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Como Estudar DBT – Um Guia para Facilitar Seu Caminho

De onde veio essa ideia?

De tempos em tempos alguém me pede material para estudar a Terapia Comportamental Dialética (DBT ou TCD) e eu indico os livros que eu conheço, dou algumas dicas que recebi quando comecei a estudar… e passa um tempo mais pessoas se interessam e mais pessoas perguntam.

Baseado nisso eu resolvi criar esse material com as dicas que me deram ao longo dos últimos quase 5 anos e assim ajudar aqueles que desejam aprender DBT.

Nesse primeiro momento vou falar apenas do material disponível em português[1] e também algumas dicas para você não surtar e desistir de aprender DBT porque está achando muito difícil.

Calma, é aos poucos que nós vamos aprendendo DBT e ainda mais aos poucos que nós vamos conseguindo aplicar DBT. Eu estou há quase 5 anos estudando DBT  e ainda falta muita coisa para aprender (tudo bem que não sou dos estudantes mais disciplinados). O meu objetivo com esse material é tornar seu caminho menos perdido e mais proveitoso.

Como esse material está dividido: inicialmente vou te falar o que você precisa saber antes de começar a estudar DBT, em seguida apresentarei algumas dicas de “Como Estudar”, ou seja, qual a possível estrutura a ser utilizada durante o seu percurso. Depois apresentarei um guia com base nos materiais que eu conheço em Português. Ao final dou meus recados finais e falo sobre o outro material que estou produzindo e que deve sair em seguida (gratuito também).

Para baixar o guia, clique aqui: Guia de Estudos em DBT – Por onde Começar – Completo!

CAPA DO GUIA

Se você quiser receber mais material e dicas sobre DBT é só inserir o seu e-mail abaixo que eu envio direto no seu e-mail. ;)






[1] Tem alguns livros prestes a serem traduzidos e que entrarão no material que divulgarei junto com as indicações em inglês que sairá nos próximos dias.

VIVER DA CLÍNICA – TURMA 4

Você é psicóloga(o) há algum tempo e sua carreira está do mesmo jeito, parecendo que não anda? Ou estudante finalista (recém-formado?) meio desesperado com a sombra do desemprego rondando? Seu maior sonho é viver dessa tal da clínica, mas não sabe como fazer isso funcionar?

Eu já estive nessa mesma situação: doido pra viver apenas do meu consultório e ele agarrado: não passava de 5, 10 clientes. Isso quando do nada “sumiam” uns 5 clientes do meu consultório (ou seja: metade!) e batia o desespero. Sonhava com o dia que teria meus tão sonhados 20 clientes. Lembro que fazia conta: “Se eu tivesse 20 clientes ganharia X, daria pra fazer Y e zaz, zaz, zaz”). 20 é quase um número cabalístico para alguns psicólogos, não é?

Eu sei disso porque também tinha esse sonho. E ele se realizou. E tudo o que vou passar no curso será fruto do que eu testei, deu errado, deu muito errado, deu certo, deu muito certo sem eu nem imaginar. O curso é sobre algo que amo e vivo intensamente: a prática clínica em Psicologia.

Já estamos na quarta turma e olha uma parte do pessoal que já fez o curso por aqui:

IMG_20170812_160018783TURMA 1 – em 2017!

Turma 2TURMA 2 – 2018

2 - VIVER DA CLÍNICA

TURMA 3 – 2019

Eu quase parei de dar esse curso com receio que todo mundo me confundisse com mais um desses “vendedores da prosperidade” ou mais um desses “empreendedores de palco”. Mas continuo recebendo tanto feedback legal de quem participou que decidi continuar com o curso:

FEEDBACK 1

Até hoje não tomei uma com o pai da pessoa =/

FEEDBACK 3

Estudantes também têm se beneficiado do curso, mesmo não podendo colocar tudo em prática!

FEEDBACK 2

Esse feedback recebi quase 1 ano depois do curso. Quem me conhece sabe que eu nem me emocionei hahaha

Então cá estou eu para realizar outra turma. Como sempre bem pé no chão: esse não é um curso pra “encher seu consultório” em 30 dias. Isso não existe. Esse é um curso para te dar um norte com várias possibilidades para colocar em prática!

Tempo

Tá aqui uma participante falando pra não ter dúvida

Mas vamos lá. Sem mais delongas! Nesse curso eu espero que você:

  • Escolha o seu público-alvo (ou não) se optar por essa estratégia (é possível dar certo sem escolher um público-alvo tão específico).
  • Identifique meios de construir e estabelecer a sua imagem profissional.
  • Saiba o que não funciona para atrair clientes para o seu consultório.
  • Saiba o que funciona para atrair clientes para o seu consultório.
  • Identifique e crie parcerias em potencial.
  • Elabore o seu contrato pessoal.
  • Saiba quando largar seu emprego fixo (e se isso é uma opção para você).
  • Saiba como e quanto cobrar o valor da sua sessão (e quando reajustar o valor)!
  • Dicas de decoração simples e baratas que ajudarão no seu bem-estar e no do seu cliente, além de passar imagem mais profissional para o seu trabalho.

E muito mais! Muito mesmo! Tá aqui esse participante que não me deixa mentir.

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O curso terá duração de 16 horas e não é só no formato de “palestra”. Durante o curso você vai colocar a mão na massa com exercícios práticos e executados no mundo real.

Então vamos para as informações:

Datas

28/03/2020 (08:30 – 18:00): um pouquinho de teoria e planejamento das ações que ocorrerão ao longo da semana (sim, você vai fazer coisas ao longo da semana).

04/04/2020 (08:30-18:00): compartilhamento e feedback sobre o que foi feito, explicação sobre como definir valores de sessão, reajustes (como fazê-los?), contrato pessoal em consultório, etc…

Total de 16 horas de duração com certificado.

