

Como as doenças mentais podem afetar família e amigos

É difícil ser diagnosticado com uma doença mental grave como esquizofrenia, transtorno bipolar, transtorno de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo e um transtorno depressivo maior. Também é difícil quando um ente querido está passando por uma dessas doenças. Quando uma pessoa está vivendo com uma doença mental grave, toda a família pode ser afetada.

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Perturbação Emocional

Doenças mentais graves frequentemente possuem um componente biológico. Elas não são o resultado de uma criação ruim e provavelmente não poderiam ser prevenidas por nada que você1, um amigo ou membro da família pudesse ter feito diferente. Mesmo assim, após o diagnóstico, é normal sentir um conjunto de poderosas — e muitas vezes desagradáveis— emoções.

Não é anormal sentir-se envergonhado ou magoado por um membro da família cujos comportamentos são difíceis de entender e de lidar. Muitas pessoas sentem raiva das circunstâncias e até mesmo da pessoa que foi diagnosticada. E embora possa não ser lógico, os pais muitas vezes se envolvem em algum nível de autoculpa. Estes sentimentos de vergonha e raiva podem caminhar lado-a-lado com sentimentos de culpa. O luto também é comum.

Se você é pai/mãe de alguém diagnosticado com uma doença mental grave

Os pais, em particular, muitas vezes têm que reajustar as suas esperanças ou expectativas para o futuro quando seu(a) filho(a) desenvolve uma doença mental grave. Durante o processo, você pode lamentar pelo futuro que seu filho teria. Estes sentimentos, ainda que difíceis, são totalmente normais.

Assim como é importante manter sua própria saúde tanto quanto você cuida de um ente querido com doença mental, também é importante preservar relacionamentos com outros membros da família, incluindo seu(a) esposo(a). Se você tem um(a) filho(a) (menor de idade ou adulto) com uma doença mental, você pode se pegar dando menos atenção para seus outros filhos. Irmãos saudáveis podem sentir ansiedade e frustração com as responsabilidades extras que se espera que eles assumam. Tente definir, regularmente, um pouco de tempo sozinho para passar apenas com seus outros filhos. Diga-lhes o quanto você aprecia a ajuda deles.

Uma comunicação clara e honesta é crucial para todos os membros da família. Por exemplo, não tenha medo de perguntar tanto para seus filhos doentes quanto os não-doentes como eles se sentem com as mudanças na família. Manter uma linha de comunicação aberta ajudará a manter as coisas mais suaves – tanto no momento de um novo diagnóstico quanto no futuro.

Se você é o(a) parceiro(a) de alguém diagnosticado com uma doença mental

Relacionamentos podem ser maravilhosos, mas desafiadores na melhor das circunstâncias. Quando seu(a) parceiro(a) tem uma doença mental, a situação pode se tornar ainda mais complexa. Muitas vezes o parceiro sem o transtorno diagnosticado vai assumir muitas responsabilidades, ao menos no curto-prazo. Para uma pessoa que já está preocupada com o que está acontecendo com seu(a) parceiro(a), ter que gastar mais tempo mantendo a casa ou cuidando dos filhos pode ser especialmente difícil.

É importante o casal ter em mente que a maioria das pessoas diagnosticadas com doenças mentais tende a melhorar com o passar do tempo, e que a atitude e o comportamento do parceiro pode dar uma contribuição importante para a recuperação. Isto ajuda a manter uma atitude positiva e de aceitação, mantendo expectativas realistas para o parceiro com uma doença mental grave. Participar de terapia familiar especializada em doenças mentais graves pode ser muito útil.

Encontrando Ajuda

A medida que você se ajusta ás emoções e ás tensões de amar alguém com uma doença mental grave, é importante identificar as fontes de apoio. Muitas vezes, alguns dos melhores suportes vêm de outras pessoas que estão passando pela mesma situação. Considere fazer parte de um grupo de apoio familiar para encontrar com outras pessoas que estão enfrentando desafios semelhantes. Para encontrar este tipo de grupo, solicite aos hospitais locais ou agências comunitárias relacionadas à doença metal (…). Participar em programas para a família, em que você participa de sessões de educação e tratamento com seu(a) amado(a), também pode ser benéfico. Programas dirigidos à família, muitos liderados por instrutores treinados que têm familiares com doença mental, podem ajudar as famílias a aprender a lidar com a situação. Além disso, pesquisas têm demonstrado que programas voltados para a família podem melhorar o bem-estar de muitas pessoas com doenças metais graves.

Quando você descobre que uma pessoa querida está doente, muitas vezes é difícil focar sua atenção em qualquer outra coisa. Mas é importante cuidar das suas próprias necessidades. Tente comer refeições saudáveis, faça algum exercício e durma o suficiente. Ter tempo para fazer atividades que você gosta irá te ajudar a manter seus níveis de estresse sob controle. Você terá maior capacidade para apoiar a pessoa que você ama se você tomar medidas para manter sua própria saúde física e mental².

Doenças mentais graves muitas vezes apresentam desafios logísticos, bem como desafios emocionais. Seu familiar pode não ser capaz de trabalhar, ao menos temporariamente. Você pode ter que ajudar seu(a) amado(a) a encontrar moradias acessíveis, transporte seguro para ir e voltar dos compromissos ou descobrir como pagar e pegar medicamentos. Pergunte aos médicos e profissionais de saúde que estão tratando do seu parente se eles conhecem algum serviço social disponível em sua comunidade que podem ajudar com este tipo de atividade do dia-a-dia. Quando for possível, peça ajuda a outros amigos e membros da família para te ajudar com suas responsabilidades. Você pode se surpreender como eles podem ficar felizes ao te dar uma mãozinha – se você permitir.

É normal que a dinâmica familiar mude quando um membro da família é diagnosticado com uma doença mental grave. Leva algum tempo para aceitar estas mudanças e estabelecer uma nova rotina. Vale a pena lembrar que pessoas com doenças mentais graves podem viver vidas ricas e satisfatórias – e você também pode.

familia feliz

Texto Original


¹É importante considerar que diversas “doenças mentais” são resultado da interação entre herança genética e interação desta herança com o ambiente.

²Se você está passando pela situação de ter alguém próximo diagnosticado com uma doença mental, pode ser útil procurar o apoio psicológico individualizado, um momento seu, em que você e o seu bem-estar serão o foco.


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