Vagas

APENAS 12 VAGAS. Pode ter a quantidade de pessoas que for pedindo pra ampliar que eu não vou ampliar o número de vagas porque o curso ocorre dentro da minha sala e gosto de dar o máximo de atenção possível para cada um dos participantes. Acredite: isso faz toda diferença. Pode olhar o feedback dessa participante aqui:

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Local

Av Henrique Moscoso, n 863, Ed. Smart Offices, sala 803. Passando a Unimed da H. Moscoso, o prédio estará a esquerda. É o prédio do Green Station.
https://goo.gl/maps/BvVGNJsMr382

Valores

Até 06/03/20: R$450,00 (à vista: R$400,00).

A partir de 07/03/20: R$490,00 (à vista: R$450,00)

Valores incluem coffe-break e certificado.

Forma de Pagamento:

  • Depósito em conta.
  • PicPay

Inscrições

Se interessou? Então clique nesse link aqui e faça a sua inscrição:

https://forms.gle/8h9GEETVwu3nnhEr7

Caso tenha dúvida, pode enviar um e-mail para [email protected] ou clique aqui e envie uma mensagem via WhatsApp diretamente para mim que eu respondo.

 

Abaixo mais alguns Feedbacks!

Oi Diego!
Escrevo essa mensagem porque gostaria de te passar sobre como me senti esse fds.
A forma como você desenvolve o curso consegue ser muito leve e tão profunda ao mesmo tempo! Deu pra aprender muita coisa legal e, mais que tudo, ver como a forma que você administra o consultório e sua relação com os clientes é admirável. Você tem muito a oferecer tanto pra quem já tem alguma experiência, como era nosso caso, como para quem tá começando.
O fato de ser na sua sala dá uma sensação de aconchego muito grande. Ter a Agatha ali tanto no suporte que ela dá para tudo acontecer, quanto na parte dela no curso, aumenta essa sensação.
Eu costumo ser bem tímida em cursos, normalmente fico quietinha na minha rsrs, mas ali fiquei muito a vontade. Sua postura permite esse bem estar que acho que foi sentido por todos.
Eu te admiro há tempos como profissional, mas mais que isso você é uma pessoa transparente, dá pra ver o quanto você se importa com todos com quem convive, sejam clientes, família, amigos…
Teve um momento que você falou que antigamente “atirava pra tudo quanto é lado” e eu lembro que pelas redes sociais acompanhei esse período e queria ser muito sincera, me causava um incômodo. Quando você falava que tava saindo tardão do consultório, mas estava muito feliz, que amava a psicologia, então aí que eu não conseguia acreditar. Mas é porque essa era a minha dificuldade. Eu estava vivendo a psicologia de uma forma que não me agradava, pelo ambiente em que estava. Muitas vezes me questionava e pensava que não deveria ser psicóloga, que “não servia” para isso. Ou seja, o incômodo era por eu não conseguir ver daquela forma e aí achava que era exagero seu. Depois ficou muito claro o quanto o problema era meu e não seu né kkkkkkkkkkk. Na verdade admirava a forma como você conseguia se expor, a coragem de meter a cara e fazer o que queria, o quanto estudava e que mudava de planos se precisasse.
Hoje admiro o psicólogo Diego e a pessoa Diego. Mais do que com o curso há algum tempo você vem sendo uma inspiração sobre como viver a psicologia. E agora que estou só no consultório encontrei meu verdadeiro lugar como psicóloga e posso sentir esse amor tão grande pela profissão.
Enfim, textão né! Mas queria muito te falar de como você já faz parte dessa minha caminhada e foi um estímulo para me encontrar na profissão.
Costumo dizer que os psicólogos não são parceiros com os colegas. Uns sempre criticando os outros, como você falou sobre as críticas a quem cobra menos, por exemplo. Às vezes sinto que sobra julgamento e falta empatia e diálogo. Então ver sua forma de atuar com os colegas é pra mim um alívio, uma esperança e um exemplo de como tem profissional que pensa e age diferente dessa postura.
Parabéns e obrigada!”

 

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Acompanhe outras informações sobre o curso na minha página no Instagram @abccomportamental

II INTERCÂMBIO DE PSICOTERAPIAS – TEMA: MINDFULNESS

Mindfulness. Atenção Plena. Meditação. É quase certo que você já tenha ouvido algum desses termos ligados à Psicologia. Provavelmente algum colega que você conhece pratica ou diz que aplica no consultório. Ou você é uma pessoa que tem tentado inserir essa prática em sua prática clínica.

Mas será que mindfulness é a mesma coisa que meditação e atenção plena? E por qual motivo você deveria ou não utilizar isso em sua prática clínica? Isso é pra quê? É pra relaxarÉ pra limpar os pensamentos da cabeçaOu tem outras coisas além (já aviso que tem)?

Homer

Será que meditação serve pra virar um ser humano “de boas”? E meditação é a mesma coisa de Mindfulness?

No meio de tanto questionamento (coloquei apenas alguns), temos diversos profissionais das mais diferentes abordagens de psicologia que têm aplicado isso em sua prática clínica, seja individual ou em grupo…. Mas comoCom qual finalidade? Existem semelhanças? Existem diferenças?

Esse é o objetivo do “II Intercâmbio em Psicoterapias – Tema: Mindfulness”: discutir possibilidades de utilização do mindfulness dentro da Psicologia. Para isso reuniremos 3 profissionais que têm aplicado em contextos distintos: Fábio Nogueira dentro da Gestalt-TerapiaGleison Pessoa aplicando “Mindfulness Funcional” e Roberta Alvarenga com o MBCT (Mindfulness-based cognitive therapy).

Cada participante terá 1 hora para apresentar a sua perspectiva e uso do Mindfulness e após a apresentação abriremos para pergunta e debate. As regras do Intercâmbio continuam as mesmas:

  1. Os profissionais se esforçarão ao máximo para usar a linguagem mais genérica possívelNada de jargões que mais distanciam do que aproximam. Para termos diálogo, precisamos ter uma língua em comum, certo? Parecem existir pesquisas que indicam que quanto mais genérica a linguagem, maior a integração (se alguém encontrar esse estudo me envia).
  2. Cada profissional deverá identificar pelo menos um ponto positivo na perspectiva do outro. Enquanto o outro estiver falando, nada de ficar pensando “Ai, que nada a ver! Nossa, que absurdo! Que simplista! Que viagem!”. Não falamos que todas as abordagens tem seu lado positivo? Chegou a hora de mostrar que isso é verdade! Ao fim os palestrantes precisarão identificar um ponto positivo na abordagem do outro.

O espaço não é para provar quem sabe mais, quem dá mais resultado ou quem está certo ou errado! É um espaço para trocas!

Dialogo

Programação do evento:

14:00 às 15:00 – Fábio Nogueira – Gestalt Terapia

15:00 às 16:00 – Roberta Alvarenga – O Modelo MBCT (Mindfulness-based cognitive therapy).

16:00 às 16:15 – Intervalo para comer, esticar as canelas e bater um papo.

16:15 às 17:15 – Gleison Pessoa – Mindfulness Funcional.

17:15 – Abertura para debate e perguntas.

“Diego, tem certificado?” – Tem sim, jovem aprendiz de mindfulness. Teremos certificado de 4 horas.

Vamos para as demais informações do evento!

[Data e horário]

05/10, 14:00 às 18:00.

[Local]

FDV – Faculdade de Direito de Vitória

  1. Juiz Alexandre Martins de Castro Filho, 215 – Santa Lucia, Vitória – ES, 29056-295.

https://goo.gl/maps/gjXB9Qid5MXEb8Gc8

[Valor]

Estudantes

  • 1º Lote (até o dia 20/09) – R$66.
  • 2º Lote (a partir do dia 21/09) – R$77.

Profissionais

  • 1º Lote (até o dia 20/09) – R$88.
  • 2º Lote (a partir do dia 21/09) – R$99.

[Vagas Reservadas]

Este evento terá vagas reservadas para pessoas que tenham renda menor do que 1,5 salário mínimo (até R$1431). O sorteio será realizado no dia 14/09/2019 e o resultado será informado via e-mail.

Caso você se enquadre neste perfil, acesse o link e faça o seu cadastro: https://forms.gle/p5SzMjxcyyUAThMx7

[POLÍTICA DE CANCELAMENTO/REEMBOLSO]

Cancelamentos que ocorram até 15 dias antes do dia do evento terão 80% do valor devolvido . Cancelamentos após esta data não terão direito à reembolso em virtude de reserva de vaga e gastos já realizados de caráter irreversível.

[INSCRIÇÕES]

Para se inscrever basta acessar o link: https://www.sympla.com.br/ii-intercambio-de-psicoterapias—tema-mindfulness__640940

[CURRÍCULO DOS PALESTRANTES]

Fábio Nogueira é graduado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, mestre e doutor em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo. Participou de cursos e treinamentos em diversas instituições brasileiras e estrangeiras, entre elas: Centro Ericksoniano de México, Milton H. Erickson Foundation, Instituto Sedes Sapientiae, University of California Berkeley, Princeton University, Universiteit Leiden, The University of North Carolina at Chapel Hill, University of Maryland, Vanderbilt University, Duke University e Mosteiro Zen Morro da Vargem Zenkoji. Além das atividades como professor na FAESA e no Instituto SATI, Fábio realiza psicoterapia individual em seu consultório e na modalidade online. É autor e coautor de diversos artigos científicos e capítulos de livros publicados no Brasil e no exterior e pesquisas apresentadas em congressos nacionais e internacionais.

Gleison Pessoa é psicólogo clínico e do Poder Judiciário do Espírito Santo. Especialista em Terapia Comportamental pelo ITCR e em Dependência Química pela Emescam. Formação em Terapia de Aceitação e Compromisso pelo CESDE e Formação em Mindfulness Funcional pela EMF. Realiza grupos de Mindfulness Funcional em seu consultório particular.

Roberta Alvarenga é psicóloga. Atua na área clínica e ensinando Mindfulness em grupos. Tem Mestrado em Administração pela UFES e já atuou como gestora na área de Desenvolvimento de Pessoas.  Possui formação no Protocolo Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness pelo OMC (Universidade de Oxford), em parceria com o Mente Aberta (UNIFESP).  Entusiasta de  Mindfulness e Terapias Comportamamentais Contextuais, está em constante aprendizado.

Curso “Terapia Comportamental Dialética (DBT): Teoria e Prática”

Você já ouviu falar na Terapia Comportamental Dialética?

É uma terapia criada pela sensacional Marsha Linehan ainda na década de 80. Foi criada para lidar com pacientes que sofriam demais, resistentes à terapia individual tradicional, com alto risco de suicídio e geralmente satisfazendo os critérios para o Transtorno de Personalidade Borderline.

Desde a sua criação vários profissionais ao redor do mundo têm buscado ampliar sua aplicação para transtornos de difícil manejo clínico, sempre em busca de evidências da sua efetividade. Hoje em dia ela tem sido aplicada no campo dos transtornos alimentares, risco de suicídio, dependência química… Você pode conferir os estudos atualizados nessa página aqui: https://behavioraltech.org/research/

No Brasil ela tem crescido a cada dia que passa e vários cursos são encontrados em outros estados, mas por aqui tivemos apenas um de Introdução à DBT (realizado por mim) que foi apenas um “aperitivo” de tudo que a DBT pode nos oferecer. Se você quiser conhecer um pouco mais da DBT tem um arquivo de textos nesse link aqui: https://www.comportese.com/topico/dbt/

Pensando nisso, estou trazendo o curso “Terapia Comportamental Dialética (DBT): Teoria e Prática” aqui para o estado. Esse curso é dado por nada mais, nada menos que Jan Luiz Leonardi e Dan Josua! 2 profissionais de excelência que têm um curso completão que tem sido MUITO ELOGIADO ao redor do Brasil.

O curso tem uma carga horária de 32 horas (são 4 dias seguidos de muito aprendizado) em que vamos aprender teoria e prática da DBT. Vejam os tópicos que serão abordados:

  • Pressupostos Filosóficos da DBT.
  • Modelo Biossocial.
  • Estágios do Tratamento.
  • Formulação de Caso.
  • Paradigmas da DBT: Aceitação, Mudança e Dialética.
  • Estratégias de Validação.
  • Estratégias de Exposição.
  • Estratégias de Modificação Cognitiva/Manejo de Contingências.
  • Manejo de Crise.
  • Treino de Habilidades: Mindfulness, Tolerância ao Mal-Estar, Efetividade Interpessoal, Regulação Emocional.

Querem saber mais sobre os professores? Conto pra vocês:

Jan Luiz Leonardi possui graduação em Psicologia pela PUC-SP, especialização em Terapia Analítico-Comportamental pelo Núcleo Paradigma, formação em Terapia Comportamental Dialética (DBT) pelo Behavioral Tech / The Linehan Institute, mestrado em Análise do Comportamento pela PUC-SP e doutorado em Psicologia Clínica pela USP. Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC) na gestão 2015-2016 e idealizador do Curso de Verão em Análise do Comportamento da PUC-SP. Atua como coordenador acadêmico, professor, orientador e pesquisador no Paradigma – Centro de Ciências e Tecnologia do Comportamento e como terapeuta no InPBE – Instituto de Psicologia Baseada em Evidências. Contato: [email protected]

 

Dan Josua possui graduação em Psicologia pela PUC-SP, especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, formação em Terapia Comportamental Dialética pelo Behavioral Tech / The Linehan Institute e mestrado em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Atua como professor no Paradigma – Centro de Ciências e Tecnologia do Comportamento e como terapeuta no InPBE – Instituto de Psicologia Baseada em Evidências. Contato: [email protected] 

[LOCAL]

Espaço Vitória: Av. Leitão da Silva, 2159 – Itararé, Vitória – ES, 29047-565.

[DATA E HORÁRIO]

O curso ocorrerá nos dias 5, 6, 7 e 8 de Abril (sexta – segunda). 8:30 às 18:00, com intervalo de 15 minutos na parte da manhã e na parte da tarde, e intervalo de 1:30 h para almoço.

[VALORES]

Inscrição Individual:

R$1.200,00 até 31/12/2018 (dividido em até 4 vezes ou à vista: R$1.000,00)

R$1.400,00 até 31/01/2019 (dividido em até 3 vezes ou à vista: R$1.200,00)

R$1.600,00 até 28/02/2019 (dividido em até 2 vezes ou à vista: R$1.400,00)

R$1.700,00 após 28/02/2019

Link de Inscrição: https://goo.gl/forms/xfuO6b3QdKsvdPHE3

 

*Política de Descontos*

Inscrição em Grupo (mínimo de 5 alunos):

R$1.000,00 por aluno até 31/12/2018 (valor dividido em até 4 vezes).

R$1.200,00 por aluno até 31/01/2019 (valor dividido em até 3 vezes).

R$1.400,00 por aluno até 28/02/2019 (valor dividido em até 2 vezes).

R$1.600,00 por aluno  após 28/02/2019 – enquanto houver vaga.

Para inscrever um grupo envie e-mail para [email protected] para receber as instruções.

Valores para ex-alunos de cursos promovidos por “Diego Souza – Psicoterapia”.

R$1.000,00 até 31/12/2018 (valor dividido em até 4 vezes).

R$1.200,00 até 31/01/2019 (valor dividido em até 3 vezes).

R$1.400,00 até 28/02/2019 (valor dividido em até 2 vezes).

R$1.600,00 após 28/02/2019 – enquanto houver vaga

Link de Inscrição: https://goo.gl/forms/xfuO6b3QdKsvdPHE3

Obs.: os descontos não são cumulativos.

Espero que você não fique de fora e venha junto comigo na capacitação dos psicólogos capixabas em busca da promoção de vidas que valem a pena ser vividas! As pessoas que sofrem em nosso estado merecem profissionais cada vez mais capacitados!

Qualquer dúvida, entre em contato!

 

 

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Intercâmbio em Psicoterapias! Vamos conversar?

Durante todo tempo de graduação ouvimos que as abordagens da Psicologia precisam conversar, mas…. Conforme o tempo passa parece que maior é o distanciamento entre as abordagens e seus profissionais.

Pois bem, chegou a hora da Psicologia capixaba conversar! Chegou a hora da área da saúde mental do Espírito Santo dialogar (ai, meu Deus! Um psicólogo comportamental falou saúde mental! Se é pra conversar, vai ter mental sim! Sem faniquito!)!

Um espaço em que diferentes profissionais, com diferentes abordagens terapêuticas mostrarão como enxergam diversos problemas e transtornos psicológicos e como isso vem sendo tratado em suas práticas!

Já imaginou? Psicólogas(os) comportamentais/behavioristas, psicanalistas, gestaltistas, humanistas, mais não sei o quê istas, psiquiatras e tudo o mais  dialogando sobre suas formas de atuação? Um intercâmbio de psicoterapias!

Ah sim! Como o objetivo é diálogo, esse diálogo terá 2 regras básicas:

  1. Os profissionais se esforçarão ao máximo para usar a linguagem mais genérica possível! Nada de jargões que mais distanciam do que aproximam. Para termos diálogo, precisamos ter uma língua em comum, certo?
  2. Cada profissional deverá identificar, pelo menos, um ponto positivo na abordagem terapêutica do outro. Enquanto o outro estiver falando, nada de ficar pensando “Ai, que nada a ver! Nossa, que absurdo! Que simplista! Que viagem!”. Não falamos que todas as abordagens tem seu lado positivo? Chegou a hora de mostrar que isso é verdade!

O espaço não é para provar quem sabe mais ou dá mais resultado (talvez você até já esteja pensando que lógico que é a SUA ABORDAGEM)! É um espaço para trocas! Um baita desafio, certo?

Mas é um desafio que eu tomei pra mim e sei que tantos outros profissionais e estudantes também tomarão para si! Tá interessada(o)? Então vem comigo!

Para receber as informações com dia, horário e palestrantes confirmados é só inserir seu e-mail e se inscrever no link abaixo que eu te enviarei um e-mail assim que todos estiverem confirmados!



Qual o Seu Estilo de Comunicação?

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Você sabe como você costuma se comunicar com as pessoas? Ou conhece o estilo de comunicação das pessoas ao seu redor? Pois saiba que isso pode ser muito importante para que você consiga ter relacionamentos amorosos, familiares e sociais mais felizes.

Nessa postagem de hoje vou utilizar os 4 estilos encontrados no livro “DBT MADE SIMPLE”:

  • Passivo.
  • Agressivo.
  • Passivo-agressivo.
  • Assertivo.

Sugiro que você faça o seguinte: clique nesse link aqui e baixe o “Quiz de Estilo de Comunicação“¹ e responda da forma mais sincera possível! Ele serve como uma forma de deixar mais claro para você como você costuma se comunicar.

Com as respostas em mãos, dê o play e entenda um pouco mais sobre Estilos de Comunicação.

¹Este quiz não busca dar uma resposta absoluta sobre o seu estilo de comunicação. Ele busca identificar as características que mais se sobressaem quando você está se comunicando.

Tá esperando o quê?

Hoje eu quero falar com você que tem alguns sonhos, vontades, desejos e tudo o mais. Você que tem tudo isso e por algum motivo não começou. Talvez sua história seja parecida com as histórias abaixo:

X é porteiro de um prédio e tinha uma habilidade em fazer luminárias em pvc, mas deixou isso pra lá. A situação começou a apertar e ele resolveu fazer um pra vender para um amigo. O amigo gostou e outras pessoas começaram a pedir mais. Agora ele está com vários pedidos a caminho

Y é psicóloga e há algum tempo está sentindo-se insatisfeita e a grana também está apertando. Resolveu voltar a fazer algo que gostava e passar a atender nos horários que antes eram livres

Z trabalha em um escritório de contabilidade e sempre adorou cozinhar. A grana apertou e mesmo sem tempo ele resolveu tentar cozinhar para fora.

W foi demitido. Resolveu comprar uma barraquinha com o pouco dinheiro que restou para vender os doces que sua esposa faz e todos adoram“.

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Essas são histórias típicas da realidade brasileira atual. Com a inflação alta e a taxa de desemprego aumentando essas histórias tendem a se tornar cada vez mais comuns. São pessoas comuns, com histórias comuns e que de uma hora pra outra resolveram fazer algo que gostam ou que nem gostavam tanto, mas têm habilidade para fazer e gostariam de ter feito antes.

Mas a pergunta que eu gostaria de fazer para você é a seguinte: por quais motivos essas pessoas esperaram tanto tempo para fazer isso?

Tempo? Dinheiro? Já pensou como essa espera é a maior armadilha que você pode criar? Se você está em um emprego formal, carteira assinada e tudo bonitinho, provavelmente trabalhará cerca de 40 horas. Vai ter uma graninha sobrando (ou não) e terá pouco tempo sobrando. Mas a outra alternativa para ter muito tempo pode não ser tão agradável para muitas pessoas: fique desempregado.

Isso mesmo: desempregado. Fique desempregado que rapidinho você terá muito tempo sobrando, mas pode ser que não tenha quase nenhum dinheiro para receber e muito menos para sobrar.

Note que as pessoas que eu citei ali em cima (casos reais e fictícios) não tinham iniciado nada disso antes que as coisas “apertassem”. Elas estavam esperando o momento certo, aquele momento em que o vento sopra a noroeste, a temperatura está em 24°, a umidade relativa do ar em…. Ok, você entendeu?

Essa hora nunca vai chegar. Isso mesmo: nunca. Você nunca terá todas as condições perfeitas para iniciar um projeto. E ainda que tenha isso não é garantia de sucesso. Ter as garantias de início pode não ser (e muitas vezes não é) garantia de sucesso. Simplesmente porque é uma característica incrível da vida: ela muda. Sempre. E a condição favorável de hoje pode mudar amanhã. Seu papel não é esperar a condição, mas criá-la.

E é por isso que a minha pergunta pra você é simples: tá esperando o quê? Tá esperando o quê pra começar a cuidar da sua saúde? O próximo pico de pressão alta? Tá esperando o quê pra marcar aquele pulo de asa delta que você sempre sonhou? Ter tempo ou organizar sua agenda? Tá esperando o quê para enviar o currículo para aquela empresa que você sempre sonhou trabalhar? Ser demitido? Tá esperando o quê para procurar ajuda e mudar aqueles comportamentos que fazem as pessoas a sua volta sofrerem? Perder estas pessoas? Tá esperando o quê para iniciar aquele projeto que faria você uma pessoa muito feliz pelo simples fato de ter tentado? Entrar no desespero?

Gostaria que você fizesse o seguinte exercício: imagine que você morreu hoje. Isso mesmo, hoje. Um mau súbito. Ninguém esperava. Daqui a pouco várias pessoas estarão no seu funeral, elas estarão lá para se despedir de você. Todas estarão falando sobre a sua vida, sobre a imagem que você deixou para elas. O que será que elas estarão falando sobre você? Será que é a imagem que você gostaria de ter deixado? O que você gostaria que elas falassem de você?

Você acredita que as pessoas falarão aquilo que você gostaria de ouvir? Que bom! Continue assim! Continue fazendo aquilo que está fazendo! Ou você acredita que as pessoas falarão algo totalmente diferente do que você gostaria? Calma. Não entre em desespero. Se você acredita que elas não falarão isso, pense o que você pode fazer para ir atrás daquela imagem que você gostaria? Ela não é construída da noite para o dia, o seu “eu” melhor não vai surgir de hoje para amanhã. Ele será construído!

E não adianta esperar para construir amanhã, na semana que vem, depois do feriado… Não. Comece hoje, naquele horário vago que você utiliza para olhar redes sociais, compartilhar vídeos no WhatsApp, ler notícias que não trazem nada de relevante para sua vida. Hoje.

Hoje é segunda e seu tempo e dinheiro estão aí. É com essa realidade que você vai ter que lidar. Então, meu amigo e minha amiga: tá esperando o quê?

Psicoterapia e Religião: um conflito necessário?

Durante o dia-a-dia costumo ver que muitas pessoas entendem a psicoterapia como sendo perigosa e até mesmo contrária a vida religiosa. Algumas pessoas consideram que ao recorrer ao psicólogo estão sendo fracas e não lidando da forma correta com o sofrimento. Mas será que existe este conflito? Vou abordar 3 pontos básicos sobre a relação psicoterapia e religião. Caso você tenha mais alguma dúvida é só comentar ao final ou me mandar um e-mail.

O que é Psicoterapia?

Se você já acompanha o meu site já sabe o que é psicoterapia. Mas se você está chegando agora, psicoterapia é um processo de autoconhecimento em que o psicólogo auxilia o desenvolvimento do seu cliente. Para isso ele se utiliza de perguntas, técnicas e análises que buscam fazer com que o cliente se conheça e possa, a partir disso, agir de formas diferentes.

Veja que é apenas um dos vários processos que podem auxiliar no desenvolvimento da pessoa para que ela tenha uma vida mais plena. E aí surge a pergunta: se a ideia é fazer com que você se torne uma pessoa melhor, por qual motivo isso seria contrário a vida religiosa?

Possíveis “pontos de atrito” entre a Psicoterapia e a Religião

1. Pensar em Agir de Forma Diferente.

Um dos possíveis problemas que uma pessoa religiosa pode ter ao lidar com a psicoterapia é que este processo nos leva a pensar sobre o que estamos fazendo, como estamos fazendo e identificar se existem outras formas de viver que nos trarão maior satisfação com a vida.

Ou seja, para algumas pessoas o simples fato de pensar em agir de forma diferente da que ela acha que está de acordo com a religião é extremamente incômodo. Mas note que é de acordo com o que a pessoa “acha“, ou seja, como ela interpreta que deve viver a religião. Temos diversas pessoas que frequentam as mesmas igrejas e algumas lidam bem com a vida religiosa e outras sofrem de alguma forma.

Existe uma diferença entre pensar e agir de forma diferente e pensar e agir de forma oposta. Mas parece que algumas pessoas pensam que ao entrar na psicoterapia irão se transformar em pessoas opostas ao que elas são e não é bem assim. Ao entrar em psicoterapia, agir de forma diferente nada mais é do que agir de maneira a sofrer menos e se sentir mais feliz.

2. Interpretação do Sofrimento

Algumas interpretações religiosas do sofrimento podem fazer com que a pessoa entenda que nada tem a fazer com o sofrimento. Colocam o sofrimento como algo que é preciso suportar sozinho e quanto mais sofrimento “melhor”.

Em alguns casos, a pessoa não pode sequer questionar sobre o sofrimento. Ela deve aceitar o sofrimento e esperar.

Para os psicólogos sofrer é natural, afinal de contas a vida não é feita apenas de coisas boas.

o que é a vida

Entretanto, sofrimento não é algo que precisa se perpetuar pelo maior tempo possível. Pelo contrário, espera-se que a pessoa aprenda a lidar melhor com as situações adversas para que em situações futuras ela sofra menos.

Sendo assim, se a pessoa entende que o sofrimento é algo que é uma provação pela qual ela precisa passar sozinha, dificilmente ela buscará terapia. Mas se ela entende que o sofrimento faz parte da vida e que pode lidar com ele com o auxílio da religião e também de outras pessoas, conseguirá entender que a psicoterapia é apenas um dos auxílios possíveis para viver melhor.

3. Medo de Perder a Fé

Algumas pessoas têm receio de perder a fé durante o processo de psicoterapia ou que o psicólogo enxerga a religião e a religiosidade como um problema a ser combatido. O processo de psicoterapia não serve para orientar a pessoa a ser menos ou mais religiosa.

Inclusive, em alguns casos o fato de pertencer a um grupo religioso pode auxiliar o processo de psicoterapia. Isso porque em muitos casos esse grupo é capaz de dar um bom suporte social para a pessoa, permitindo que ela se desenvolva ainda mais e melhor.

Além disso, o código de ética do psicólogo deixa bem claro que não cabe ao psicólogo orientar seu cliente para religião x, y, z ou não ter religião. Não existe “Psicologia Cristã” ou “Psicologia Umbandista”, nada disso. A Psicologia é um corpo de conhecimento científico e sua prática não deve estar vinculada à nenhuma religião.

O que pode ocorrer é que durante o processo de psicoterapia, algumas pessoas passem a viver a vida religiosa de uma forma diferente, mas isso não é o objetivo da terapia em si. Como a pessoa passa a pensar sobre a sua vida e em como gostaria de viver, algumas podem pensar que estão vivendo a religião de forma que está produzindo mais sofrimento do que alívio.

Ao se conhecer mais a pessoa será capaz de identificar o que vem causando sofrimento e o que causa bem-estar. Ou seja, a pessoa pode perceber que alguns aspectos da religião estão trazendo sofrimento e aprenderá a lidar com este aspecto de uma forma mais agradável.

Mas aprender a lidar de forma diferente com a religiosidade não é sinônimo de “perder a fé”.

Conclusão

Ao menos do lado da psicoterapia não existe nenhum conflito entre religião e psicoterapia. Um profissional ético deve ser capaz de atender seu cliente independente da religião e do grau de religiosidade que este venha a ter.

Caso o cliente apresente algum conflito com a sua religião, o espaço de psicoterapia costuma ser um dos melhores lugares para analisar este conflito. Isso porque o psicólogo não vai julgar se este conflito está certo ou errado, mas sim avaliar com o cliente o que pode ser feito para resolvê-lo.

Todo auxílio é bem vindo quando o que queremos é nos tornar pessoas com melhor qualidade de vida e menos conflitos e sentimentos negativos. Opções existem e cabe a cada pessoa decidir o que mais lhe agrada.

Abraço e até mais!

Imagem via Vi-Venes

religiao

Homossexual precisa de cura? E se ele pedir?

“Elizabeth tinha 14 anos e percebeu que gostava de meninas. Elizabeth estava lutando para conciliar seus sentimentos com a sua própria fé. Além disso, temia a reação dos pais quando revelasse sua sexualidade. Foi encontrada enforcada poucas horas depois de enviar uma mensagem para um amigo. O nome não é fictício e Elizabeth tinha nome, sobrenome, foto e família.”

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Foto: Reprodução da Internet.

É possível que algumas pessoas como ela procurem terapia e peçam ao psicólogo: “Por favor, eu não quero ser assim. Me faça ser heterossexual”. Muitos argumentam que este pedido já seria suficiente para tentar “reverter” a sexualidade de Elizabeth. A discussão sobre o tema costuma ser bem intensa e envolve diversas esferas da sociedade: representantes religiosos, cientistas, pseudocientistas, psicólogos, pseudopsicólogos, parentes, apresentadores de programas de auditório e por aí vai.

Para além das tentativas malsucedidas de “reversão” ou “reorientação”, será que este pedido deveria ser atendido de forma imediata e sem questionamento?

Diferença entre Queixa e Demanda.

Todo e qualquer psicólogo deve saber diferenciar entre “queixa x demanda”. Enquanto psicólogos, temos que ter a capacidade de entender que a fala de um cliente reflete o ambiente que ele está vivendo e muitas vezes (maioria esmagadora) esta fala não traz consigo tudo o que está ocorrendo na vida do cliente.

Se uma pessoa chega para um médico e reclama que está com uma febre muito alta, seria o mais indicado dar um remédio para diminuir esta febre e pronto? Ou seria melhor investigar melhor para saber qual a origem desta febre?

O mesmo ocorre com os problemas psicológicos e, em especial, com homossexuais que podem estar “querendo ser curados”. Na maioria das vezes em que uma pessoa afirma querer “se livrar de uma condição” é porque a pessoa está tentando evitar uma situação desagradável.

Ao dizer que “não quer ser homossexual” o indivíduo pode estar falando nada mais, nada menos que está passando por situações desagradáveis como consequência de ser homossexual e não porque é homossexual.

E existe diferença? Sim, existe. Homossexuais costumam ser discriminados dentro e fora da família e qualquer pessoa que tenha sido discriminada, seja qual for o motivo (cor de pele, condição social, roupa, etc.), sabe que isto não é agradável. Se o problema não é com a condição em si, mas sim com a forma que algumas pessoas lidam com esta condição, a demanda pode ser bem diferente, assim como o objetivo da terapia.

Terapia de Reversão da Sexualidade? É possível mudar a orientação sexual de alguém?

Existem relatos de pessoas que afirmam ter “deixado de ser homossexual”, passando a se relacionar com pessoas do sexo oposto, tendo filhos e e etc. Várias dessas pessoas afirmam não mais sentir vontade de se relacionar com pessoas do mesmo sexo.

Entretanto, com falei acima, alguns dados deste tipo de intervenção demonstram que as consequências podem ser desastrosas! As consequências vão desde ansiedade e depressão até a automutilação, pensamentos suicidas, entre outros.

Sendo assim, ainda que um método de “reversão” seja possível (note que este termo é bem ruim porque parece indicar que todo mundo nasce heterossexual e depois vira homossexual, precisando ser revertido à condição inicial), será que vale a pena correr o risco de tantos problemas posteriores? Quais são os benefícios diretos para o cliente? Além disso, qual a motivação para se tornar heterossexual?

Capacidade de se declarar homossexual

Normalmente vemos as pessoas falando que as pessoas precisam “assumir sua homossexualidade”. Particularmente, acho o termo “assumir” meio problemático porque costuma estar vinculado ao sentimento de culpa, como uma forma de “assumir” erros. Prefiro o termo declarar sua homossexualidade (mas ainda assim acho que pode existir termo melhor).

Mas vamos lá! Nem todas as pessoas conseguem se declarar homossexual e os motivos são os mais óbvios possíveis: ao optarem por tornar isso público terão que passar por situações que provavelmente não serão agradáveis. Seus pais e familiares podem não receber bem a notícia, algumas pessoas podem se afastar, sofrer preconceito e outras podem até ser mais agressivas.

Neste cenário, muitas pessoas optam por “levar uma vida heterossexual”. Casam-se com alguém do sexo oposto, têm filhos e vivem sua homossexualidade escondidos (o livro “Segundo Desejo” traz mais informações e dados um tanto assustadores sobre essa realidade). Alguns passam a vida inteira tentando negar sua sexualidade, sem sequer se envolver com alguém.

A essa altura eu espero que você tenha percebido que o problema não é com a homossexualidade em si. A pessoa pode falar que está apaixonada por “fulano(a)” e que tudo que ela queria era se relacionar com tal pessoa, mas não pode deixar que isso aconteça porque teria que passar por muitos problemas.

Apesar da queixa ser “Não quero ser mais homossexual”, normalmente o(a) cliente possui uma demanda diferente: ele(a) precisa aprender a lidar com sua sexualidade e também de arrumar meios para conseguir se declarar homossexual diante das pessoas e enfrentar as consequências que resultarão deste posicionamento.

Este processo envolve desenvolvimento pessoal, criação de novos laços afetivos e redes de apoio, habilidades sociais para lidar e enfrentar situações constrangedoras e também habilidade para interpretar o que está afetando sua vida e seu bem-estar (habilidade necessária a todo e qualquer ser humano, hetero, homo, pan, etc.).

Conclusão

Ainda que existam relatos de que é possível modificar a sexualidade das pessoas, os processos que dão origem a esta mudança costumam causar consequências danosas. O que a realidade tem nos apresentado é que as pessoas não precisam de uma reversão ou cura (afinal, homossexualidade não é doença), mas sim de auxílio no processo de vivência da sua sexualidade, bem como suporte para lidar com as consequências problemáticas que podem advir ao se declararem homossexuais.

Talvez Elizabeth não tivesse cometido suicídio se tivesse conseguido desenvolver habilidades para lidar com sua sexualidade e falar de forma aberta com seus pais. Talvez possamos evitar vários casos como o dela auxiliando o desenvolvimento dessas pessoas e das pessoas que estão ao redor delas.

Este desenvolvimento pode se dar a partir de processos como a terapia, mas pode e deve principalmente ser desenvolvido entre as mais diversas pessoas: pais, familiares, amigos, escolas, etc. Quanto maior o diálogo, compreensão e aceitação das diferenças entre as pessoas, menor a chance que as pessoas sintam tamanho sofrimento apenas por se relacionar com pessoas do mesmo sexo.

Abraço e até mais!

Obs.: recomendo a leitura deste texto aqui para uma discussão mais aprofundada sobre a homossexualidade.

Psicoterapia é coisa de homem.

Por muitos anos a ideia de buscar auxílio em um profissional da psicologia foi visto por algo como exclusivamente feminino. De certa forma, é como se fosse característico das mulheres buscar alguém para  “conversar sobre as mazelas da vida”.

Entretanto, esta não é uma crença que simplesmente brotou em nossa cultura e que reflete a realidade.  Os homens têm sofrido cada vez mais e precisamos discutir um pouco mais sobre este sofrimento.

Homem não chora?

Desde muito novos somos bombardeados por várias afirmações que criam o modelo ideal de como ser homem. Algumas características parecem permear nossa realidade, descrevendo o homem como uma pessoa que “não chora”, não perde tempo falando de sentimentos ou discutindo a relação. O típico “machão” que tem que aprender a se virar, independente da situação.

Veja, por exemplo, o vídeo abaixo da bela tentativa de uma criança tentando acalmar o irmão:

Outras situações também trazem problemas, principalmente quando vamos para o mundo dos relacionamentos amorosos. Problemas ligados a forma e necessidade de “discutir a relação”, disfunções sexuais, falta de habilidade para lidar com assuntos “delicados” e vários aspectos de uma vida a dois que, segundo a cultura, um homem de verdade não tem que se preocupar. Tudo isso pode gerar sofrimento, ainda que alguns aspectos culturais afirmem o contrário.

Todas estas informações vão moldando a forma como agimos diante das situações. Em uma situação de sofrimento, por exemplo, um homem pode optar por ficar quieto e não buscar qualquer tipo de ajuda, uma vez que homem “não tem dessas coisas” e o homem que fica assim “é fresco”.

 Os homens estão sofrendo.

Recentemente uma matéria relatou como os homens estão lutando para lidar com a vida. Mas afinal, de onde vem o sofrimento?

Normalmente, sofremos quando o ambiente apresenta mais problemas e dificuldades do que temos habilidades para lidar. É como se existisse uma balança: de um lado as situações difíceis e/ou problemáticas e do outro as habilidades. Quando problemas e habilidades estão equilibrados, dificilmente sofremos. Mas quando temos esta balança pendendo para as situações problemáticas e/ou difíceis, o sofrimento costuma aparecer.

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Mas é importante que fique claro que o sofrimento em si não é um problema. É a forma de lidar com este sofrimento que pode ser mais ou menos adequada e gerar bons ou maus resultados. A pesquisa realizada pela ONG CALM (Campaign Against Living Miserably) demonstrou alguns dados preocupantes:

  • 78% dos casos de suicídio na faixa etária de 20 a 49 anos, no Reino Unido, são de pessoas do sexo masculino.
  • Este número tem aumentado entre os homens e declinado entre as mulheres.
  • 74% das mulheres relataram buscar ajuda diante do sofrimento e apenas 53% dos homens o fizeram.
  • 69% preferiram lidar com seus problemas por si só.
  • 42% dos participantes do sexo masculino disseram acreditar que o homem é o “maior responsável” por ser emocionalmente forte em situações críticas, opinião compartilhada por cerca de 17% das mulheres.

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A reportagem completa pode ser vista aqui, mas algo fica claro: o mundo parece estar exigindo mais do que os homens estão conseguindo lidar. Some a isto o fato de que muitos homens não sabem como procurar ajuda e, mais importante, não sabem que PODEM procurar ajuda.

Psicoterapia é coisa de homem

Apesar de o folclore popular afirmar que a psicoterapia é um lugar para “reclamar da vida” isto não é realidade. Se a única função da psicoterapia fosse “reclamar da vida”, as diversas redes sociais já teriam feito com que a profissão de psicólogo (a) fosse extinta.

Buscar ajuda em outras pessoas (amigos, família, profissionais, etc.) é algo saudável e que pode ser necessário em alguns momentos da vida. A psicoterapia é um processo através do qual você se permite analisar as situações pelas quais tem passado através de outras perspectivas, buscando achar soluções e novas formas de lidar com os problemas que a vida tem lhe apresentado. É uma busca constante pelo seu bem-estar!

Para muitos homens, o simples fato de sentar e conversar sobre os seus problemas com alguém que não vai usar isto contra ele ou que não vai julgá-lo menos homem por estar falando sobre seus problemas já pode significar um grande alívio!

Além disso, a psicoterapia é um espaço para fazer o que vários homens afirmam que gostam de fazer: enfrentar o problema de frente.

Sendo assim, se a situação começar a ficar difícil, seja um homem esperto: busque ajuda!

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